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Quindim

Quindim era um garoto esperto, de seus cinco anos talvez, a falta de uma certidão de nascimento não lhe dava certeza de nada, nem mesmo de um nome. Este, Quindim, foi dado pela mãe, garota mais que pobre, miserável, que em seus rasgos de carinho o chamava assim.

Ele fazia jus ao apelido, era um doce de menino. Fala mansa, gestos calmos. Nunca um grito, um nome feio ou uma malcriação. Aparecida, sua mãe, tinha sido empregada doméstica durante anos. Nunca soube o que era uma carteira assinada. Trabalhava muito em troca de pouco, bem menos que um salário. Mas recebia o leite do menino e lá de vez em quando umas roupinhas de segunda ou de terceira. E assim ia tenteando a vida.

Quindim foi colocado na creche com a promessa de fazer chegar logo a certidão de nascimento. Mas, como tudo se esquece, os responsáveis foram esquecendo, esquecendo e tudo ficou no esquecimento. Assim cresceu Quindim, junto a dezenas de crianças, filhas da pobreza que conseguiram o luxo de uma vaga numa creche.

Aparecida saía apressada, todos os dias para chegar a tempo de pegar Quindim. Era um absurdo o horário da creche, como ainda é. Tinha que chegar pontualmente, às cinco horas ou levava uma bronca danada. Sem ter alguém que lhe fizesse o favor e na grande maioria das vezes era impossibilitada de sair com folga do trabalho, corria pelas ruas, coração aos solavancos, para pegar seu Quindim.

O menino ficava segurando as grades do portão. Olhar aflito, pregado lá no fim da rua, procurando divisar a mãe. Quando a reconhecia, naquele quase vulto, apressado, seu rostinho se iluminava com um sorriso. Virava-se para as tias e dizia todo feliz que a mãe estava chegando. Era a hora do dia de que mais gostava. Em breve seria tomado nos braços e abraçado forte, com muito carinho.

E lá iam os dois, conversando sobre o dia de um e do outro. A mãozinha pequena de Quindim se perdendo na firmeza da mão materna, que morria de medo dos carros na avenida. O quartinho de vila onde moravam ficava longe. Grande parte do caminho Quindim ia no colo, até que notando o cansaço da mãe, ele pedia para caminhar um pouco.O quartinho levava mais da metade do salário de Aparecida e mesmo assim era de uma pobreza de fazer dó. Desenhos de Quindim decoravam a parede menos úmida. Num canto uma cama mambembe de solteiro, onde dormiam os dois embolados. Uma mesa com três pernas, ficava encostada num canto para não cair e sustentava o fogão de duas bocas e a bacia com os "trens" de cozinha. A massa para cuscuz, o pacote de açúcar, o vidrinho de café solúvel e a margarina, faziam o menu único de toda noite. Estes alimentos ficavam bem embrulhados e dependurados numa sacola plástica, amarrada, para os ratos e as baratas não mexerem. Era a única refeição que faziam juntos. A não ser sábado, domingo e feriado, quando a patroa gentilmente deixava Aparecida levar o menino. A pobre trabalhava cativa, sem direito a folga e nem mesmo à remuneração das mesmas, ficava pela comida do filho.

Tem gente assim, uma peste de ruim neste nosso mundo. Tem muita dona de casa que exerce os desmandos da escravidão com domésticas do tipo de Aparecida. A coitada, engravidou do primeiro namorado e teve que ganhar o mundo, expulsa pelo pai. Caiu nas "boas" graças de Rivalda, a dona da casa, que lhe passava na cara todo santo dia a bondade que fizera há mais de quatro anos atrás, recolhendo-a da rua, através da agência, com aquele menino no bucho.

Realmente ela aceitou que Aparecida fosse trabalhar em sua casa, mesmo sabendo que ela estava nos primeiros meses de gravidez, isso foi até muito bom. Mas foi uma boa jogada de Rivalda também, em sua casa não parava empregada, não agüentavam seus anjinhos, que nem ela mesma queria ver. Já Aparecida, não tinha para onde ir, foi obrigada a ficar. E de um jeito ou de outro conseguiu ir tolerando as pestinhas, que naqueles anos acabaram de crescer sob seus cuidados.

