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Parkinson (DP) ou Mal de Parkinson ABC da Doença

A doença de Parkinson é uma das doenças neurológicas mais comuns dos dias de hoje. Estudos estatísticos quanto à prevalência, que é o total de casos em uma população em um determinado período mostram que existem cerca de 180 a 250 doentes por 100.000 habitantes. Quanto à incidência, que é número de casos novos de uma doença dentro de um período, estima-se em 100 a 200 casos por cada 100.000 habitantes. Com o aumento da idade acomete cerca de 1-3% da população acima dos 65 anos.

No Brasil existem poucas estatísticas. Um estudo epidemiológico realizado na cidade de Bambuí em Minas Gerais encontrou uma prevalência de 3,3% em pessoas com idade acima de 65 anos.
A doença de Parkinson está presente em todas as regiões do planeta, acomete homens e mulheres e atinge todas as raças e todas as classes sócio-econômicas. Os sintomas geralmente se iniciam após os 50 anos, com média aos 50 anos. Algumas pessoas podem iniciar os sintomas antes dos 40 anos e então chamamos de doença de Parkinson de início precoce.

TRATAMENTOS DA A LOJA DO CHÁ DE ARACAJU:

FITOTERÁPICO:

A Loja do Chá de Aracaju tem Floral denominado PARKIN elaborado com ervas especialmente indicadas para o tratamento da doença de Parkinson. PARKIN é apresentado em frascos de 30 ml. A dose é de 30 gotas diluídas em 200 ml de água 03 X dia. O sugestão é de aproximadamente 6 (seis meses), seguindo-se a manutenção com tomadas diárias de apenas 30 gotas divididas em 03 tomas em 100 ml de água.

Tratamento para o Sistema Nervoso Central – sono – inquietação – nervosismo – depressão: Chá de Mulungu à noite, ao deitar. Resolve.

NOSODIOTERAPIA:

05 frascos de Nosódio Cerebral

05 frascos de Neuro Nosódio

03 frascos de Constitucional Nosódio de Bach N° 01 a 10 (a ser determinado quando me enviar a altura, o peso e a idade do paciente)

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Os nosódios demoram até 30 dias para chegarem às mãos do cliente. Ele deverá usar o Parkin e o chá de mulungu enquanto isso. As instruções de como usar seguiram em e-mail após a compra ser efetuada.

É a única maneira de ajudar quem está nesta condição. Se desejar mais informações, ou adquirir os produtos entre em contato:[email protected]

A FITOTERAPIA E A DOENÇA DE PARKINSON

Para cuidar naturalmente esse e outros problemas relacionados à mente, como o Alzheimer, recomenda-se a adoção de uma dieta saudável, rica em cereais integrais, frutas, verduras cruas e alimentos antioxidantes; limpeza corporal (retirar o amálgama dental e não usar panela de alumínio); exercícios e terapias. Apanhar sol, tomar suco de dente-de-leão em jejum durante 3 semanas e tomar chá de raiz de urtiga, salsaparrilha, cáscara sagrada, e cavalinha (1 xícara 3 vezes ao dia).

Como proceder

1. Praticar exercícios físicos e respiratórios.
2. Tomar sol diariamente.
3. Beber suco de dente-de-leão em jejum durante três semanas.
4. Tomar chá de raiz de urtiga-branca, salsaparrilha, ipê-roxo, cáscara-sagrada e cavalinha (uma xícara três vezes ao dia).
5. Beber todo dia uma xícara de chá verde pela manhã.

6. Comer diariamente uma castanha-do-pará e uma noz, que são excelentes para o cérebro e o coração.
7. Tomar uma colher de chá de ginkgo biloba em pó ao dia por no máximo seis meses. Depois parar dois meses, para não sobrecarregar os rins e o fígado, e recomeçar.
8. Fazer a cura da babosa.

Outras ervas indicadas

Coronha
Coronha (Dioclea violacea M.), também conhecida como cipó-de-imbiri, coroanha, micunã, mucunã-açu, olho-de-boi e pó-de-mico, é tônica, calmante nervoso, parasiticida e formicida. É indicada para prevenir e remover seqüelas do derrame (AVC) e no tratamento da epilepsia e do mal de Parkinson.

Utilizar as sementes sempre submetidas ao calor. Fazer um chá com até um grama do pó da semente por xícara de água. Tomar apenas uma xícara ao dia.

Erva-cidreira
Combate insônia, auxilia no tratamento de mal de Parkinson e atua como calmante.

Imbaúba
Indicada nas afecções das vias respiratórias, debilidade cardíaca, problemas urinários, mal de Parkinson, diabete e pressão alta.

Vida Sexual e o Mal de Parkinson

A fadiga associada com parkinson pode reduzir a libido. A lentidão do movimento, tremor, rigidez interferem nos aspectos práticos da vida amorosa. E piora muito quando as emoções se descontrolam. O homem pode ter problemas em ter ou manter uma ereção ou não ser capaz de ejacular. Atraso no orgasmo e ejaculação são causas comuns de considerável frustração sexual.

Outros problemas podem surgir, se o casal não fizer mudanças em sua rotina diária e comportamentos sexuais. Se deixarem de valorizar o amor, o companheirsmo, a família e passarem a dar valor apenas ao ato sexual como meta, como alegria e como finalidade de vida.

A disfunção sexual pode ser tratada como já sugeri mais acima. O Extrato Floral de Tríbulus terrestris aumenta o tempo da ereção, o Extrato Floral Energetiman estimula e os Nosódios vão cuidando do restante. Mas há que se entender que uma relação sexual satisfatória revela muito mais do que a capacidade de ter ereções ou atingir orgasmos. A má qualidade do relacionamento de um casal pode contribuir, por si só, para a presença de disfunções sexuais.

Parceiros em que um deles tem doença de Parkinson, por exemplo, podem apresentar diversos problemas sexuais. Contudo com diálogo claro, atenção e ajuda profissional é possível conseguir uma vida afetiva/sexual com muito prazer.

O sexo traz benefícios para a saúde, isso é fato comprovado, como por exemplo queima de calorias, diminuição dos riscos de infarto, relaxamento da musculatura e melhoria o humor. Mas o terror que se apodera das pessoas quando o organismo não está respondendo bem ao que elas querem em relação a sexo, piora e muito o quadro.

