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Plantas Medicinais e Suas Funções

De acordo com as propriedades, podemos classificar as plantas. O coentro, por exemplo, é uma planta aperiente, pois desperta o apetite. Já a hortelã é carminativa, ou seja, combate o acúmulo de gases no intestino e no estômago. O alho, por sua vez, é expectorante, uma vez que suas substâncias ajudam a eliminar a mucosa das vias respiratórias.

Como funcionam as ervas medicinais

Com o intuito de facilitar o conhecimento sobre as plantas medicinais, é comum dividi-las em grupos, tomando como base suas funções em nosso organismo. As substâncias ativas das plantas vão atuar diretamente em alguns órgãos ou sistemas do corpo humano. Determinada erva pode ser mais eficiente no tratamento de problemas respiratórios, enquanto outra vai combater doenças relacionadas ao sistema digestivo, por exemplo. Claro que uma mesma planta pode atuar em diferentes partes do organismo, mas conhecer bem as propriedades e funções das plantas possibilita que façamos um melhor uso dessas riquezas naturais.

Propriedades das plantas

ESTIMULANTES:
São as que aumentam as energias das funções vitais e ativam a circulação sanguínea.
Ervas: alfavaca, angélica, bafeeiro, badiana, hortelã, pipi, abóbora-danta, catuaba, cipó-almecega, cipo-bravo, confrey, garaná, imburana, jaborandi, marapuama, otonia, quina-cruzeiro, abacate (folha verde), açafrão, alecrim, alfafa, arnica, azedinha, baunilha, beldroega, boldo-do-Chile, canela, carapiá, casca-de-anta, caruru, cipó-caatinga (chá), cipó-cravo, coca, coentro, cordão-de-frade, erva-cidreira, erva-mate, erva-doce, erva-do-bicho, espinheira-santa, guiné, gengibre, gervão, guaraná, hortelã, jurubeba, jatobá, louro, manjerona, macela, mostarda-preta, noz-moscada, pitanga, poejo, pimenta-do-reino, quitoco, salsa, sassafrás, trapoeraba.

ESTOMACAIS:
São as que combatem mal funcionamento do estômago. Ervas: almeirão, alteia, angélica, angico, aroeira, artemísia, babosa, bardana, boldo-do-Chile, camomila, carqueja, capim-cidreira, cardo-santo, casca-de-anta, celidônea, cipó-mil-homens, cominho, dente-de-belo, erva-levante, espinheira-santa, fedegoso, gervào, hortelà-das-hortas, losna, louro, louro-preto, mamica-de-cadela, macela, melissa, malva, manjerona, pau-para-tudo, pita, poejo, pau-amargo, pariparoba, quina-do-mato, salva, sálvia, cidreira.

ESURINAS OU APERIENTES:
São as que estimulam o apetite. Ervas: alecrim, alfazema, angélico, avenca, cambuí, cana-de-macaco, casca-de-anta, cipó-mil-homens, cravo-de-defunto, funcho, hortelã, jatobá, limão, losna, manjerona, quebra-pedra, salsa, tinguaciba, vinagreira.

EXPECTORANTES:
São as que exercem ação sobre as vias respiratórias, expulsando o catarro dos canais brônquicos. Ervas: alcaçuz, alfavaca, óleo de alho, angico, assa-peixe, avenca, buchinha-do-norte, cabriúva, cambuí, caraguatá, cebola-cecén, cuieira, guaxuma, hortelã, mastruço, salva, sempre-viva, urucu, verônica, violeta, rábano das-hortas; combatem catarros: agrião, agoniada, alecrim, algodoeiro, artemísia, begônia, cambará, camará, cambucá, cardo-santo, casca-de-anta, óleo de eucalipto, fumo-do-mato, guabirobeira, gengibre, imburana, jatobá (seiva), mil-em-rama, pé-de-galinha, poejo, tomilho, trevo-cheiroso, verbasco, cedro, coqueiro (casca), erva-macaé, perpétua, bromil, cragiru, hisopo/rubim, levante, malva, malva-cheirosa, perpétua-roxa, assa-peixe, tanchagem, óleo de eucalipto, imburana, seiva de jatobá, verbasco.

