Publicado em

Quimioterapia – Manual de orientações

Este manual tem o objetivo de oferecer a pacientes e familiares informações a respeito de fatores envolvidos no tratamento quimioterápico, ajudando-os a entender melhor esse tipo de terapêutica e a lidar com os possíveis efeitos colaterais, sempre tendo em vista o seu bem-estar.
Procuramos abordar pontos importantes, contudo não temos a pretensão de conseguir atender a todos os seus questionamentos: é imprescindível que procure seu médico sempre que tiver alguma dúvida, a fim de que ele possa esclarecer melhor alguma questão.
O que é o câncer?
O câncer é um grupo de doenças caracterizado pela divisão desordenada de determinadas células do corpo, que sofreram uma alteração em seu código genético, denominada "carcinogênese". Com o crescimento dessas células, ocorre a formação de tumores, e as outras células normais podem começar a ser destruídas. Quando essas células malignas passam para a corrente sanguínea ou vasos linfáticos e afetam outras partes do corpo, ocorre o que se denomina de "metástase", dando origem a novos tumores espalhados por outros órgãos.
O câncer tem cura?
Como toda doença, a possibilidade de cura do câncer vai depender do seu tipo e do estágio em que se encontra. Atualmente, já contamos com métodos de diagnóstico muito eficazes, que permitem a detecção da doença ainda em estágios iniciais, aumentando, assim, as chances de cura. Mesmo em casos avançados, ou em alguns tipos mais agressivos, em que a cura não é mais possível, as sugestões existentes podem oferecer ao paciente um controle de sua doença, tendo em grande consideração a qualidade de vida e aumentando sua sobrevida. Nesse caso, o paciente convive com sua doença cuidada e controlada, como um paciente portador de doença crônica, como diabetes, cardiopatia, hipertensão, etc.
Quais os tipos de sugestão?
O sugestão indicado para cada paciente vai depender das características específicas do tumor que apresenta, sua localização, tamanho, presença ou não de metástase. Atualmente existem várias modalidades de sugestão para o câncer, podendo ser utilizadas isoladamente ou em combinação. Como vamos nos ater ao tratamento quimioterápico neste manual, resumiremos, a seguir, alguns dos outras sugestões. A cirurgia é o tipo de sugestão mais antigo utilizado no combate ao câncer. Seu objetivo é eliminar o tumor, levando à cura. Contudo, nem sempre é suficiente, devendo ser combinada com a quimioterapia e/ou radioterapia. Na radioterapia, o tratamento é por meio de radiação, aplicada diretamente na área do corpo afetada, visando a destruir as células cancerosas. A imunoterapia, ou terapia biológica, por sua vez, tem o objetivo de ajudar o próprio organismo a combater a doença, por meio do aumento de suas defesas. Já a hormonioterapia é o tratamento por meio de hormônio para aqueles casos em que o crescimento do tumor é influenciado por essa substância.
Quimioterapia O que é?
Tratamento que utiliza agentes químicos com a finalidade de destruir as células cancerígenas ou inibir seu crescimento e proliferação. Algumas vezes a quimioterapia possibilita a cura da doença, em outras atua como inibidor do crescimento do tumor e conseqüente alívio dos sintomas. A quimioterapia é um importante sugestão no combate ao câncer, sobretudo porque não restringe sua área de atuação, como a cirurgia e a radioterapia, podendo alcançar as células malignas em praticamente qualquer lugar do organismo. Pode ser indicada isoladamente ou em combinação com outros tipos de sugestão, como a radioterapia ou a cirurgia.
Como é aplicada?
Dependendo da medicação usada e do tipo de doença, a quimioterapia pode ser administrada via oral (comprimidos ou cápsulas), diretamente na veia (por meio de soro), por injeção intramuscular, subcutânea (sob a pele), via intracavitária (dentro do espaço pleural ou intraperitoneal), intratecal (dentro do líquor da coluna vertebral), na artéria que alimenta o tumor, de forma tópica (sobre a pele afetada), ou por meio de catéteres. Aqui na clínica, sua quimioterapia será aplicada por enfermeiros e técnicos de enfermagem com formação específica para lhe oferecer o melhor atendimento, em local específico, prezando seu conforto. Durante todo o tempo da aplicação haverá um médico presente na clínica, para atendê-lo em eventual necessidade.
Qual a duração do tratamento?