A necessidade de intimidade e a expressão sexual como são importantes na qualidade de vida das pessoas, e não é diferente com os portadores do mal de Parkinson, que como qualquer outro portador de qualquer doença também necessita ativar sua vida sexual.

Há mudanças normais das funções sexuais próprias do envelhecimento, como por exemplo: certa diminuição de resposta aos estímulos. Assim as preliminares são essenciais. E na verdade elas representam a parte mais importante da relação sexual, pois diminuem a inibição e aumentam o conforto emocional.

É sabido desde tempos imemoriais que o prazer não se restringe ao orgasmo, mas sim a toda troca de carinho que cada um dos parceiros pode dar ao outro. é como iniciar uma viagem com a qual sonhamos e alegremente irmos percorrendo o caminho para chegar até o objetivo esperado. Mas como em uma viagem, o ato sexual pode vir a ser mais prazeroso no decorrer dele do que no finalmente.

O ato sexual não pode ser resumido apenas na penetração, em gritinhos e em orgasmos que são apenas algumas das muitas formas de se chegar à satisfação desejada. Não pode haver pressa. O afeto, a contemplação, a cumplicidade, a inventividade e a partilha são fundamentais, onde os sentimentos são bem estabelecidos e há confiança mútua.

Mudar o foco, valorizar outros aspectos da relação pode trazer descobertas bem excitantes, do próprio corpo e do corpo do parceiro/a e levar há uma maior facilidade de atingir o orgasmo, pois a brincadeira passa a ser o fundamental e o orgasmo uma consequência natural.

Os casais com mal de Parkinson vivenciam uma marcada redução nas expressões físicas e emocionais. A redução da frequência do toque íntimo tem um efeito negativo na autoestima e aumenta a tensão entre o casal. Inversamente, a restauração da intimidade melhora significativamente o relacionamento do casal.

A SINTOMATOLOGIA DA DOENÇA DE PARKINSON

Alguns sintomas podem aparecer antes das manifestações motoras como a diminuição do olfato, sintomas depressivos, alterações do sono, constipação intestinal.

Manifestações clínicas motoras se caracterizam por tremor, rigidez, bradicinesia e alteração do equilíbrio. O início dos sintomas é unilateral nos primeiros anos e o quadro é lento e gradual.

Alguns sintomas podem aparecer antes das manifestações motoras como a diminuição do olfato, sintomas depressivos, alterações do sono, constipação intestinal.

O tremor aparece em cerca de 70% dos pacientes como sintoma inicial afetando principalmente as mãos, mas pode ocorrer nas pernas, queixo. E ocorre principalmente quando a pessoa está em repouso e relaxada e melhora com os movimentos. Pode piorar com ansiedade e cansaço fadiga e desaparece durante o sono.

A rigidez é manifestada por um enrijecimento muscular sendo mais proeminente nas grandes juntas, e envolve todos os músculos. Pode ser constante ou apresentar o sinal da roda denteada, como se estivéssemos lidando com uma engrenagem.

A bradicinesia significa que os movimentos estão lentos, dificuldade em realizá-los podendo ser interrompidos ou realizados incompletamente. Isto é principalmente observado quando realiza movimentos com as mãos, pés, levantarem-se de uma cadeira, andar, mudar de posição como, por exemplo, se virar na cama.

Outros movimentos finos com as mãos se tornam difíceis como abotoar, calçar sapatos. A letra se torna menor (micrografia). A própria rigidez também contribui para que os movimentos sejam lentos.

A bradicinesia não é somente motora, mas também mental, ou seja, há uma lentidão para pensar, dar uma resposta verbal.

Existe diminuição da expressão da face, tendência à abertura da boca, diminuição do piscamento. Os familiares geralmente é quem percebem.

A postura apresenta tendência de flexão da cabeça e tronco para frente, diminuição dos movimentos dos braços durante o caminhar, como se estes estivessem grudados no corpo. À medida que a doença progride os braços e as pernas também vão tendendo a ficar dobrados. Passa a acontecer a dificuldade de equilíbrio.

A marcha se torna lenta, com passos curtos; algumas vezes arrasta um ou ambos os pés e dificuldade ao se virar. Pode acontecer algumas vezes de sentir como se o pé estivesse colado no chão.

A fala vai se tornando mais lenta e o tom de voz diminui.Outros sinais chamados não motores são seborréia (excesso da camada de gordura sobre a pele), sudorese excessiva na face, tontura, alteração de memória, depressão, insônia, hipotensão postural, ansiedade, dificuldade para engolir, aumento da saliva, dores, cansaço e perda de peso.

Embora seja uma doença progressiva, o curso e prognóstico não são necessariamente iguais para todos os doentes.

ALIMENTAÇÃO

A manipulação dos talheres pode ser melhorada alargando-se o cabo dos talheres com espuma de borracha presa por uma fita; colocar alças nos copos e usar canudos.

ANDAR

No andar de uma pessoa normal, o calcanhar toca primeiro o chão antes dos dedos. No parkinsoniano, existe uma tendência dos dedos tocarem primeiro e isto leva a uma postura instável. Para melhorar, deve levantar os pés colocando o calcanhar primeiro no chão e repetir para si “calcanhar primeiro”, procurando dar passos largos o quanto possível e tentar afastar os pés. Se tiver dificuldade pare se virar, tente andar em semicírculos com passos mais curtos.
Quando apresentar muita dificuldade para andar, uma bengala pode ser útil para melhorar o equilíbrio. Outra adaptação útil é colocar corrimão nos cômodos e corredores da casa por onde circula.