Rivalda era uma pessoa tão miserável, que a diarista concuidada para substituir Aparecida na primeira semana após o parto, foi paga com o salário dela. Descontou integralmente e ainda se lamuriava pela boca a mais que estava alimentando naqueles dias. Mas não reclamou muito de sair de madrugada para levar Aparecida para o hospital, mas a largou lá assim que chegaram, a pretexto de providenciar a diarista. Só, é que não iria ficar em casa, não gostava das chamadas "prendas do lar".

E assim foi, Aparecida teve seu filhinho só, sem uma mão amiga que a confortasse numa hora de tanto medo, de tanta dor. Mas ainda teve sorte, Quindim queria mesmo conhecer o mundo do lado de cá, saiu num instante, não ficou discutindo nem criando caso. Só chorou quando apanhou do médico e foi uma das poucas vezes em que chorou. Era um menino muito tranqüilo, não era dado a dor de ouvido, nem de barriga. Só mamava no peito e dormia, lá no quarto dos fundos, onde ficava Aparecida.

E lá ficaram durante oito meses, foi o tempo que levou para Aparecida ser sorteada com uma vaga na creche. Foi sorte mesmo para Quindim, que pode mamar durante aquele tempo todo. E continuou mamando, antes de ir para a creche e à noite, enquanto a mãe dormia, cansada, mas feliz com seu pimpolhinho do lado.

Logo que o corpo de Aparecida começou a voltar ao normal, Rivalda descobriu que ela tinha sido agraciada pela natureza. Era um violão, do jeito que seu marido gostava. De rosto era até bonitinha e por via das dúvidas mandou que a partir daquele dia, Aparecida procurasse um jeito de alugar um quartinho. João Paulo estava indo muito à cozinha, a pretexto de beber água, principalmente à noite. Vai que Rivalda estivesse com o sono pesado numa dessas vezes? Quem quer o que é seu que cuide, era um de seus ditados favoritos.

Chegou o quinto aniversário de Quindim, como presente recebeu a comunicação de afastamento da creche. Atingira a idade limite do estabelecimento. Aparecida deveria procurar outro local para abrigar o filho durante o período em que trabalhava. Mas onde, por que diabos o governo não enxerga que a pobreza precisa de creche para os filhos, em vários turnos e até pelo menos os dez anos? Onde deixar uma criança realmente abrigada para poder trabalhar?

Eram os pensamentos de Aparecida, estava irada, como se não bastasse ser obrigada a encerrar o trabalho às quatro e meia todo dia, o que irritava a patroa, para ir pegar Quindim na creche, ainda perdia a creche de vez. Onde arrumaria alguém que cuidasse de seu filho? Quanto seria? Como pagaria? Agora que dona Rivalda resolveu cobrar até o sabonete, como pedir um aumento? As coisas estavam ficando piores a cada dia. A havaiana estava em um estado tão ruim que parte do calcanhar já estava no chão. Onde dinheiro para outra?

Ao falar com a diretora da creche, ela foi logo lhe entregando o endereço de uma senhora que cuidava de crianças. Avisou que não tinha nenhuma informação a respeito dela, só estava dando uma ajuda. Aparecida foi com Quindim no endereço fornecido e lá se deparou com Darcilene, uma senhora de idade indefinida, em cuja casa se via um bando de crianças catarrentas, com os cabelos desgrenhados, choronas, e com uma aparência geral de descuido.

Foi informada que o preço era quase a metade de seu salário e ainda tinha que deixar todo dia fruta, leite e biscoito. O almoço ficava por conta da casa. E o horário de ir pegar a criança era o mesmo da creche. É, as coisas estavam ruins para Aparecida. Saiu com o filho e foi para a casa de Rivalda. Implorou o que pode para que ela consentisse na presença de Quindim lá. Prometeu arrumar uma escolinha para ele num dos períodos, mas nada adiantou. Rivalda foi inflexível, dizia que Quindim era problema de Aparecida, e que tratasse de resolv
er sem repassar nada para ela. O máximo que podia fazer e fez foi adiantar o dinheiro para o primeiro pagamento.