O tipo de quimioterápico e a periodicidade dos ciclos de quimioterapia vão depender do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições físicas do paciente. A administração do medicamento pode ser diária, semanal, quinzenal, mensal, ou em outros intervalos designados pelo médico para cada caso. Em relação à duração do tratamento, varia de caso a caso, na medida em que cada organismo reage de forma diferente ao tratamento. O paciente será avaliado periodicamente, por meio de variados exames, a fim de que o médico possa verificar a eficácia do tratamento e, dependendo do resultado, pode haver mudança na medicação utilizada, ajuste das doses, ou alteração na data da aplicação. Isso é comum, não precisa ser motivo de preocupação.
Efeitos colaterais
Como os agentes quimioterápicos circulam por todo o corpo a fim de atacar as células malignas, eles também podem atingir células normais, sobretudo aquelas com maior capacidade de renovação, causando algumas reações desagradáveis, que chamamos "efeitos colaterais". De maneira geral, esses efeitos são passageiros, voltando ao normal após o término do tratamento, uma vez que as células saudáveis voltam a se multiplicar normalmente e a desempenhar suas funções habituais.
A seguir, citaremos alguns dos efeitos colaterais mais comuns entre os pacientes; você pode, contudo, não apresentar esses sintomas ou apresentar outros, já que cada organismo é único e responde de formas diferentes ao tratamento, dependendo, também, do tipo e dose do agente quimioterápico prescrito.
1. Queda de cabelo (alopecia) Esse é um efeito colateral muito comum nos pacientes que tomam quimioterapia, decorrente da ação desta na raiz dos cabelos, onde estão as células que se dividem, fazendo com que o cabelo cresça. Assim, o cabelo e pelos podem se tornar mais finos, frágeis e quebradiços, ou até chegar a cair. Esses efeitos geralmente ocorrem a partir da segunda ou terceira semana do tratamento, acentuando-se ao longo das aplicações, mas o cabelo volta a nascer após o término do tratamento, em ritmo próximo do normal.
2. Alguns cuidados podem ser tomados visando a minimizar esses efeitos: Antes do início do tratamento Cortar os cabelos, deixando-os mais curtos, a fim de diminuir seu peso, podendo, dessa forma, adiar a queda. Ter à mão alguns acessórios de que goste mais, como chapéus, turbantes, lenços, perucas, para usá-los se e quando quiser.
3. Durante o tratamento Dar preferência a xampus neutros, suaves, que evitam o ressecamento do cabelo e do couro cabeludo. Caso o ressecamento ocorra, usar um hidratante neutro. Secar os cabelos com toalha macia, sem esfregar muito. Evitar o uso de secador, ou, quando o fizer, regular para a temperatura de morna a fria. Pentear os cabelos com escovas de cerdas macias, de preferência escova de bebê. Evitar prender o cabelo com grampos, elásticos ou presilhas. Evitar exposição do couro cabeludo à luz solar, protegendo-o com filtro solar, chapéu, lenço… Evitar uso de tinturas e permanentes. Não usar fronhas de tecido sintético, pois podem irritar o couro cabeludo, dando preferência ao cetim, que evita que os cabelos embaracem.
4. Após o tratamento: Até seis meses após o término do tratamento, deve-se evitar o uso de produtos químicos, como pinturas e permanentes. Como os cabelos geralmente voltam a nascer mais finos, para gradativamente atingirem a espessura normal, recomenda-se que, até que isso ocorra, não usar spray para aumentar volume, nem tentar eriçá-los.
5. Náuseas e vômitos Esse efeito colateral é decorrente da irritação nas paredes do estômago e intestino, ou da ação direta do quimioterápico no Sistema Nervoso Central. Ocorre, em geral, no dia da aplicação, podendo durar horas ou dias, e sua intensidade depende do tipo e dose do medicamento, além das condições do próprio paciente, como o estado emocional, que pode interferir na intensidade deste sintoma. Atualmente, existem várias medicações (antieméticos) que podem ser administradas no dia da quimioterapia e/ou após a aplicação, em casa, para prevenir ou reduzir o sintoma de náuseas e vômitos. O antieméticco utilizado vai depender do tipo de quimioterapia e sua eficiência varia de pessoa a pessoa, podendo uma mesma pessoa ter que experimentar vários tipos, até chegar ao ideal para o controle de seus sintomas. Ademais, algumas precauções podem ser tomadas, a fim de minimizar essas reações desagradáveis:
6. Em relação à alimentação Evitar alimentar-se uma a duas horas antes da aplicação. Comer devagar, mastigando bem os alimentos, pequenas porções, várias vezes ao dia, de 3 em 3 horas ou de 2 em 2 horas, mesmo antes de sentir fome, evitando ficar muito tempo de estômago vazio. Beber bastante líquido, vagarosamente, durante todo o dia, evitando-o durante as refeições. Dar preferência a sucos e água gelada. Comer alimentos de fácil digestão, evitando comidas gordurosas, muito temperadas ou quentes, ácidas, doces; frituras; café. Alimentos frios ou gelados como iogurtes, queijos frescos, frutas cruas ou cozidas e gelatinas costumam ser bem tolerados. Ao acordar, se estiver com náuseas, ingerir alimentos secos (biscoitos, cereais, torradas) antes de se levantar.