APATIA

Apatia é comumente observada em pacientes com DP, além de ser vista associada em fase severa de déficits cognitivos, sendo um preditor de declínio cognitivo e de demência. A apatia é definida como uma síndrome de redução da motivação, caracterizada pela deficiência em três componentes: atividades, cognição e emoção. A apatia pode ocorrer como prejuízo de um componente cognitivo ou de depressão. A apatia na DP varia entre 16 a 42% dos casos, entretanto, a comorbidade com depressão e disfunção cognitiva, especialmente envolvendo os lobos frontotemporais, tem um impacto significativo sobre a motivação e pode simular uma apatia difícil de ser diferenciada. Do ponto de vista clínico, o paciente apático não reage à qualidade das criticas, quer sejam negativas quer sejam positivas. Uma das principais limitações para se agrupar os sintomas de apatia é a superposição com os sintomas de depressão, como falta de interesse, energia e prazer também são vistos na depressão e podem resultar em problemas motores. A diferença entre depressão e apatia pode não ser visível. Existem critérios essenciais como: a falta de motivação relativa do paciente relacionado com sua vida prévia e cultural, e mais outro critério não essencial relacionado ao comportamento: adinamia na realização das atividades de vida diária e depender de outros para as atividades do dia a dia; na cognição, falta de interesse para aprender algo e falta de tirocínio para resolver problemas pessoais. Normalmente, uma pessoa com apatia não reage com o humor diante de estímulo negativo ou positivo, enquanto que uma pessoa com depressão reage ao estímulo negativo.

ANSIEDADE

Ansiedade é um termo genérico para designar vários tipos de síndromes. Quando a ansiedade está associada à DP entre 20 a 40% dos casos, pode-se apresentar por ataque de pânico (4-8%), agorafobia sem pânico (2-16%), ansiedade generalizada (3-21%), fobia específica (13%), fobia social (8-13%), estresse postraumático (0%). Pesquisas futuras poderão mostrar que tanto os sintomas motores como os autonômicos da DP, principalmente os problemas de marcha, discinesia, freezing ou congelamento (o paciente paralisa, principalmente ao passar por um obstáculo: por exemplo, uma porta) e flutuações quando os pacientes ficam mais ativos na resposta paradoxal (diante de uma situação de estresse o paciente com DP correrá) ou menos ativos podem estar relacionados com as desordens heterogêneas da ansiedade, sendo mais severa no sexo feminino. Acredita-se que algumas pessoas que desenvolveram DP já apresentavam ansiedade prévia, às vezes em até 20 anos. Contudo, é possível que o transtorno de ansiedade tenha alguma relevância com o perfil de personalidade do paciente com DP, e após o aparecimento dos sintomas da DP, especialmente da forma de tremor, o paciente aumente seus sintomas ansiosos em graus variáveis de acordo com sua personalidade prémorbida. Pessoas portadoras de transtornos neuróticos são mais propensas a desenvolverem ansiedade diante de uma doença como Parkinson. O fato de se tornarem o centro das atenções por uma causa negativa, pode ser o fator intensificador do tremor, mesmo medicada; em outro momento de tranquilidade o tremor pode diminuir ou parar com a medicação. A explicação psicanalítica seria de que a obsessão do tremor resulta do deslocamento da angústia da castração que passa do inconsciente para a consciência e se cristaliza como sentimento de culpa. Por outro lado, os pacientes apresentam queixas sensitivas, mas no exame objetivo não se confirmam. Queixas de dor, queimação e beliscão ocorrem na região motora envolvida. Mas, às vezes, o paciente pode ter uma dor cansada no ombro como sinal precoce da DP, sendo diagnosticada como artrite e bursite.

ARTES

Além de ser uma maneira de expressão, ajuda a melhorar a qualidade de vida e aumentar a auto-estima dos pacientes com Parkinson. Por meio de seus quadros, os alunos podem soltar a imaginação, apreciar a própria produção artística e também conferir seu progresso na pintura.

CÃIBRAS E ESPASMOS MUSCULARES

Fazer compressa quente é um recurso que ajuda o paciente aliviar espasmos musculares e cãibras de uma forma rápida e eficaz. O banho morno também é outra alternativa, mas evite a água quente que pode estimular o cansaço. Já a compressa fria é boa para relaxar os músculos e articulações doloridas. Para redução dos tremores recomenda-se o uso de bola anti-stress (pequenas bolas de borracha flexíveis). O paciente deve uilizar, pelo menos duas vezes ao dia, manualmente para diminuir os tremores nas mãos, muito comum na doença de Parkinson.

CANTAR

A rigidez muscular ocasionada pela doença de Parkinson também afeta os músculos da face, podendo comprometer a fala. Participar de corais para cantar pode ajudar na respiração e também na manutenção da articulação da voz.

CAUSAS DA DOENÇA DE PARKINSON

Dentre as doenças que podem se manifestar como parkinsonismo (tremor, rigidez, bradicinesia e alteração do equilíbrio) a doença de Parkinson é a mais comum. Outras causas são:
1 – Medicamentoso (vertigens, doenças psiquiátricas)
2 – Intoxicações (monóxido de carbono, manganês)
3 – Problemas circulatórios cerebrais
4 – Lesões traumáticas cerebrais
5 – Outras doenças degenerativas: Parkinson atípico

Os sintomas ocorrem devido a uma degeneração de neurônios que contém dopamina. A dopamina é um neurotransmissor (substancia química) e é responsável por transmitir mensagens entre células nervosas. A redução da dopamina ocorre em uma região dentro do sistema nervoso central que é denominada parte compacta da substância negra localizada no mesencéfalo. A dopamina é enviada para outra região do cérebro que se chama corpo estriado, formando a via nigroestriatal.
A dopamina é responsável pela realização dos movimentos voluntários automáticos, ou seja, são movimentos que não pensamos para realizar e uma vez estando a dopamina diminuída, os movimentos se tornam difíceis de serem realizados.
A depleção das células dopaminérgicas precede por muitos anos o aparecimento dos sintomas. Para que estes se manifestem, é necessário que cerca de 70 – 80 % do sistema dopaminérgico nigro estriatal esteja lesado.
Outras regiões do cérebro também estão acometidas e também outras substâncias e que são responsáveis pelas alterações denominadas não motoras que também acontecem na doença.
A causa desta degeneração das células dopaminérgicas ainda é desconhecida. Com o envelhecimento existe uma perda destas células nervosas, de uma maneira menos lenta do que ocorre na Doença de Parkinson. Muitas pesquisas têm sido feitas e acreditamos que vários fatores estão envolvidos como fatores ambientais, genéticos. Apesar de existirem formas hereditárias da doença de Parkinson, cerca de 20%, especialmente em casos de início mais jovem, a genética não explica a maioria dos casos.