FEBRÍFUGAS ou ANTIPIRÉTICAS:
São as que fazem baixar a febre. Ervas: abóbora (cabinho), abútua, aipo, alfavaca, óleo de alho, anil, agoniada, angico-vermelho, arnica-do-mato, artemisia, arruda, aroeira, assa-peixe, azedinha, bambu, barba-de-bode, caferana, cabeça-de-negro, cambará, cáscar-sagrada, cassaú, chá-porrete, cedro-rosa, camapú, camomila-romana, centáuro-do-brasil, centáuro-menor, cruá, camboatá, carqueja, caroba, caruru-de-espinho carambola, canafístula, cavalinha, casca-de-anta, coerana, cedro (casca), cipreste, celidônea, coentro, couve (chá do pé), eucalipto, erva-de-bicho, erva-grossa, espinheira-santa, fedegoso, fel-da-terra, gervão-roxo, gerânio, gravata, jaborandi, japecanga, jatobá, jurubeba, juá-de-capote, babaçu, lanciba, laranja (folhas para suadouro), limão, limeira, losna, macela, magnólia, marroio-branco, manacá, margarida, maria-mole (flor para suadouro), malva, marupá-do-campo, melão-de-são-caetano, mil-em-rama, milhomens, mata-pasto, mulungu, paratudo, pariparoba, pau-pereira, perna-de-saracura, peroba-rosa, picão-da-praia, persicária, picão, pitanga, quina, quássia, salva, santos-filhos, flores de sabugueiro, (suadouro), sete-sangrias, simaruba, tamarindo, tansagem, tejuco, tinguaciba, urtigão, erva-tostâo, óleo de eucalipto, língua-de-vaca.

HEMOSTÁTICAS:
São as que combatem hemorragias. Ervas: açoita-cavalo (chá), arnica (chá), assa-peixe (chá da raiz), aveia, bananeira (suco da ponta do cacho), bambu (chá da foligem branca nos entre-nos), barbatimão, cavalinha (chá), bolsa-de-pastor (chá em qualquer caso de hemorragia), calêndula (chá), cambuí (chá), canela (chá), capim-de-burro (chá), erva-tostão (chá), casca-de-anta (chá), erva-de-passarinho (chá das folhas), erva-silvina (chá), gerânio (folhas), girassol (folhas e semente), cordão-de-frade (chá), cenoura (chá), guaxuma (aplicação externa), guaçatonga, fumeiro-brabo (casca da raiz aplicação externa), erva-de-bicho (chá), guandu (chá), mil-em-rama (chá), limão (suco), parreira (folhas em pó), nogueira (chá), pervínca (chá), rabo-de-cavalo (chá), romã (chá folhas e flores), salsa (folhas esmagadas pôr bolinha no nariz que sangra), salva (chá), sete-sangrias (chá), sarçamora (chá e aplicação externa), sempre-viva (chá), taquaruçu (cinza uso externo), trapoeraba (uso interno e externo), sucupira (chá), tansagem (chá), urtiga, urtigão (chá), urucu (semente em pó aplicação externa), uva (semente torrada), pó de casca de ovo (uma colher de chá por dia), algodoeiro, aroeira, erva-de-bicho, jambolão, jatobá, jequitibá, lanciba, quina-do-mato, urtiga-branca, verna, aperta-ruão, acerola, burahen, jaborandi, lungaciba, mangue-vermelho, piper, quina-do-mato.

PURGATIVAS, LAXATIVAS, CATÁRTICAS ou DRÁSTICAS:
São as que provocam evacuações. Ervas: azeitona preta, batata-de-purga, cáscar-sagrada, óleo de rícemo, espinheira-santa, gergelim, hibisco, mertiolate, alcachofra, sene, cáscara-sagrada, agar-agar, açafrão, óleo de linhaça, fibras de trigo, clorofila, óleo de germe de trigo, granola, mel puro, cereais, fucus, altéia, anil, bardana, babosa, cainca, camomila-da-alemanha, capuchinha grande, caruru-bravo, fedegoso, guapeva, manacá, marinheiro, pinhão-do-paraguai, sensitiva.

RESOLUTIVAS:
São as que combatem as inflamações. Ervas: alcaçuz, aperta-ruão, aveloz, erva-de-passarinho, erva-grossa, fava, funcho, louro-branco, cacto, pariparoba, linhaça (cataplasma), parreira-bravá, pau-d'alho, pé-de-galinha, quitoco, tarumã, timbó, vinagreira, salsa, rosas, trevo, vassourinha do-campo (folhas picadas com sal).