7. Outras recomendações Evitar cheiros fortes (fumaça, perfume, frituras…). Evitar cozinhar quando estiver nauseado. Descansar reclinado após refeições, mantendo o ombro e a cabeça numa posição mais elevada. Não exercer atividades que exijam muito esforço. Nos dias que antecedem e sucedem à aplicação, priorizar atividades relaxantes, que lhe tragam bem-estar, a fim de evitar aumento de ansiedade. Vestir roupas leves e folgadas, evitando comprimir o abdome. Só tomar medicação com consentimento do seu médico e comunicar-lhe se a mesma funcionou bem, reduzindo seus sintomas.
8. Mucosite A quimioterapia pode afetar a mucosa do corpo, na denominada mucosite, que é inflamação das mucosas, sejam elas oral, gastrointestinal ou vaginal, devido à ação dos antineoplásicos. Eis alguns sintomas: desconforto na mucosa, sensibilidade a alimentos ácidos, temperados ou quentes, ardência, surgimento de edema, hiperemia (vermelhidão), dor, descamação, ulceração e alteração na produção de saliva, podendo haver aumento de salivação (sialorréia) ou "boca seca" (xerostomia). Ao sentir qualquer um desses sintomas, deve-se comunicar ao médico, a fim de que as precauções, para evitar infecção, comecem a ser tomadas. Existem alguns cuidados que podem ser tomados para evitar ou reduzir o desconforto causado por esses sintomas:
9. Alimentar ou Comer pequenas porções de alimentos a cada duas horas.
10. Evitar – Alimentos ácidos, cítricos, crus, muito gordurosos, granulados.
11. Evitar – Alimentos muito condimentados, ou com temperos picantes, dando preferência a alimentos temperados com ervas (hortelã, manjericão, coentro, orégano, salsa, cebolinha, etc).
12. Evitar – Alimentos muito quentes, dando preferência a alimentos na temperatura ambiente. Durante a mucosite, dar preferência a alimentos líquidos ou pastosos (batidos no liquidificador), nutritivos, leves e de fácil digestão.
13. Em caso de náuseas, dar preferência a alimentos frios e gelados, exceto se o paciente recebeu Oxaliplatina, devido à disestesia, efeito colateral em que há aumento na sensibilidade a alimentos frios e objetos frios e metálicos. Agendar consulta com a nutricionista da clínica para orientação da dieta.
14. Cuidados com a boca Procurar um dentista antes de iniciar o tratamento, para fazer uma limpeza e cuidar de alguma cárie ou inflamação. Manter a boca e a gengiva sempre limpas – fazer higiene oral após cada refeição, ao levantar-se e antes de dormir, usando sempre escova dental ultramacia. Em alguns casos, seu médico poderá recomendar o uso de hastes flexíveis, em vez de escova, para higiene bucal. O uso de fio dental deve ser suspenso durante esse período, para evitar traumatismos na mucosa oral. Usar cremes dentais não abrasivos. Manter os lábios hidratados com manteiga de cacau ou similar. Fazer bochechos com uma das soluções sugeridas abaixo, de acordo com prescrição do médico e/ou enfermeira: – Biotene ®: Durante todo o tratamento, de 3 a 4 vezes ao dia, colocar uma medida sem diluição na boca, bochechar por alguns minutos e desprezar. Ficar sem ingerir nada por 30 minutos. – Gluconato de Clorexedina 0,12%: produto manipulado. Bochechar de 3 a 4 vezes por dia. Nistatina solução: De 3 a 4 vezes por dia, conforme prescrição, colocar ½ conta- gotas em cada lado da boca, bochechar e engolir. Ficar sem ingerir nada por 30 minutos. – Soluções alcalinas: 1 colher de café de bicarbonato de sódio para cada copo de água, 3 a 4 vezes por dia.
15. Outras recomendações Evitar procedimentos invasivos (como tratamento dentário, por exemplo), sem autorização prévia do médico. Evitar álcool, fumo e café.