CONGELAMENTO

Se sentir o pé “pregado” no chão, o paciente deve procurar ficar o mais reto possível, iniciar o andar lentamente e em seguida levantando uma perna, dobrando a coxa e o joelho e a colocando em frente. Outra técnica é dar uma passo para traz e se mover para frente a fim de iniciar o movimento.
Se sentir que ficou travado faça a imagem de uma linha na sua frente e tente pulá-la para reiniciar a marcha. Poderá também utilizar as linhas do piso de sua casa a fim de superar este obstáculo.
Se estiver andando com outra pessoa, esta pode colocar os pés dela em frente aos do paciente e mandá-lo passar sobre o obstáculo. A pessoa nunca deve puxá-lo, o que pode ser pior e levá-lo à queda.
O piso não deve ser muito abrasivo ou liso para facilitar a locomoção e evitar quedas.

DANÇA

Os benefícios da dança vão além do bem-estar de acordo com o cientista britânico Petter Lovatt. Além de ajudar o paciente a manter o equilíbrio e a mobilidade, a dança também tem influência cognitiva. As formas de improvisação influenciam o pensamento divergente dos pacientes que acabam por encontrar mais de uma solução para acertar os passos da dança como, por exemplo, no tango. Os pacientes ativam outras partes do cérebro criando novas alternativas, minimizando, dessa maneira, os efeitos das partes afetadas.

DEPRESSÃO

O diagnóstico de depressão só deve ser feito, usando-se os critérios clínicos como falsos negativos (não há sintomas aparentes suficientes, mas a doença existe), que podem ocorrer em pacientes com humor diminuído e anedonia, mas com poucos sintomas somáticos; reciprocamente, falsos positivos (há sintomas aparentes suficientes, mas a doença não existe) podem ocorrer na ausência de depressão devido a um grande número de superposição de sintomas somáticos envolvidos na DP. Os critérios do DSM-IV exigem a presença de um dos critérios essenciais para depressão (tristeza e falta de interesse), e um total de cinco ou mais sintomas, incluindo perda significativa de peso, insônia ou hipersonia, retardo psicomotor ou agitação, fadiga, sentimento de culpa, redução da concentração ou determinação ou pensamentos recorrentes de morte; sem levar em consideração os efeitos de medicação. A expressão emocional do paciente com DP não serve como parâmetro para o diagnóstico clínico de depressão, porque pode não expressar o real sentimento. A perda do interesse sem tristeza é mais comum ser encontrada na depressão menor do que nas demais; assim, a depressão menor está mais próxima da apatia do que da própria depressão.

DIETA

Deve-se utilizar uma dieta saudável como frutas, vegetais, carnes, cereais. É aconselhável evitar ingerir em grande quantidade alimentos que contém excesso de calorias, a fim de que não se ganhe muito peso, o que poderia aumentar as dificuldades.
Se estiver tomando levodopa, convém evitar a ingestão de alimentos que contém proteína como, por exemplo, carnes, derivados de leite, ovos, no almoço. E também fazer a ingestão da levodopa longe das refeições. Este cuidado poderá evitar ou reduzir as flutuações motoras como o retardo do início do efeito da medicação, tempo do efeito.

DORMIR

Muitos portadores da doença de Parkinson têm várias dificuldades para descansar à noite, pois o sono é prejudicado por alguns sintomas da doença, podendo causar incapacidade de iniciar e manter o sono, dificuldade para ajeitarem-se na cama, movimentos bruscos e desconforto nas pernas durante a noite, não colaborando para um bom repouso, o que origina sonolência excessiva durante o dia. Para ajudar o descanso, vá para a cama apenas quando estiver sonolento e não force o sono; tome um banho quente uma hora antes de deitar-se; não coma alimentos pesados ou ricos em açúcar durante a noite; mantenha o quarto escuro e em temperatura agradável e não utilize sua cama para outras atividades como ler, assistir televisão ou trabalhar.

ESTRESSE E FLEXIBILIDADE

A massagem ajuda a reduzir o estresse e ativa a circulação sanguínea. É uma alternativa muito benéfica aos pacientes que convivem com o tremor porque seus músculos relaxam e ganham mais flexibilidade. Atualmente, existem muitas técnicas de massagem como suéca, reflexologia e neuromuscular, entre outras. O terapeuta deve escolher a técnica de acordo com o resultado desejado, mas é fundamental que ele entenda dos sintomas da doença de Parkinson e adapte a prática às limitações do paciente.

EXERCÍCIOS DE FISIOTERAPIA

A fisioterapia ajuda a amenizar os sintomas de tremor em repouso, característicos da doença, por meio de exercícios que estimulam as funções motoras. Os exercícios devem ser realizados de forma lúdica para prender a atenção do paciente e promover sua concentração. Para isso, podem ser usados instrumentos como bastões, bolas coloridas de vários tamanhos, bambolês, circuitos de atividades e simulações de atividades do dia a dia. Exercícios mais específicos devem ser indicados por um especialista.

FALA

Na doença de Parkinson há uma diminuição no volume da voz e certa dificuldade na articulação das palavras. O paciente não deve tentar falar rapidamente. A dica é tentar inspirar profundamente antes de falar e, pausadamente, tentar articular bem cada uma das palavras.

FONOAUDIOLOGIA

Para melhorar a articulação da boca durante a fala, movimente bem os músculos (bochecha, lábios, língua) durante suas conversas. Procure reforçar todo o tipo de articulação. Você pode treinar a fala dizendo em alto som os dias da semana, os meses do ano, cantando alguma música ou lendo textos. À medida que for praticando, aumente o tom de sua voz para tornar os exercícios eficazes. Outros exercícios podem ser indicados por um fonoaudiólogo.

HIGIENE

No banheiro, a colocação de corrimão no box e pia e tapete de borracha facilitam a movimentação e o equilíbrio e o paciente se sente mais seguro. Se não conseguir tomar banho em pé, uma cadeira ou banco podem ser úteis e facilita a locomoção da pessoa por si própria. Para se barbear o uso de barbeador elétrico é mais prudente para evitar acidentes.

HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA DE PARKINSON

A neurobiologia das desordens afetivas na DP pode ser explicada de várias fontes. Estudos de neuroimagem e neuropatológicos demonstraram o envolvimento de sistemas dopaminérgicos e não dopaminérgicos com os sintomas não motores da DP. Entre esses sistemas estavam o noradrenérgico, serotoninérgico, glutamatérgico, colinérgico, gabaérgico e neuropeptídeos. Na história natural da DP observa-se que ela ocorre entre 45 e 70 anos, a maioria começa na sexta década, sendo incomum começar antes dos 30 anos. Acredita-se que 1 a 2% da população acima dos 60 anos tenha a DP. Cerca de 8% dos casos tem alteração olfatória. Cinco por cento dos pacientes não são classificados. A DP acomete o outro dimídio do corpo com três anos do início, e continua assimétrica. Após cinco anos, a DP afeta a fala, o equilíbrio e a marcha. O paciente morre em média, 14 anos após o diagnóstico. Um portador de DP apresenta um familiar do primeiro grau com DP ou um parente com outro tipo de demência. No idoso a bradicinesia é o sintoma mais comum e o distúrbio de marcha é um sinal de piora e de complicação da doença.

LEVANTAR

Para levantar da cadeira, é necessário chegar até a borda e colocar os calcanhares para trás, o máximo possível sob a cadeira e inclinar-se para frente, e ao mesmo tempo se erguer; e se necessário apoiar as mãos nos lados da cadeira para conseguir um movimento suave. Se não conseguir solicite auxílio de outra pessoa.
Para levantar da cama, deve apoiar-se primeiro nos braços para se levantar e esticar as pernas até as bordas da cama e repetir os mesmos movimentos para se levantar da cadeira.
Uma adaptação é colocar um corrimão na parede da cabeceira da cama para poder se apoiar; ou colocar uma corda no pé da cama para o paciente apoiar e se levantar.
Virar no leito
Para se deitar, primeiro deve sentar-se na beira da cama, depois deitar a cabeça no travesseiro. Se tiver dificuldade para se virar, dobrar as coxas e os joelhos até os pés ficarem no plano, dobrar as pernas para o lado escolhido, e então virar os braços para o mesmo lado, segurando na borda da cama e então se virar. Uma maneira alternativa é sentar-se primeiro e depois virar.

MUSICOTERAPIA

Desenvolver hobbies ligados à música é outra atividade que estimula os sentidos do paciente com a doença de Parkinson porque minimiza efeitos de ordem motora e não motora. Sua participação pode ser por meio de corais, tocando algum tipo de instrumento ou desenvolvendo atividades que o faça interagir com músicas que tenha o hábito de ouvir. Há muitos estudos que atestam a musicoterapia como um complemento importante no tratamento de doenças degenerativas porque tem o poder de ativar a memória e outras funções cognitivas. No entanto, a Musicoterapia sempre deve estar associada o tratamentos farmacológicos e fisioterapêutico.

PARKINSONISMO

O parkinsonismo é definido como uma série de doenças com causas distintas. Apesar de a doença de Parkinson ser a forma mais comum, não é a única. Existem outras possíveis doenças com manifestações do parkinsonismo como as metabólicas e as genéticas. Além disso, os sintomas do parkinsonismo podem ocorrer por intoxicação de monóxido de carbono e por efeito colateral de medicamentos. As principais características são tremor, hipocinesia, rigidez e instabilidade postural.

PSICOSE ASSOCIADA À DOENÇA DE PARKINSON

O termo psicose é amplo e deve ser diferenciado em neurologia daquele que é usado em doença psiquiátrica, como na esquizofrenia. A psicose encontrada na doença de Parkinson (DP) envolve tanto má interpretação como alucinações visuais, auditivas e táteis; às vezes, os estímulos tornam-se verdadeiros delírios. Os estímulos surgem a partir da estimulação de um objeto qualquer, interpretando objetos não vivos como vivos, principalmente quando estão em movimento.
Ainda dentro desse contexto de ilusão aparece à sensação de existir uma pessoa ao seu lado, sensação de presença, ou mesmo, ter a sensação de que alguém passou ao seu lado, sensação de passagem no seu campo visual periférico. As ilusões são facilitadas pelo pôr-do-sol ou ambientes interiores com pouca luz.
Alterações na visão ocorridas na DP podem resultar de alterações na acuidade visual, contraste sensitivo, visão colorida, discriminação de objeto, reatividade das pupilas, movimentos dos olhos, percepção, sensibilidade do campo visual e velocidade de reação visual; todas essas alterações podem ser decorrentes da DP. Lentidão na velocidade de processamento visual pode também conduzir ao declínio na percepção visual, especialmente para mudança de estímulos rápidos. Portanto, os pacientes com DP precisam de mais tempo para visualizar os objetos em foco.
Podem existir muitos distúrbios de orientação visoespaciais, problemas de reconhecimento facial e alucinações visuais. A mesma substância que é reduzida no cérebro em pacientes com DP também pode ser diminuída na retina. Portanto, se os problemas visuais também estiverem presentes na DP podem trazer impacto importante na qualidade de vida do paciente.
As alterações da retina devem ser diferenciadas das alterações visuais relacionadas com a idade, como: catarata (redução na iluminação da retina, redução na acuidade visual e contraste sensitivo, alteração na adaptação da lente, etc.), degeneração macular da retina no idoso (redução na acuidade visual e adaptação ao escuro, restrição do campo visual e visão colorida), e prejuízo no córtex occipital (redução visoperceptiva, acuidade visual, contraste sensitivo e percepção do movimento).
As alucinações visuais são as mais frequentes, ocorrem em 25% dos casos, podendo englobar diversos tipos de situações. A presença de pessoas estranhas dentro de casa, ou de animais como cobra ou cachorro, ou objetos familiares podem ser interpretados como qualquer coisa. Cenas complexas podem ser vistas do tipo de um grupo de pessoas andando em volta e conversando sobre seus negócios. Um jarro com flores pode se transformar em um rosto de um monstro ou muitos olhos olhando para o paciente. Nos primeiros momentos, o paciente sente receio de dizer a alguém o que ele está vendo, às vezes as alucinações desaparecem como um branco quando o paciente tenta checar sua veracidade, mas posteriormente ele discute e obriga as pessoas estranhas a saírem de sua casa.
Às vezes, o paciente sofre acidentes como fratura de órbita e perda da visão, na busca de solução com as pessoas que estão lhe incomodando; por outras vezes, dorme desconfortável, em cadeiras, acreditando que entrou alguém no seu quarto, ficando à espera de sua saída; ou desconhece o cônjuge e tenta pô-lo para fora de seu aposento como um impostor.
As alucinações auditivas são menos comuns que as visuais, percebendo 8% nos casos de DP. As alucinações auditivas podem ser causadas por estímulos elementares, como alguém tocando a campainha ou batendo à porta. Aí, o paciente se desloca para atender ou pede para alguém fazê-lo. Geralmente, o conteúdo da voz é neutro ou incompreensível e difere das alucinações ameaçadoras da esquizofrenia.
Em situações de alucinações auditivas mais complexas, o paciente pode ouvir uma trilha sonora de situações vividas ou de pessoas não reais conversando, orquestras tocando, etc. Entretanto, é importante lembrar que pessoas idosas, devido ao processo de otoesclerose, podem apresentar os mesmos estímulos auditivos elementares que ocorrem na DP, mas nos idosos normais esses estímulos não evoluem.
As alucinações táteis são raras; nas alucinações táteis elementares os pacientes acreditam que existem insetos andando no seu corpo, ou têm a sensação de que foram tocados por alguém. Em situações de alucinações táteis complexas existe paciente que acredita que nascem fios de gelatina de dentro dos seus dentes, precisando estar usando um lenço de papel para limpar, ou mesmo, usar uma goma de mascar para impedir sua saída do dente. A experiência mostra que os fatores emocionais têm alguma relevância na piora das alucinações táteis complexas. A intensidade do sintoma chega ao delírio, acompanhado por sentimento de ansiedade, pavor e constrangimento.
Situações delirantes podem ocorrer antes ou durante dos sintomas motores na DP, quando pacientes acreditam que já estiveram em lugares nunca idos, como no seu consultório, mesmo todos contra suas opiniões. Especialmente em pacientes com déficit cognitivo, a alucinação visual pode ser facilmente desencadeada pelo uso do tratamento de remédios anticolinérgicos, possivelmente porque existe importante perda de células nervosas no córtex temporal envolvidos com o reconhecimento visual em pacientes com demência associada à DP.
Dr. Paulo Brito
CRM 6322-PE
Professor de Neurologia