SUDORÍFERAS ou DIAFORÉTICAS:
São as que provocam suores. Estimulam a transpiração. Ervas: alfavaca, angelicó, alfazema, avenca, cálamo-aromático, beladona, bardana, borragem, calêndula, camomila-da-alemanha, cana-do-brejo, caroba, cana-do-reino, cravo-dos-jardins, chá-preto, cipó-mil-homens, coentro, embira, guaiaco, Gengibre, gerânio, gervão, guiné, jurubeba, jaborandi, juá, laranjeira (folhas), limão, macela, malva, manjerona, mostarda, maria-mole (flor), pariparoba, pau-ferro, pipi, pimenta, quina, sabugueiro, salsaparrilha, sassafrás (casca), salva, samambaia, sete-sangrias, suçuaiá, tuia, violeta.

TÔNICAS:
São as que fortalecem o organismo. Ervas: acariçoba, cana-do-brejo, eucalipto, guaraná, hortelã, jurubeba, marapuama, murta-cultivada, catuaba, gervão, wedelia minor, ruibarbo, serralha, ginseng-brasileiro.

VERMÍFUGAS ou ANTELMÍNTICAS:
São as que combatem vermes intestinais. Ervas: abacate (10g de casca verde da fruta), abóbora (50g a 90g de semente trituradas com 100g de açúcar e 150ml de leite ou então fazer chá da semente), arruda (20g para crianças, pôr sobre o ventre), alho (cru ou com leite), amoreira-preta (chá da casca ou da raiz), araticum (chá das folhas ou das cascas do tronco), artemísia (folhas ou flores), babosa (chá), beijo-de-moça (sementes), butiá-de-vinagre (comer a fruta), buxo (uma xícara de chá feito de tantas folhas quantos anos a pessoa tenha, mais dez, nunca passando de 40 folhas. Tomar em jejum de manhã, uma vez por semana e três semanas seguidas. Durante o dia, tomar um depurativo do sangue como das folhas de laranja-do-mato ou cruzeiro), cajueiro (fruto), camomila (50g), canforeira, carqueja, casca-de-anta ou cataia (contra os vermes do sangue), catinga-de-mulata, cipó-d'alho, cipó-escada com salsa e cabelo-de-porco, cinamomo (chá das sementes ou folhas), coco (leite), corticeira, couve (suco das folhas), cravo-de-defunto ou chinchílho (a flor), erva-de-bicho ou erva-de-santa-maria é uma das ervas mais usadas contra os vermes (o suco ou semente com gemada, chá das folhas em leite ou em água), erva-de-bicho, esfregão (semente ou suco do fruto e o chá das folhas em clíster contra amebas), caroba (contra amebas), fedegoso (raiz), feto-macho (30g do pó da raiz), gameleira (leite contra vermes e com maior dose, tênia), guaxuma (semente), hortelã, limão (chá da semente ou da casca ralada), quebra-pedra (em leite), mamoeiro (o leite, 10 a 24 sementes por vez, 33g da raiz ralada: tomar no espaço de uma hora), melão-de-são-caetano (folhas e suco), mentruz (chá), pessegueiro (pôr folhas esmagadas em cataplasma sobre o ventre da criança), outra maneira de usar é 2g de folhas numa xícara de leite, pitanga, rábano (semente), rabanete (semente), mamona (3 a 4 sementes), melancia (semente), manga (brotos e amêndoa), romanceira (50g da casca do pé ou raiz), tremoço (semente), óleo de alho, erva-de-bicho, romã (casca), simaruba.