16. Prisão de ventre A obstipação, ou dificuldade de evacuar as fezes, pode ser conseqüência do próprio tratamento quimioterápico, de outras medicações em uso, ou decorrente de alterações dos hábitos alimentares (com pouca ingestão de fibras), inatividade física, alterações metabólicas, obstrução mecânica. Existem algumas precauções que podem ser tomadas a fim de minimizar esse incômodo:
17. Ingerir uma maior quantidade de alimentos ricos em fibra (hortaliças: verduras, legumes e frutas com casca ou bagaço, além de cereal integral: aveia, linhaça, farelo de trigo).
18. Beber bastante líquido durante o dia (8 a 10 copos/dia), sendo água, chá, sucos, água de coco.
19. Fazer atividade física regular. Além disso, existem hoje vários suplementos de fibra, constituídos de um mix de fibras para regularizar o intestino. Em casos mais persistentes, a nutricionista pode orientar a dieta e o médico pode prescrever o uso de laxantes.
20. Perda de apetite A perda de apetite no paciente que se submete à quimioterapia tem diversas causas, desde alterações no paladar, mucosite, náuseas, mal-estar geral, a problemas emocionais, tais como a ansiedade, o medo, a depressão. é muito importante que o paciente esteja com um bom estado nutricional, a fim de auxiliar em sua recuperação. Por isso, devem-se buscar alternativas, tais como ingerir alimentos em volume menor, com intervalo de tempo de 2 em 2 horas.
21. Recomendações: Consumir alimentos mais leves, como frutas, verduras, derivados de leite (iogurte e queijo branco), além de carboidratos (arroz, purê de batata) e carnes brancas (frango e peixe). Também é importante o consumo dos alimentos de maior preferência, sempre variados.
22. Diarréia – A diarréia, liberação de fezes em maior quantidade e freqüência que o habitual, pode ser acompanhada ou não de cólicas abdominais, sendo
um dos possíveis sintomas do tratamento quimioterápico, dependendo da droga utilizada. é importante que o médico seja informado caso esse sintoma persista por mais de vinte e quatro horas. Cuidados com alimentação nesse período é muito importante: Líquidos devem ser consumidos em grande quantidade como: água, chá, sucos obstipantes (caju, limão, goiaba), isotônicos, água de coco. Evitar alimentos gordurosos como: carnes gordas e frituras. O uso de leite e derivados deve ser controlado: utilizar nesse período leite desnatado e queijo tipo ricota, evitar os amarelos. Hortaliças devem ser evitadas neste período.
23. Alterações de pele e unha – A quimioterapia pode tornar as unhas mais quebradiças e escuras, com crescimento mais lento, além de afetar a pele, podendo escurecer algumas áreas, sobretudo próximo às veias por onde passa o medicamento, causar prurido (coceira), vermelhidão, descamação, ressecamento e espinhas. Esses efeitos são passageiros, e em geral voltam ao normal alguns meses após o término do tratamento. Uma das precauções que se pode tomar é evitar a exposição excessiva ao sol, sempre utilizando filtro solar com alto fator de proteção, prevenindo, assim, a formação de manchas e queimaduras, já que a pele pode ficar mais sensível à luz solar. Deve-se utilizar hidratante para evitar o ressecamento e o uso de perfume não é recomendado.
24. Alterações sexuais – A quimioterapia pode causar alterações hormonais, tanto em homens quanto em mulheres, modificando temporariamente o desempenho sexual e reprodutivo.
25. Nas mulheres – As alterações hormonais podem levar a mudanças no ciclo menstrual, podendo haver alteração na quantidade de sangramento, e até suspensão da menstruação (amenorréia). Outro sintoma possível é o ressecamento da vagina. Caso haja desconforto, pode- se utilizar gel lubrificante solúvel em água durante as relações sexuais. O médico deve ser avisado caso haja dor, prurido vaginal ou sangramento. Durante o período de sugestão, deve-se evitar a gravidez, para evitar efeitos dos medicamentos sobre o feto. é aconselhável conversar com o médico sobre o método anticonceptivo mais adequado para seu caso.
26. Nos homens – As alterações hormonais trazem menos sintomas físicos que nas mulheres. Devido à possibilidade de esterilidade, os homens podem se submeter a coleta de esperma para o congelamento de sêmen, caso seja jovem e planeje ter filhos. Esse procedimento é realizado antes do início do tratamento quimioterápico e está indicado somente para alguns tipos de quimioterapia.