POSTURA

A postura no parkinsoniano é de flexão do tronco para frente e poderá ser melhorada colocando-se ambas as mãos para trás e segurar os ombros firmemente por várias vezes durante o dia

PRISÃO DE VENTRE

Os pacientes com a doença de Parkinson podem apresentar prisão de ventre por causa da lentidão dos movimentos intestinais em decorrência da alteração do controle dos músculos responsáveis pela defecação. O uso de alguns medicamentos pode contribuir para a melhoria do quadro. A fim de combater isso é indicada a prática de exercícios físicos, ingestão de cereais, fibras vegetais, frutas, pão de farinha integral e farelo de trigo. Em alguns casos, o uso de laxativos é necessário.

PROBLEMAS SEXUAIS

A maioria dos pacientes não apresenta alteração no desempenho sexual, mas quando ocorre a diminuição do desejo sexual e impotência, isso deve ser relatado, o mais rápido possível, ao médico.

QUEDA DE SALIVA DA BOCA

Isto ocorre devido à diminuição de movimentação da língua e garganta. Além do fato de a cabeça permanecer inclinada para frente. Pode ser aliviado com exercícios da musculatura da face e tórax, orientados por um fonoaudiólogo. O excesso de saliva na parte posterior da boca pode ser expelido ao tomar groselha preta ou mel adicionado à água quente.

SAÚDE MENTAL

Alterações emocionais são comuns em muitos dos portadores do mal de Parkinson. Às vezes, elas são causadas por modificações bioquímicas, mas também constituem em reações psicológicas às dificuldades e limitações impostas pela doença. Alguns comportamentos como irritabilidade, ansiedade, insegurança e pessimismo podem ser combatidos com ajuda de um psicólogo, e, principalmente, dos familiares e cuidadores, que devem motivar atividades ao ar livre, que evitam isolamento; e programar atividades de interesse do paciente, com antecedência. Já o paciente deve cuidar de sua autoestima, relacionando-se com várias pessoas, informando seus cuidadores sobre seus desconfortos, e não confundir cansaço e desmotivação.

SENTAR

Chegar próximo à cadeira ou cama, dar meia volta, encostar a parte posterior do joelho, inclinar o corpo para frente, colocar os braços para trás e apoiar-se com as mãos no assento ou nos braços da poltrona e em seguida sentar-se lentamente. No caso do banheiro pode-se adaptar colocando apoios laterais.

SINTOMAS

Alguns sintomas podem aparecer antes das manifestações motoras como a diminuição do olfato, sintomas depressivos, alterações do sono, constipação intestinal.

TERAPIAS CORPORAIS

Algumas terapias corporais funcionam como apoio no tratamento de doenças. A acupuntura, por exemplo, é muito eficiente no estágio inicial da doença de Parkinson, pois ajuda a estimular alguns músculos que estejam sendo prejudicados. Já uma massagem leve, com movimentos não muito intensos, ajuda na circulação sanguínea de tecidos afetados. Para auxiliar no controle dos sintomas, a ioga colabora com o relaxamento dos músculos, a fim de que esses não estejam rígidos e resistentes a movimentações.

TRANSTORNOS COGNITIVOS E DEMÊNCIA NA DOEÇA DE PARKISON

A doença de Parkinson é uma desordem degenerativa do cérebro, progressiva que atinge pessoas com idades, principalmente entre 60 a 90 anos. A doença de Parkinson é uma doença cosmopolita, que afeta mais os homens do que as mulheres em uma proporção de 3:2. Apesar de ter sugestão, a doença de Parkinson ainda não tem cura, mas é possível prolongar a vida do paciente com uma qualidade de vida razoavelmente boa, desde que haja diagnóstico precoce e acompanhamento por profissionais experientes. Isso compreende uma equipe multidisciplinar, onde o neurologista trabalha com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista, dentista, professor de trabalhos manuais que envolva arte e o mais importante profissional não-médico, a família.