VULNERÁRIAS:
São as que curam feridas. Ervas: alecrim-de-jardim, algodoeiro, angico, aperta-ruão, açoita-cavalo (lavar e tomar chá), andiroba (banhos), aroeira (lavar, tomar), arruda, barbatimão, bardana (tomar e banhar), beldroega (aplicar), bolsa-de-pastor (chá), buva (chá), calêndula, camomola-da-alemanha, carqueja, cavalinha, celidônia, centáurea-menor, confrei, cana-do-reino (chá), canforeira (lavar), caroba (banhos e tomar), caruru-da-índia (aplicar as folhas), cedro-rosa (lavar), cipreste (chá), cinamomo (banhos com casca ou folhas), erva-de-santa-luzia, erva-moura, erva-de-lagarto (chá), erva-passarinho, espinheira-santa, fenogrego (banhos), gervão (chá), girassol (chá e banhos), guandu (tomar e banhar), hortelã (banhos), imbiri (banhos), ingá (chá), jaracatiá (folhas aplicar), jurema-preta (banhos), juciri, limão, manjerona, margarida (aplicar, tomar), mil-em-rama, óleo-de-copaíba (óleo aplicar e tomar), óleo de eucalipto (lavar), pacová, parietária, perna-de-saracura (lavar, aplicar), pinhão-do-paraguai, pitasaião, quina (lavar), salva, serpão, serralha-brava (aplicar) timo, tinhorão, trevo-cheiroso, pita (chá).

Os homens utilizam os poderes curativos das plantas desde os tempos mais remotos. As sociedades primitivas, em busca de alimentos ou cura para problemas de saúde, foram descobrindo as ervas venenosas, as poderiam ser consumidas e aquelas que tinham propriedades medicinais. Esse conhecimento foi passado de geração em geração, até que chegasse até nós. No Brasil, os indígenas foram os principais responsáveis por desvendar as propriedades de nossa flora. Até os dias atuais, os índios utilizam as plantas e ervas paro tratamento de doenças, em rituais realizados pelo pajé de cada tribo.

Hoje em dia, as pesquisas científicas buscam comprovar a eficiência do uso de plantas no tratamento de doenças. Diversos estudos revelam que uma vasta gama de ervas possui substâncias que podem sim atuar no combate e prevenção de problemas de saúde. Nessas pesquisas, os cientistas analisam as substâncias encontradas nessas plantas e isolam seus princípios ativos. Desse modo, conseguem descobrir para que servem as diferentes plantas.
De acordo com essas propriedades, podemos classificar as plantas.

Adstringentes:

É o produto que contrai, estreita, reduz, produz constrição, união, ligação; que contrai os tecidos e vasos sanguíneos, diminuindo a secreção das mucosas; contrai ou recobre os tecidos orgânicos, diminuindo as secreções ou formando camada protetora; contraem os tecidos, combatendo diversas moléstias inflamatórias da boca, garganta, intestinos, órgãos genitais; provoca contração das mucosas, dos vasos e dos tecidos.

Um tipo especial de adstringência é a hemostática, em produtos que são ditos hemostáticos ou estípticos, capazes de causar a coagulação do sangue de maneira imediata e conter hemorragias. Um exemplo de uma substância hemostática é o alúmen, que pode ser encontrado em: agrião, aperta-ruão, aroeira, barbatimão, bolsa-de-pastor, buranhém, cavalinha, chicória, cipó-chumbo, óleo de eucalipto, guaraná, jaca, jatobá, jequitibá, maçã, mil-em-rama, Óleo de alho, romã, açoita-cavalo, álamo, avenca, begônia, caqui, chorão, cambuí, casca-de-anta, casca-de-cedro, cipó-escada, guabiroba, goiabeira, mate verde, marmeleiro, nogueira, rosa, sempre-viva, videira (folhas), podendo, então, ser considerado um fitomedicamento. As plantas adstringentes também são aquelas que ajudam a contrair os tecidos e órgãos do corpo. Por isso, são capazes de reduzir as secreções excessivas e preservar a umidade natural desses tecidos. Em geral, as ervas adstringentes são usadas para o tratamento de infecções da pele e mucosas, como é o caso da boca, garganta, intestinos e órgãos genitais. Elas podem reduzir os sangramentos, acabar com a diarréia e cicatrizar a pele. Entre as ervas adstringentes estão o açafrão e o confrei.

Antissépticas:

Antisséptico se refere a tudo o que for utilizado no sentido de degradar ou inibir a proliferação de microrganismos presentes na superfície da pele e mucosas. São substâncias usadas para desinfetar ferimentos, evitando ou reduzindo o risco de infecção por ação de bactérias ou germes. As plantas antissépticas são aquelas que têm função desinfetante. Isso quer dizer que elas combatem os germes que podem causar danos à saúde do organismo. Elas podem ser usadas para desinfetar feridas ou tecidos internos. O eucalipto, por exemplo, funciona como antisséptico para as vias respiratórias.

