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Natal e minhas lembranças

Natal, data tão esperada que minha mãe costumava dizer que bastava chegar ao mês de junho e já estávamos às portas do aniversário de Jesus. E ela tinha razão, os dias e meses parecem voar depois da metade do ano e quando se vê as canções de Natal ecoam por toda a parte.

Por mais que os céticos digam que tudo é comércio, o espírito natalino continua vivo. Não deixo de emocionar-me com os cânticos, com as árvores enfeitadas, com os filmes e principalmente com o sacrifício imensurável de Nosso Bom e Eterno Deus em deixar nascer como homem e sofrer como homem o seu único filho, Jesus Cristo, que veio com a finalidade de propiciar a todos nós a redenção dos nossos pecados, veio pagar com seu sangue derramado na cruz do calvário os erros que nós cometemos. Somos seus eternos devedores.

Como deixar de comemorar a vinda deste nosso Resgatador? Como deixar de agradecer pelo seu imenso sacrifício? Só mesmo aqueles que não têm a menor noção de gratidão. E veja que ingratidão é coisa tão ruim que até o diabo não a quer. Veja que se nós devêssemos R$ 1.000,00 e encontrássemos alguém que pagasse a nosso credor por nós este valor, o quanto seríamos gratos por este favor. Mas em se tratando do resgate de nossa vida de erros e pecados, esquecemos de agradecer a Deus e a Jesus Cristo o pagamento que foi feito não com dinheiro, mas com tristeza, sacrifício, dor e com morte.

Gosto de colocar sobre a mesa de Natal um bolo ou uma torta de aniversário e cantar parabéns para Jesus, mas meus filhos ficaram adultos e este costume foi relegado por um tempo. Mas agora temos um menininho na família, meu neto, Enzo que já está com dois anos e já diz “tal” quando vê uma árvore natalina e este ano a festa do aniversário de Jesus será resgatada em nossa família.

Lembro-me de minha adolescência, quando trabalhei um ano inteirinho para fazer a festa do aniversário de Jesus no bairro onde morava, Curva da Morte, em São Paulo, que depois passou a chamar-se Vila Libanesa. Naquele ano, na época das chuvas, colocava jornal para tampar os furos dos sapatos, pois não queria gastar nem mesmo com meia sola.

Minha mãe costurava camisas infantis, saias, blusas, vestidos e shortinhos e eu comprava os retalhos e os brinquedos com meu salário minguado de vendedora de loja. Mas quando chegou o dia 24 de dezembro começamos a montar o pinheirinho, que de pequeno só tinha o nome, pois quase não entrou na sala. Nos galhos poucas bolas natalinas estavam dependuradas o forte da decoração eram pêssegos, maçãs, cachos de uva, sonhos de valsa, saquinhos de pipoca e de balas de goma, tudo arrematado com metros e metros de passamanaria, aquelas fitas bordadas. Podem até não acreditar, mas foi, a meu ver, a mais linda árvore de natal que já vi em minha vida.

Depois de cantar os parabéns para Jesus, fizemos a distribuição das roupinhas e dos brinquedos para todos os cadastrados e logicamente para os muitos penetras bem vindos. Servimos bolo confeitado com ki-suco de uva… rsrsrsr.

Lindas lembranças de minha adolescência… muito lindas. Ainda sinto o gosto bom do bolo e do gosto ruim do ki-suco.

Nós da A Loja do Chá de Aracaju
Desejamos um Feliz Natal para você e seus familiares!

Malva e Erick Gomes.

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