A doença de Parkinson é constituída por quatro sintomas capitais: tremor, rigidez, bradcinesia e instabilidade postural. O tremor caracteriza-se por aparecer em repouso clínico, ou seja, quando o paciente está com o braço apoiado em seu colo e distraído, por exemplo, assistindo TV. Mas, quando o paciente movimenta seu braço para pegar um objeto, por vontade própria, o tremor diminui ou desaparece. A rigidez que aparece na doença de Parkinson mostra uma musculatura rígida e dura, dificultando os movimentos nas atividades de vida diária. A bradcinesia é outro sintoma que se caracteriza pela lentidão de movimentos quando o paciente levanta de uma cadeira, principalmente baixa, veste uma camisa, às vezes pede ajuda para colocar a manga do lado esquerdo, se virar na cama à noite e usar as cobertas, para falar e pensar. O último sintoma encontrado na doença de Parkinson é a instabilidade postural que facilita o desequilíbrio com aparecimento de queda, dificuldade de andar em rua calçada com paralepípedos, subir e descer escadas, andar em ambientes com pouca luz, etc.

Em 1817, a doença de Parkinson foi descoberta pelo médico inglês James Parkinson, dando-lhe o nome de paralisia agitante: porque apesar de o paciente estar parado ele se mexe devido ao tremor. Na década de 1860, um médico francês, Jean Martin Charcot, descobre outras características na mesma doença e, ainda de forma empírica, inicia droga para seu sugestão, usando compostos de beladona. Na década de 1940, um grupo novo de drogas anticolinérgicas foi usado paro tratamento da DOENÇA DE PARKINSON, principalmente para o tremor. Hoje, essas drogas são evitadas quando possível, devido ao seu risco de facilitar o desenvolvimento de demência. Mas, a droga mais importante para o tratamento da doença de Parkinson foi descoberta na década de 1960, chamada de levodopa, a qual até a presente data ainda é o carro chefe do tratamento da doença de Parkinson. Assim, os sintomas motores da doença de Parkinson são cuidados até o presente, aliviando o sofrimento do paciente e da família.

Muitos anos se passaram para que a ciência tomasse conhecimento de que a doença de Parkinson também apresenta sintomas e sinais não-motores. Dentre os sintomas que aparecem antes ou durante aos motores, surgem as alterações cognitivas e posterior demência associada à doença. Não significa que todas as pessoas que têm doença de Parkinson desenvolverão demência, mas aquelas que começam a doença de Parkinson após os 65 anos de idade são as mais tendenciosas a tê-la. Acredita-se que o percentual de demência após os 65 anos de idade pode chegar até 80%. Entretanto, em toda a extensão da doença o índice é de cerca de 40%. Mas, é preciso bom senso para diagnosticar uma demência associada à doença de Parkinson, demência é uma síndrome e não tem como prová-la com exame complementar.
Deve ser levado em consideração o que pode ser chamado de demência, na maioria das vezes, os pacientes têm apenas sintomas cognitivos que ainda não caracterizam uma demência. Existem duas formas clínicas clássicas de tipos de sintomas que podem evoluir para demência: síndrome disexecutiva e a amnéstica.

1. Ao primeiro grupo estão os pacientes com alterações nas funções executivas, mimetizando uma síndrome de Lewy (uma doença parecida com a doença de Alzheimer). Isso significa que existem muitas vezes antes de começarem os sintomas motores os seguintes sintomas: 1. Dificuldade do paciente de formular um conceito sobre algo que lhe seja dito; 2. Desatenção, principalmente visual, na organização de suas atividades de vida diária (o paciente tem tendência à atenção concreta); 3. Falta de planejamento para organizar uma estratégia mental ou física; 4. Problemas com a sequência, principalmente para realizar alternâncias.
Associados ao primeiro grupo estão os sintomas visoespaciais, originados nos lobos parietais. Embora o paciente tenha visão normal, ele não organiza as imagens no espaço de acordo com o que está vendo, deixando de realizar uma série de estímulos por não percebê-los. Os transtornos cognitivos que estão conduzindo o paciente para demência devem interferir nas atividades de vida diária, independentes dos sintomas motores da doença de Parkinson.

2. Ao segundo grupo clínico são os sintomas relacionados com a linguagem. Aqui temos que fazer uma divisão entre linguagem e fala. A linguagem caracteriza-se por transtorno no pensamento do que é compreendido e falado. A fala apresenta problemas em quatro setores: 1. Volume da fala do paciente pode ser hipofônica, sussurrante e afônico; 2. Ritmo da fala contém hesitação, pausas inadequadas, taquifemia e palilalia; 3. Melodia da fala possui voz monótona, apagada, aprosódica e sem inflexão; e 4, Articulação das palavras, apresenta articulação imprecisa e disártria hipocinética. A parte da fala surge em paciente com doença de Parkinson sem necessariamente está com demência, mas os transtornos da linguagem aparecem com a demência.

Os problemas com a linguagem são parecidos com aqueles vistos na doença de Alzheimer, embora não tenha a mesma intensidade. Dois componentes fazem parte da síndrome: fluência e anomia. A fluência pode ser verbal e semântica. A fluência verbal é mais prejudicada na doença de Parkinson do que a fluência semântica. Na fluência verbal, o paciente tem grande dificuldade de dizer palavras começadas por uma letra durante 180 segundos. A fluência semântica o paciente diz nomes de animais começados por qualquer letra durante 180 segundos.

A perda de memória recente ocorre pelo fato de o paciente não evocar o que lhe foi informado, mas que pode ser evocado por meio de uma pista semântica. O paciente percebe o estímulo visual ou auditivo, registra esse estímulo no seu cérebro, mas quando é para evocar ele não lembra, a não ser por meio de uma pista. Isso acontece na fase inicial da síndrome amnéstica. O outro componente é a anomia ou a incapacidade de dizer o nome do objeto que é visto. A anomia acontece durante a fala espontânea ou elaborada após uma pergunta, mas pode ser menos visto na linguagem automática. Esses sintomas não melhoram com levodopa, mas podem melhorar com substâncias de um grupo chamado de anticolinesterásicos.

Cada caso de doença de Parkinson, associado aos problemas cognitivos e a demência, evolui de uma forma diferente tanto na intensidade como na sua forma clínica. As variações ocorridas no comportamento e na cognição podem melhorar pela ajuda de medicamentos e, principalmente, pelo equilíbrio da dinâmica familiar. O apoio da família é fundamental para um desenrolar equilibrado, quando a família aceita a doença de Parkinson no seu ente querido, esse comportamento transforma-se em um ato de amor. Os pais sempre foram exemplos de responsabilidade e de autoridade dentro do seio familiar, os baluartes na formação e na construção da estrutura da família, agora têm seus papeis invertidos e dependentes de filhos, netos, irmãos, etc. Para os filhos e cônjuges a inversão de papeis é uma tarefa muito difícil. Primeiro pelo choque afetivo e segundo pela mudança causada na vida de todos que habitam o mesmo lar.

Nessa situação, se faz necessário a orientação de um psicólogo, experiente no assunto, para ajudar os familiares a lidar com os conflitos emocionais. A instalação das dificuldades oferecidas pelo paciente implica na mudança de valores e atribuições para outros. A inversão de responsabilidades dos demais contribui para aflorar todos os tipos de medo, os quais se projetam na outra pessoa como dor, ansiedade, tristeza, constrangimento, angústia, amarguras, etc. Algumas pessoas reagem se distanciando do problema com justificativas, enquanto outras se aproximam do problema amenizando as suas culpas. As reações de cada pessoa geralmente estão vinculadas a história de vida de cada uma, e para elas, o que elas acreditam existe.

Dr Paulo Brito
CRM 6322-PE
Professor de Neurologia

TRANSTORNOS DE HUMOR

Os transtornos do humor mais comuns encontrados na doença de Parkinson (DP) são depressão, apatia e ansiedade é mais do que na população de mesma faixa etária. Transtornos depressivos significativos estão presentes de 10 a 80% dos pacientes com DP. Essa variabilidade dos resultados confere a estudos múltiplos e a superposição dos sintomas que dificultam o verdadeiro diagnóstico de depressão na DP. Estudos mais concisos mostraram que a depressão está associada à DP em cerca de 50% dos casos. A depressão associada à DP, ainda pode ser dividida em subtipos, como: depressão maior em 30%, distimia em 20% e depressão menor em 10%. Um dado de importância desses estudos foi o de que a depressão maior associada à DP confere pior prognóstico, quando comparada aos demais tipos. A depressão associada a DP é mais comum na forma rígido-acinética e quando os sintomas da DP surgem no lado direito do corpo. Os sintomas depressivos estão correlacionados a baixos escores de qualidade de vida relacionada à saúde e são os principais determinantes desses escores. Os sintomas depressivos na DP parecem estar relacionados à disfunção catecolaminérgica, afetando o sistema límbico que regula as emoções e as funções afetivas.

TRATAMENTO

Não existe ainda cura da Doença de Parkinson, porém existe o tratamento para aliviar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida.
Podemos utilizar as seguintes medidas no tratamento da doença de Parkinson: medicamentoso, fisioterapia, fonoterapia, apoio psicológico, cirúrgico, orientação nutricional e participação de atividades sociais.
O sugestão farmacológico é baseado na fisiopatologia e os seguintes medicamentos podem ser utilizados são: levodopa, agonistas dopaminérgicos, inibidores da enzima MAO-B, amantadina.

A medicação a ser utilizada no tratamento vai depender dos sintomas, da idade, da atividade que você realiza. Geralmente se inicia com uma medicação e durante as avaliações dependendo do efeito ou de reações indesejadas pode ser modificado ou acrescentado mais algum medicamento.
Em alguns casos o tratamento cirúrgico é indicado, mas isto também vai depender de vários fatores que são levados em conta. O sugestão cirúrgico pode ser feito de duas maneiras: uma é o que chamamos estereotaxia, que é feita através de uma lesão microscópica em uma região do cérebro para alívio dos sintomas. Outro procedimento é chamado estimulação cerebral profunda que se faz através da colocação de eletrodos que vão emitir sinais elétricos para a região do cérebro responsável pelo controle dos sintomas motores e isto ajuda aquela região funcionar melhor.

Além disto, é importante a realização de exercícios com orientação de um profissional fisioterapeuta. Ele vai lhe ensinar os exercícios mais adequados para o seu problema.
O auxílio de um profissional fonoaudiólogo é importante se começam a ocorrer alteração da voz e dificuldade para engolir.
A dieta deve ser saudável e constar de todos os elementos como frutas, vegetais, carnes, cereais, massas em quantidades equilibradas. Se você tiver alguma restrição devido a alguma outra doença deve sempre comunicar o seu medico. Existem algumas orientações em relação à alimentação e a tomada de alguns medicamentos, como por exemplo, a levodopa que dever ser sempre ingerida longe do horário das refeições.
Se você se sentir triste ou deprimido comunique isto ao seu médico, pois ele poderá medicá-lo adequadamente ou encaminhá-lo a um profissional da área.

O sugestão não é completo sem o apoio da família. A família tem um papel fundamental na vida de um paciente com Doença de Parkinson no sentido de sempre apoiá-lo e ampará-lo nos momentos difíceis e também estimulá-lo para que participe de atividades sociais.

TRATAMENTO GRATUITO PELO SUS

O Ministério da Saúde através de suas políticas de saúde disponibiliza no Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos para a Doença de Parkinson. Estes medicamentos estão divididos em 2 grupos. O primeiro grupo são medicamentos disponibilizados pelas Farmácias de Alto Custo das Secretarias Estaduais de Saúde sendo eles:

Amantadina 100 mg
Bromocriptina 2,5 mg e 5 mg
Cabergolina 0,5 mg
Entacapona 200 mg
Pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg
Selegilina 5 mg e 10 mg
Tolcapona 100 mg

O segundo grupo de medicamentos é disponibilizado através dos postos municipais de saúde, sendo eles:

Biperideno 2 mg
Biperideno 4 mg
Levodopa + benserazida 200/50 mg
Levodopa + benserazida 100/25 mg
Levodopa + carbidopa 250/25 mg
Levodopa + carbidopa 200/50 mg

VESTIR

Com a evolução da doença, os movimentos mais finos como abotoar, desabotoar, fazer laços tornam-se mais difíceis. O uso de zíper, velcro, calçadeiras de cabo longo, sapatos com fechos elásticos pode facilitar os movimentos. As roupas também devem ter aberturas largas para pernas, braços e cabeça para melhor vestir.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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