Aperientes:

As ervas aperientes são aquelas que aumentam ou despertam o apetite. Elas também ajudam o organismo a se preparar para a digestão, produzindo mais saliva e suco gástrico para receber os alimentos. Entre as ervas aperientes, encontramos a canela, o anis, o coentro e cominho, por exemplo.
Béquicas: São aquelas que atuam nas irritações da faringe. Por esse motivo, as plantas béquicas são aconselhadas para casos de tosse e dores de garganta causadas por irritação dos tubos respiratórios. O tomilho, o serpão e o pinheiro-bravo são exemplos de ervas com função béquica.

Calmantes: São as ervas que melhoram nosso SNC (Sistema nervoso Central) que muitas vezes fica descontrolado levando-nos a quadros de nervosismo, estresse, ansiedade etc. No conjunto de ervas indicadas popularmente como calmantes estão: Mulungu – Maracujá – Melissa – Macela – Capim Cidreira

Carminativas: São ervas muito utilizadas nos casos de flatulência e de arrotos. Raramente o arroto e a flatulência, isoladamente, sinalizam alguma doença. Certos casos de flatulência excessiva, geralmente acompanhados de diarréia, ocorrem junto com intolerâncias alimentares, sendo a mais freqüente delas, a intolerância à lactose (do leite animal e seus derivados). Para gases existem os alimentos e ervas carminativas como a Cenoura, Alho, Gengibre, Limão (folha, casca e polpa), Dente-de-leão, Orégano, Erva doce, Erva cidreira, Camomila, Folha ou casca de laranja, Anis estrelado, Hortelã e Louro. Você pode usá-las em chás, sucos, sopas ou como tempero.

Diuréticas: São as que aumentam o volume uruário e normalmente têm efeito anti hipertensivo: Chapéu de couro, cavalinha etc.

Emenagogas: As plantas emenagogas ajudam e tratam muitas das desordens especiais do sistema reprodutivo feminino, como TPM, tumores uterinos ou infecções. São picante-amargas e aliviam a congestão do sangue, coágulos sanguíneos e promovem a menstruação. Elas aquecem o sangue e melhoram a sua qualidade. Podem ser amornantes ou refrescantes, estas últimas representando a maioria. Uma predominância de plantas emenagogas refrescantes é melhor para irregularidades menstruais por infecção uterina ou sangramento. Tais plantas também ajudam a acalmar emoções como a raiva e irritabilidade. Ex: camomila, crisântemo, hibisco, prímula, framboesa.
As emenagogas amornantes é melhor para a menstruação atrasada devido à exposição ao frio (constipação) ou ansiedade nervosa. Ex: angélica, asafetida, canela, gengibre, mirra, salsa, açafrão-das-Índias, valeriana. Outras plantas emenagogas eficazes são a calendula, hortelã-pimenta e tomilho.

Emolientes: Os emolientes aplicam-se para amaciar e proteger a pele e agem externamente de forma similar à ação interna dos demulcentes: alcaçuz, alteia, borragem, consolda-maior, feno-grego, rosa, sementes de linhaça, tanchagem.

Estimulantes: Estas plantas têm esta propriedade principalmente porque estimulam o poder de digestão. Têm basicamente energia quente, sabor picante, e incluem a maioria dos temperos quentes, pimentas e gengibres. Modo de ação: aumentam o calor interno, dispersam o frio interno e fortalecem o metabolismo e a circulação. Aquecem o estômago e o sangue, aumentam o apetite e estimulam os sentidos. Têm frequentemente poder antibacteriano ou antiparasítico e fortalecem o sistema auto-imune. Não constroem o corpo de fato, mas permitem uma melhor assimilação de alimentos, viabilizado a construção do corpo. São frequentemente usadas com plantas tônicas e nutritivas, mas também com a alimentação.

Plantas estimulantes típicas: alecrim, alfazema, alho, anis,asafetida, pimenta caiena, calendula, canela, cardamomo, cebola, coentro, cominho, cravo-da-índia, dente-de-leão, eucalipto, funcho, gengibre (seco), ginko biloba, ginseng, hortelã-pimenta, mostarda, noz-moscada, orégão, Pau-d'Arco, pimenta preta, pimenta-do-reino, poejo, raiz-forte, salvia, tamarindo.
Contra-indicações: em condições de desidratação, insuficiência de líquidos e inflamações das membranas mucosas.

