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Quiabo e suas propriedades

O quiabo é usado pela população brasileira especialmente como alimento, de fácil digestão e refrescante para o trato gastrointestinal, fácil de ser encontrado e de custo relativamente baixo. É alimento sagrado nas culturas africanas e carro-chefe da culinária tradicional de Minas Gerais e Goiás. Há pessoas que não podem nem pensar em quiabo, já que não toleram a baba de seus frutos. Mas é importante notar que o excesso de viscosidade diminui bastante com algumas gotinhas de suco de limão ou vinagre de vinho tinto ou branco e principalmente quando cozidos junto a cebola e tomate, que retiram a baba sem deixar sabor azedo.

Pobre em calorias e rico em amido. Apresenta alto teor de folato. Rica fonte das vitaminas antioxidantes A e C e de potássio, eletrólito que mantém o equilíbrio de líquidos no organismo e que ajuda a transmitir os impulsos nervosos. É um apreciado alimento.As sementes do quiabo, no entanto, possuem propriedades medicinais fantásticas no combate de inflamações genéricas. Pelo alto teor de ferro e leve efeito laxante, recomenda-se para gestantes. O quiabo é mais conhecido como alimento, mas ele também possui propriedades medicinais. As folhas cozidas são usadas na medicina popular para combater problemas respiratórios. Por conter mucilagem, um composto viscoso, tanto as folhas quanto os frutos são emolientes, sendo empregados na forma de cataplasma para tratar tumores e abscessos. Já as sementes produzem um óleo com que se faz sabão, e a casca do caule fornece fibra para a confecção de tecidos. As folhas ainda servem de alimento para o gado.

Nome Científico: Abelmoschus esculentus.
Descrição: Planta da família Malvaceae, tambêm conhecida como abelmosco, bâmia, benda, bendé, bendó, calalu, gobo, gombô, guingombô, kingombó, quiabeiro, quiabeiro-chifre-de-veado, quiabeiro-comum, quimbombô, quingobó e quingombó, Okra (inglês, alemão, italiano), quimbombó e quimgombó (espanhol), gombo (francês), bendi, bhindi, ockro, okra, vendai (hindú), huang-shu-k’uei (chinês), quimbombó e quimgombó (casteliano).
Parte utilizada: Folhas, frutos.
Origem: África, Índia e aclimatado em toda a região tropical. Acredita-se que foi introduzida no Brasil pelos colonizadores.

Modo de conservar: As folhas e os frutos, ainda verdes, são utilizados frescos, guarde-o na geladeira em saco plástico e para que obtenha o melhor de seu sabor e textura, consuma-o em poucos dias.Mas também podem ser secos ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar, em separado, em sacos de papel ou de pano.
Constituintes químicos: vitamina A, vitamina B2 e B6, cálcio, alanina, alfa-tocoferol, arginina, ácido ascórbico (vitamina C), ácido aspártico, glicosídeos, ácido glutâmico, gossipetina, gossipol, histidina, isoleucina, leucina, ácido linolênico, ácido mirístico, ácido oléico, ácido palmítico, ácido pantotênico, pectina, quercetina, riboflavina, amido, ácido esteárico, enxofre.
Propriedades medicinais: Anti-helmíntica, antiparasitária, demulcente.

Indicações: Por ser rico em ferro e cobre (necessário para a absorção do ferro e para a formação dos glóbulos vermelhos do sangue) é indicado para gestantes. Seu uso é recomendado nas inflamações intestinais e problemas dos rins e bexiga. Usado como auxiliar no tratamento da bronquite e fortalece os ossos pelo seu conteúdo de cálcio. Excelente para combater as verminoses; diarréia; desenteria, inflamação e irritação do estômago, intestino por ser rico em fibras ele funciona como um regulador do intestino, sendo um laxativo leve. Ainda atua nose rins e em problemas na língua devido a febre tifóide. Vale lembrar que na medicina caseira, o quiabo em Infusões feitas com os frutos e as folhas, adoçadas com mel, são benéficas no tratamento de pneumonias e bronquites. É emoliente e antiinflamatório também.

Contra-indicações/cuidados: Aumento do número de evacuações, ou diarreia pastosa em intestinos muito sensível com tendência à diarreia.

Toxicidade – Atóxica

Ao comprar: O quiabo deve estar tenro, de uma cor verde uniforme, sem manchas ou pintas. Faça um teste infalível: dobre a pontinha do quiabo – se quebrar, está no ponto. Se curvar sem quebrar, deve estar fibroso e duro. Separe os quiabos por tamanho, para que o cozimento seja uniforme.