27. Alterações nas células do sangue – As células da medula óssea, responsáveis pela produção das células sanguíneas, também podem ser afetadas pelos
agentes quimioterápicos, causando uma redução na quantidade de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia) e/ou plaquetas (plaquetopenia) Leucopenia: A redução dos glóbulos brancos (leucócitos) no sangue deixam a pessoa mais propensa a infecções, portanto, caso apresente febre durante o tratamento, seu médico deve ser logo avisado, pois pode ser um sinal de infecção, necessitando ser imediatamente cuidada. Em alguns casos, existe medicação específica que faz recuperar as células de defesa. Anemia: A anemia é a redução dos glóbulos vermelhos (hemácias) no sangue, e caracteriza-se por palidez, maior fraqueza e indisposição cansaço, palpitação durante esforços. Em alguns casos, é necessária a transfusão de sangue para resolver esse problema. Também pode-se utilizar um medicamento específico para prevenir anemia, segundo indicação médica. Plaquetopenia: A redução das plaquetas pode levar a pequenos sangramentos espontâneos, além de hemorragias em casos de acidentes. O sugestão para esse sintoma é a transfusão de concentrados de plaquetas, quando sua contagem está muito baixa.
28. Efeitos tóxicos sobre o sistema nervoso – A quimioterapia também pode causar algumas alterações neurológicas, em geral transitórias, devido aos efeitos sobre as células nervosas. Em geral os sintomas são leves, exigindo somente maior atenção na realização de determinadas tarefas do cotidiano. São eles: formigamento ou adormecimento das extremidades, sensação de queimação, zumbido nos ouvidos, entre outros. O médico sempre deve ser informado desses sintomas e, a depender da intensidade, o tratamento poderá ser modificado.
29. Alterações emocionais – Ao receber o diagnóstico do câncer, ou mesmo durante o tratamento, podem surgir algumas reações emocionais, decorrentes da dificuldade de adaptação a essa nova situação existencial. O paciente pode ficar mais irritado, impaciente, deprimido, com choro fácil, sentimentos em geral passageiros, mas que podem persistir por um tempo mais prolongado, chegando a dificultar suas atividades cotidianas. Nesses casos, é aconselhável que o paciente tenha um acompanhamento psicoterápico, a fim de que encontre a melhor maneira de lidar com as questões envolvidas no processo de adoecimento, conseguindo, assim, minimizar seu sofrimento e encontrar a melhor forma de garantir uma boa qualidade de vida.
30. Recomendações gerais importantes para o seu bem-estar durante o tratamento – Ter uma alimentação saudável, equilibrada, dando preferência a alimentos frescos e bem cozidos, com pouca gordura Manter-se sempre bem hidratado Descansar sempre que preciso, respeitando seus próprios limites Evitar lugares com multidão, sobretudo se forem fechados Evitar contato com pessoas com alguma doença infecto-contagiosa Evitar bebidas alcoólicas Realizar boa higiene pessoal Evitar o uso de lâminas de barbear e alicate de cutícula, a fim de prevenir machucados na pele Não há contra-indicação para atividade física, desde que haja disposição para tal Pode manter atividades sexuais normalmente Tentar manter ocupação e atividades habituais, caso se sinta bem Qualquer medicação só deve ser tomada com consentimento do médico, mesmo que homeopática, natural ou alternativa Não faltar às sessões de quimioterapia
31. No dia da quimioterapia – Vir às sessões sempre acompanhado, ou pelo menos alguém vir buscá-lo após o término
Fazer refeição leve antes de sair de casa Evitar compromissos inadiáveis no dia da quimioterapia e alguns dias após Beber bastante líquido antes, durante e após aplicação Descansar, dormir após a aplicação
32. Em casos dos sintomas abaixo, entre em contato com seu médico: Dor intensa Lesão nos lábios e boca Dificuldade para engolir Aparecimento de hematomas, discretos pontos vermelhos ou qualquer sinal de sangramento Vômito Diarréia, mais de três episódios em 24h Prisão de ventre por mais de dois dias, ou que causa incômodo Febre com temperatura ≥ 37,8°C Em caso de qualquer dúvida, procure seu médico. Nunca deixe uma dúvida sem ser esclarecida.
Adendos:
1 – Se desejar cuidar de câncer com Nosodioterapia, entre em contato com: [email protected] .
2 – Como Trofoterapeuta, não concordo com o uso de leite de vaca e de seus derivados, pois eles prejudicam e muito as funções intestinais, aumentando as diarreias que tanto debilitam os pacientes da oncologia.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *