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Síndrome de Cushing em Cães

A Síndrome de Cushing (hiperadrenocorticismo) é uma enfermidade resultante de uma superprodução crônica de glucocorticóides pelo organismo. Em um cão normal, a hipófise produz um hormônio chamado ACTH, que estimula a glândula adrenal a produzir um hormônio esteróide, o glucocorticóide – responsável pelo funcionamento de muitos sistemas do organismo.

Como resultado da alta taxa de glucocorticóides (esteróides) crônica, os cães afetados desenvolvem uma combinação de sinais clínicos e lesões. Os sinais clínicos mais comuns são aumento do consumo de água, aumento do apetite, distensão abdominal e queda de pelo.

A doença de Cushing pode se apresentar com uma grande variedade de sintomas e também pode estar relacionada a várias outras doenças. Por isso, todo animal com suspeita de hiperadrenocorticismo deverá fazer um hemograma completo, exames bioquímicos e exames de urina como rotina. Também deverá fazer radiografias abdominais. Existem vários testes diferentes para se diagnosticar a doença de Cushing. Muitas vezes, o médico veterinário fará diferentes testes, mais de uma vez, para confirmar o diagnóstico e para determinar qual o tipo de hiperadrenocorticismo que o cão apresenta.

Dependendo do tipo da doença, o tratamento pode ser cirúrgico. Se for identificado um tumor na glândula adrenal, a remoção cirúrgica será uma opção. Existem várias formas de tumores que podem invadir a glândula adrenal e o tratamento dependerá do tipo de tumor em questão. Os sugestãos não cirúrgicos são as formas mais utilizadas de terapia em casos de doença de Cushing em cães. Em 80% dos casos, a doença estará relacionada à glândula pituitária e cuidada com medicamentos via oral.

A síndrome de Cushing é muito mais comum do que a gente imagina. Caso você note estes sinais clínicos no seu cão, é importante levá-lo para uma consulta veterinária, pois existe não somente esta síndrome, mas várias outras doenças que podem causar os mesmos sintomas clínicos.

A Doença de Cushing é raramente observada em gatos. Essa condição é mais freqüentemente vista em cães.

ADENDO:

Na verdade eu prefiro o termo médico para a desordem: hiperadrenocorticismo. É um nome complicado, mas descreve melhor a condição. "Hiper" significa "em excesso", "adreno" se refere às glândulas adrenais, e "corticismo" quer dizer que a síndrome envolve o hormônio cortisol. Hiperadrenocorticismo, traduzido ao pé da letra significa "cortisol em excesso sendo liberado pelas glândulas adrenais".

Temos a indicação na Fitoterapia do uso da erva denominada Bardana como chá e como enxaguante, o que pode ser feito duas a três vezes ao dia, nas partes afetadas. O modo de usar é: 01 colher de chá da erva seca e triturada em 250 ml de água fervente, tampar, desligar o fogo e amornar. Se o cachorro for de pequeno porte, basta usar uma xícara de café para o chá e a outra para enxaguar. Se for de porte maior, use quantidade maior.

Outra opção excelente é o chá feito com a raiz de Alcaçuz . Faça da mesma forma e na mesma proporção ensinada acima.

Malva Gomes dos Santos

* Este Texto faz Parte da Coletânea do Dr. Luiz Bolfer e todos os textos das páginas da PetLine foram publicados em Colunas, Saúde Animal por Dr. Luiz Bolfer.
Dr. Luiz Bolfer formou-se em Medicina Veterinária no Brasil e mudou-se para os Estados Unidos para se especializar em Cardiologia, Emergência e Cuidados Intensivos em cães e gatos. Completou 12 meses de Internato em Clínica Médica e Cirúrgica Veterinária na Universidade de Illinois. Atualmente é Residente em Emergência e Cuidados Intensivos no Centro Médico Veterinário da Universidade da Flórida em Gainesville.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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