Modo de usar:

Bronquites; tosses; catarros : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de fruto verde e 1 colher de sobremesa de folha de guaco, bem pacados e adicione água fervente. Abafe e espere amornar. Coe e acrescente 2 xícaras de café de açúcar cristal. Leve ao fogo brando, até dissolver completamente o açúcar. Tome 1 colher de sopa, de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose. Este xarope deve ser utilizado em 2 ou 3 dias, pois estraga facilmente por não conter conservante.

Desidratação devido a diarréia; colite; vômitos; gastrite : em um recipiente, coloque 2 colheres de sopa de frutos, 1 colher de sobremesa de rizoma de confrei, bem picados e adicione 3 xícaras de chá de água fervente. Deixe em maceração por 1 noite. No dia seguinte, coe. Tome a metade após o almoço e a outra metade após o jantar.

Feridas; úlceras; tumor externo: em um pilão, coloque 2 colheres de sopa de folhas frescas picadas. Amasse bem, até obter a consistência de pasta. Espalhe sobre uma gaze ou pano e aplique na parte afetada, de 2 a 3 vezes ao dia.

Modo de Preparar como alimento:
O quiabo pode ser preparado de diversas formas: refogado, cozido, assado, em saladas e sopas.

1ª Receita: Quiabo cru

Ingredientes
-1/2 pimentão verde/amarelo (compre aquele verde que está ficando meio vermelho, misto).
-1/2 pimentão amarelo
-01 tomates grandes maduros
-01 pimenta cumari verde
-02 a 03 pepinos
-14 a 21 quiabos médios
-01 limão grande
-01 colher de sobremesa de gergelim (opcional)
-03 colheres de castanha de caju salgada
-01 colher de sal
-azeite a gosto

Modo de Fazer: Corte os tomates ao meio e retire as sementes, fatiando em tiras meio finas (tipo 1/2 cm). Pique as pimentas ao meio (bem fininhas) e retire todas as sementes. Corte os pepinos em rolas ou como prefira. Os pimentões (verde e amarelo) retire as sementes e corte em rodelas, depois quebre-os com as mãos para facilitar a mistura no refratário. Tire as pontas dos quiabos e corte em rodelas deixando as sementes e a “baba” (por sinal é essa baba que ajuda muito nesse prato, por ser um suco natural benéfico a todo o corpo). Misture todos os ingredientes, adicionando o gergelim, castanha de caju, sal marinho a gosto (ou molho de soja) e azeite. Por fim esprema um limão inteiro e misture na salada. Deixe curtindo por pelo menos 3 horas, mas o ideal é deixar de um diia para o outro, melhora muito o sabor e o cozimento pelo limão.
Antes de sair por aí falando que quiabo cru é ruim, não é não, é questão de costume, a natureza nos dispõe dele assim. Caso realmente não queira do modo natural, pode dar uma pré cozida para amaciar, fica a critério.

2ª Receita: Angu com quiabo

Corte em rodelas de 02 cm 08 linguiças tipo toscana. Coloque numa panela com 01 xícara de café de água natural. Deixe cozinhar até que comece a fritar na gordura que sai das linguiças. Junte o quiabo, tomates, cebolas e demais temperos como explicado abaixo.
30 quiabos de tamanho médio, lavados, enxutos com pano, para retirar os pelinhos e picados com aproximadamente 2 cm de comprimento. Corte 02 tomates vermelhinhos com pele e com semente e 01 cebola grande, corte tudo pequeno, para ficar bonito. Junte sal a gosto, pimenta do reino a gosto, pimenta de cheiro (aquela verde e compridinha), coentro ou salsinha. Cozinhe até que a semente esteja cozida e que a baba tenha sumido.

Aqui servimos a moda de Minas Gerais e de Goias, com angu, feijão e arroz. É uma das comidas mais gostosas do mundo. Sabe fazer o angu? Não?

Angu: Numa panela antiaderente coloque de molho 01 xícara de fubá de milho em 4 xícaras de água logo que for começar a preparar o quiabo. Deixe descansando. Quando colocar o quiabo para cozinhar, leve ao fogo baixo a panela do angu. Cozinhe mexendo sempre, se precisar de mais água, junte água quente, até que ele fique bem cozido. Lembre-se de manter uma garrafa térmica com água fervente, pois se usar água fria você atrazará o cozimento do angu. O angu não leva sal e nenhum tipo de gordura ou de tempero, o que vai temperar o angu é o quiabo que será servido por cima do angu. Este prato é excelente para pessoas que tenham problemas de colesterol acima do normal, pois a única gordura que leva é a pouca que sai das linguiças quando chegam no ponto de fritura.
Um abraço e saúde
Malva Gomes

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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