Febrífugas: A febre é , na realidade uma reação normal do organismo, a certos tipos de abusos. A elevação da temperatura corporal facilita a ação dos mecanismos de defesa contra a doença instalada, razão porque a febre não deve ser combatida indiscriminadamente, a não ser que se manifeste muito alta e em condição de acentuada debilidade. Ervas cujas propriedades medicinais promovem baixa na temperatura corporal quando a mesma se excede, como nos casos de febres. Ex.: Erva de sapo, erva de sapo da vermelha, erva do pai Caetano, cipó sucuriju, agoniada, caapeba (raízes), Em casos de febre, fortalecer o sistema imunológico, observar repouso em ambiente limpo e arejado, ingerir muita água e sucos de frutas. Enquanto a temperatura não sede , o paciente deve alimentar-se de sucos de frutas e água mineral. Quando a temperatura baixar o paciente pode alimentar-se de leite ou iogurte desnatado, torradas, maçã, mamão, pêssego, banana prata ou sopa leve de legumes.
Deve se respeitar a falta de apetite do paciente até certo ponto. Se o paciente aceitar, no almoço oferecer salada crua de agrião, tomate, cebola crua , limão e pouco sal, podendo ser acrescentado dois dentes de alho. O uso de Chá de camomila ou eucalipto, 3 xícaras por dia é muito bom para fazer baixar a temperatura. Se a febre for de origem gripal, pode se usar água, cápsulas ou xarope de alho, servindo como antibiótico natural.

Laxativas e Purgantes: Estas plantas dispersam a obstipação, ajudam a eliminar acúmulos de comida e formações tóxicas nos intestinos. Podem ser fracas ou fortes. Quando fracas, chamam-se simplesmente laxativas; quando fortes são purgantes ou catárticas. As plantas purgantes promovem uma evacuação forte e podem causar diarréia, às vezes com dor, porque frequentemente exercem um efeito irritante. Devem ser usadas com cuidado. Qualquer planta fria e amarga, como o ruibarbo, ou óleo quente, como o óleo de rícino, pode ter um efeito purgante
São ervas especialmente indicadas nos casos de prisão de ventre: Cáscara sagrada, Agar-agar, alcaçuz, Gervão Roxo, pau pereira, Sene (cuidado com o uso indiscriminado desta erva) e Urucum. As plantas laxativas tendem a suprimir o poder de digestão e podem debilitar o peristaltismo. Como tal, deveriam ser usadas juntamente com plantas estimulantes ou carminativas, como o gengibre e as sementes de funcho. Aumentando o poder de digestão.

Outros Exemplos:

  • Laxantes Humedecedores: farelo de trigo, sementes de linhaça, ghee, alcaçuz, ameixas secas, semente de psyllium, passas e leite morno.
  • Purgantes fortes: pó de aloé vera, óleo de rícino, ruibarbo e sene
  • Plantas Refrescantes com vários graus de acção laxativa: aloé vera, equinácea, genciana, ruibarbo, sene.
  • Ervas Anti-microbianas que podem ajudar o corpo a destruir ou resistir a micro-organismos patogénicos: açafrão-das-Índias, alecrim, alfazema, alho, anis, árvore-de-chá, pimenta caiena, calendula, cânfora, coentro, cravo-da-Índia, equinácia, eucalipto, hamamélis, limão, mirra, neem, salvia, tanchagem, tomilho, uva-ursina.

E não para por aí, tem outras funções. Cada uma dessas propriedades diz respeito a uma parte ou sistema do organismo, e serve para o tratamento de doenças específicas.

As plantas e ervas medicinais possuem propriedades especiais, conforme as substâncias que encontramos nelas. Isso quer dizer que elas podem ter diferentes funções em nosso organismo. Conhecer essas propriedades é importantes para sabermos qual é a planta mais adequada para o tratamento de determinado problema. Se você quer uma erva para combater febre, por exemplo, deve procurar por plantas com função febrífuga. A palavra é complicada, mas a explicação é fácil de entender. Por isso, preparamos uma lista com essas propriedades e a definição de cada uma delas. A lista funciona como uma espécie de glossário, para você conhecer as diferentes funções das plantas e alguns exemplos.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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