Aparecida pediu o dia de folga para resolver o assunto e lá se foi, estrada abaixo, rebocando Quindim. Voltou à creche e pediu um outro endereço para a diretora. Nada, ela não sabia de mais ninguém por aquelas redondezas. O jeito foi ceder às normas de Darcilene e entregar Quindim a seus cuidados. Ele ficou lá aos berros. Foi a primeira vez que Aparecida viu desespero no rosto do filho. Voltou para a casa da patroa meio tonta, chorando pela rua, ia com o coração partido.

Não viu o carro ao atravessar a rua, foi colhida em cheio e jogada longe. Suzana desceu às pressas do carro e se abaixou para ouvir o que Aparecida balbuciava. Só entendeu a outra dizer que cuidasse de Quindim e recebeu da mão estendida um papelzinho amassado com um endereço. A hora de Aparecida chegou, foi contar ao Criador suas alegrias e suas tristezas. Foi prestar contas do dom da vida que recebeu.

Suzana ficou ajoelhada junto ao corpo sem vida da garota. Não sabia o que fazer. Ouvia pessoas dizendo que viram a vítima passar chorando, que ela é que atropelou o carro. Chegou a polícia e Suzana teve que se explicar. Explicar como se não conseguiu entender como aquilo pôde acontecer? Não, não estava correndo, a moça é que estava! Corria no mesmo sentido em que Suzana ia e repentinamente atravessou na frente do carro sem olhar.

Mediram o asfalto, aplicaram uma fórmula matemática e constataram que Suzana estava dizendo a verdade. Queriam saber quem era a vítima, ninguém sabia. Nem bolsa, nem dinheiro, nem documentos. Só aquele papelzinho que queimava na mão de Suzana. Ela sabia que deveria entrega-lo à polícia. Mas por que não o fazia? Não queria, simplesmente não queria que a polícia soubesse do pedido da morta.

Depois de horas de prestação de depoimento, Suzana saiu da delegacia e foi até o endereço onde estava um "quindim". O que seria este quindim? Um gato, ou cachorro? Fosse o que fosse, passaria a mão nele e o levaria para casa. Cumpriria a risca o desejo da garota e depois que isto fosse feito, levaria o endereço à polícia para que descobrissem o nome dela e de parentes.

Cheia de boa intenção para realizar os desejos de Aparecida, Suzana chegou à casa de Darcilene. Chamou e pediu para ver quindim, dizendo que a mandaram lá para apanhá-lo. Darcilene foi logo dizendo que ele podia ir, mas que o dinheiro ela não devolveria. Que trato é trato, que com ela é assim dinheiro entrar entra, mas sair em devolução jamais. Se não quisessem ter prejuízo podiam deixar o Quindim ali pelo mês pago.

A cada frase Suzana entendia menos ainda o assunto. Até que chegou aquele tico de gente, com uns restos de lágrimas no rostinho molhado e uma trouxinha de roupa nas mãos. Darcilene abriu o cadeado do portão e botando Quindim para fora, disse bruscamente que saindo dali sem dizer que voltaria, ele não entraria mais. Suzana pediu os documentos do menino e Darcilene disse com raiva que não tinha nada não, que dele nem o nome sabia, só lhe tinham dito que era Quindim, filho de Aparecida. E tratou de sair, talvez com medo de que Suzana lhe pedisse os biscoitos, as frutas e a lata de leite que foram deixados naquela manhã, pela mãe do menino.

Suzana ficou pasma, sentiu Quindim agarrar sua mão como se fosse uma tábua de salvação. Para ele Suzana estava representando a porta de saída daquele inferno, onde apanhou pela primeira vez na vida. Sentia ainda sua bundinha em brasas. Sua orelha doía, seu braço ficou com uma mancha roxa do beliscão com que o premiou Darcilene assim que Aparecida saiu.

Ele olhava para Suzana com adoração, perguntava se ela ia ficar com ele até a mãe sair do trabalho e ela dizia mecanicamente que sim. Ele naquele passinho miúdo, foi seguindo uma apavorada Suzana, que não sabia o que fazer. Onde estava o gatinho ou o cachorrinho que se preparara para adotar? O que poderia uma engenheira mecânica, solteira aos trinta e quatro anos, com uma carreira bem definita, fazer com um Quindim?

Chegaram onde estava o carro e o menino perguntou se iriam ali dentro, maravilhado por ter a oportunidade de entrar num carro. Já tinha ficado perto do carro da patroa da mãe, mas nunca tinha entrado. Sentou-se na pontinha do banco, alisando tudo, como se quisesse guardar na memória a maciez do tecido. Suzana olhava pelo retrovisor e via o deslumbramento do menino. Pensava no que iria fazer, não sabia, não tinha a menor idéia.

Chegou à conclusão de que o melhor era levar o garoto para casa e fazê-lo falar, dando pistas de parentes, amigos ou vizinhos. Quando chegou com ele no prédio onde morava, precisava arrastá-lo para que ele andasse. Maravilhado com a entrada, o hall, o elevador então foi surpreendente para ele. De repente Suzana estava com um garotinho no meio de sua bela sala de estar, que olhava tudo com atenção, andava pelo cômodo com suas mãozinhas entrelaçadas nas costas. Olhando tudo sem tocar em nada. A coleção de bichinhos de cristal o extasiou. Vibrava dizendo que aqui tinha um passarinho, ali um cachorro, um "passarãozão", um gatinho. Ficou feliz da vida, e chamava Suzana para ver, só soltando as mãos para ajudar no chamado, fazendo gestos para depois prendê-las novamente às costas.

Suzana se enternecia e se viu ali ajoelhada com aquele menino no colo, entretido em contar uma estória em que envolvia os bichinhos de cristal. A imaginação dele era fértil, parecia que estava num mundo onde tudo tinha criado vida. Ela se espantou com a inteligência dele, a história que contava não era desconexa, fazia sentido.

Suzana aproveitou quando apareceu uma abençoada " mãe" na história que Quindim contava e, perguntou como chamava a mãe dele. E de pergunta em pergunta ficou sabendo que Quindim era o nome de Quindim, que sua mãe chamava Aparecida, que não tinha pai, não tinha avós, muito menos tios, só umas tias lá da creche. Quando Suzana perguntou de que creche, ele respondeu espantado pela ignorância dela que era da creche onde ele ficou, uai!

Suzana soube que a mãe dele trabalhava para a patroa dela, sabia o nome, mas não o endereço. Mas sabia desenhar a casa, o carro, o gato Perceu, o velocípede quebrado no fundo do quintal. E sabia que lá na casa tinha um menino chamado Netinho e outro chamado Juninho. E que lá a patroa não queria ele de jeito nenhum, por isso ele foi para aquela outra casa onde a mulher bateu muito nele, só por que ele queria ir com a mãe, não queria ficar lá. Mostrou o arroxeado do braço e desceu o short, mostrando o vergão na bunda.

Suzana ficou triste pelo sofrimento do menino. E de conversa em conversa, o dia se acabou e nada dela saber o que fazer. Rodava nas mãos o papelzinho com o endereço da casa de Darcilene. Deveria ou não levá-lo à polícia? E o que deveria fazer com o menino? Ele era tão educado, tão bonzinho! Seria correto entregá-lo à Febem? Como se desfazer dele se a mãe lhe pedira que cuidasse de Quindim e sossegou quando Suzana prometeu que cuidaria? A pobre parece ter morrido em paz, sabendo que Suzana velaria por seu filho.

Está certo que Suzana pensou que se tratasse de qualquer bichinho, menos de uma criança. Mas a vítima sabia que se tratava de seu filho. Mesmo ignorando o fato, a promessa de Suzana foi cuidar de Quindim, fosse o que fosse. A noite já estava chegando, deu um lanche para o menino que se maravilhou de não ter cuscuz, nem perguntou mais, só fazia comer, com aquela boquinha pequena, mastigando devagar, bem fechadinha. Pegava com as duas mãos no copo de leite e o pousava com cuidado na mesa da cozinha. Tudo com calma, educadamente, como mandava o figurino.

Suzana ficou al
i, assistindo o menino comer. Deu um banho nele, trocou a roupa pela que estava na trouxinha e o colocou para assistir televisão. Ele não se interessou pelas novelas, saiu e foi olhar os bichinhos de cristal, sempre com as mãozinhas para trás. E ali, perto da estante ele dormiu, encolhido com as mãos juntas servindo de travesseiro. Suzana o levou para o quarto de hóspedes e o agasalhou. Estava um noite fria, ela iria já para a cama, onde poderia pensar melhor na situação. Deixou aberta a porta dos quartos, para que se Quindim acordasse não ficasse com medo. Deixou acesa a luz do corredor e foi se deitar.

Quanto mais pensava na situação, menos vontade tinha de entregar o menino às autoridades. Sabia como os caminhos da lei são tortuosos e demorados. A primeira coisa que fariam era afastá-lo dela e, ele agora, era responsabilidade sua. Para Suzana a promessa feita à mãe de Quindim tinha mais força que parágrafos e artigos legais. Sabia que estava legalmente errada, mas sabia que estava certa a seus olhos e aos olhos de Aparecida, fechados pela morte. Não se sentia culpada pela morte da mãe de Quindim, sentia-se responsável por ele.

Aos poucos foi se acalmando e dormiu. Acordou com um braço passado em seu pescoço e uma cabecinha que se deitava em seu peito. Ouviu um tô com frio, e cobriu o menino. Foi uma noite mágica, aquele contato gostoso do corpinho dele junto ao seu mostrou bem o caminho a seguir. Ele agora era dela, Aparecida tinha cedido a ela seus direitos de mãe. Não abriria mão do menino. Dormiu sentindo-se mãe de Quindim, para todo o sempre.

Acordou sentindo-se mãe de Quindim, com ele segurando o queixo entre as mãos e olhando para ela, esperando que acordasse. Foi premiada com um sorriso lindo e sentiu o abraço do menino, praticamente deitado sobre ela. Mesmo que viva cem anos, Suzana jamais esquecerá aquele momento. Seu primeiro despertar como mãe.

Quindim soube da morte da mãe, chorou o pode e o que não pode. Um choro suave, sentido, profundo. Chorou nos braços de Suzana que lhe dizia que a mãe antes de morrer pediu que ela cuidasse dele, que seria sua mãe agora. Assistiu ao enterro de sua mãe na companhia Suzana e de uns dois policiais. Aparecida nunca teve em vida o luxo que a morte lhe reservara. Não foi enterrada em cova rasa, como indigente, Suzana providenciou que ela fosse enterrada com dignidade.

A vida de Quindim mudou, ele e Suzana levaram dias escolhendo o nome com que ele seria registrado, ele queria ser chamado de Juninho. Aí é que estava o nó, como ser Juninho sem ter pai? Conformou-se em ser chamado de Netinho, pois afinal de contas seu Norberto Ferreira, pai de Suzana, tomou-se de amores por ele.

Um colega de faculdade de Suzana está cuidando dos aspectos legais. Reconstruiu a história de Quindim pelas pistas que Suzana deu, e sorriu quando ela o ameaçou, dizendo que desistiria de fazer as coisas dentro da lei se houvesse a menor possibilidade de ficar uma hora sequer sem o menino. Com jeito neste mundo tudo se ajeita. A lei está seguindo seu curso e a vida de Quindim também. Matriculado numa escola com moldes de país de primeiro mundo, onde aprende entre outras coisas música, inglês, natação, pintura… Certamente o docinho do filho de Aparecida estará bem preparado para a vida.

Suzana está realizada como mãe, seus pais realizados como avós. O único senão é a saudade que Quindim ainda sente de Aparecida, a outra mamãe, como ele se refere a ela. Mas nós sabemos que o afeto de Suzana e de seus pais, criarão laços profundos no coração do menino. A saudade de Aparecida irá aos poucos dando lugar a doces lembranças e a vida continuará seu rumo.

Malva Gomes dos Santos
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