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Fibromialgia Juvenil

Qual a Prevalência da Fibromialgia Juvenil? As manifestações da fibromialgia tendem a ter início na vida adulta, no entanto 25% dos pacientes referem apresentar sintomas dolorosos desde a infância.

De fato, as queixas musculoesqueléticas são muito comuns na infância e adolescência. Em escolares a prevalência de dores musculoesqueléticas é de 1,2 a 7%, com idade média de 10 anos. Esse diagnóstico torna-se progressivamente mais freqüente com o aumento na faixa etária de 8 a 21 anos. A presença de dores em alguma parte do corpo nos últimos três meses ocorre em 70% das crianças, ao menos uma vez por mês, em 32%, ao menos uma vez por semana, sendo mais rara a queixa de dor diária. Um levantamento mexicano observou que 1/3 de crianças pré-escolares apresenta queixas dolorosas musculoesqueléticas e 1,3% destas preenchem critérios para fibromialgia.

Em ambulatórios de Reumatologia Pediátrica a freqüência de dores musculoesqueléticas pode chegar a 55% dos atendimentos. Um estudo realizado por um período de 8 anos, com 81 adolescentes atendidos ambulatorialmente, demonstrou que 50% destes apresentavam dores difusas e 50% dores localizadas. Dos que apresentavam dores difusas, 81% dos casos preenchiam critérios para fibromialgia, sendo que 10% dos pacientes com dores localizadas evoluíram com queixas dolorosas difusas.

SEXO

Quanto ao sexo, a fibromialgia juvenil é mais freqüente em meninas, em torno de 75% dos casos. Por outro lado, um estudo de 60 atendimentos consecutivos de adolescentes do sexo feminino em um ambulatório de Reumatologia demonstrou que 32% das pacientes preenchiam critérios para fibromialgia.

DOR

As dores musculoesqueléticas na infância e adolescência constituem uma entidade complexa, com múltiplas etiologias.

Acometem 4,2 a 15,5% das crianças e correspondem a 7% dos casos atendidos no ambulatório de pediatria geral, frequência esta semelhante à verificada para as dores abdominais recorrentes e cefaleia. Nos serviços de reumatologia pediátrica 26% dos casos atendidos referem dores musculares e articulares indefinidas; o diagnóstico de fibromialgia é possível de ser feito em 55 a 88% das crianças que apresentem dores musculoesqueléticas difusas.

As manifestações dolorosas crônicas tendem a agrupar-se em famílias ditas “dolorosas”. A presença das queixas dolorosas entre os membros de uma família e ao longo de gerações pode relacionar-se a mecanismos genéticos, ambientais ou comportamentais. Até já foi sugerida uma transmissão genética, no entanto estudos subsequentes não confirmaram esta hipótese, demonstrando que a frequência de fibromialgia em filhos de pacientes com fibromialgia é de apenas 28%. Inversamente, estudando crianças com fibromialgia, a probabilidade destas apresentarem mães com o mesmo diagnóstico é de 71%.

FAMILIARES

Parentes de pacientes com fibromialgia apresentam mais frequentemente piora da qualidade de vida, grande número de pontos dolorosos e o diagnóstico de fibromialgia está presente em 25% destes. Deve-se considerar ainda que crianças com fibromialgia e seus pais apresentam maior frequência de fadiga quando comparados a crianças com artrite reumatoide juvenil.

Por que a Fibromialgia Juvenil ocorre?

Apesar de não se saber o que causa a fibromialgia juvenil, diversos fatores estão envolvidos em suas manifestações, fazendo que a criança fique mais sensível frente a processos dolorosos, a esforços repetitivos, à artrite crônica, a situações estressantes como cirurgias ou traumas, processos infecciosos e distúrbios psicológicos Acredita-se que exista uma interação de fatores genéticos, neuroendócrinos, psicológicos e distúrbios do sono predispondo o indivíduo à fibromialgia.

Como se manifesta a Fibromialgia?

O diagnóstico de fibromialgia baseia-se na pesquisa de pontos de dor de acordo com o que é padronizado pelo Colégio Americano de Reumatologia desde 1990. Assim, é necessária a presença de queixas dolorosas musculoesqueléticas difusas, na vigência de 11 dos 18 pontos padronizados, que são pesquisados por meio de digitopressão. Os pontos dolorosos correspondem a inserções de tendões ao osso ou a músculos.

AVALIAÇÃO DIFÍCIL

A dificuldade em se avaliar as queixas dolorosas em crianças ocorre devido à certa disparidade entre as queixas da criança e o que é referido pelos pais. Soma-se a isso a credibilidade da informação obtida da criança. Portanto, a pesquisa dos pontos de dor deve ser feita de forma cautelosa e, às vezes, torna-se necessária mais de uma consulta, em intervalos de tempo de uma semana a um mês para a confirmação dos achados. Quanto mais nova a criança, mais difícil se torna firmar o diagnóstico de fibromialgia.

FIBROMIALGIA E ARTRITE REUMATOIDE JUVENIL

Além disso, comparando-se crianças com fibromialgia e com artrite reumatoide juvenil, as com fibromialgia apresentam maior fadiga, queixas dolorosas mais proeminentes e maior número de pontos dolorosos. Assim como no adulto, na fibromialgia juvenil queixas de sono não restaurador, ansiedade, cefaleia, parestesias e sensação subjetiva de edema de extremidades estão presentes. Nos casos de síndrome da fadiga crônica descritos em crianças, quase 30% dos pacientes preenchem critérios para fibromialgia.

FIBROMIALGIA PRIMÁRIA

Na fibromialgia primária não foram observadas alterações nas provas laboratoriais, exame radiológico, eletromiográfico ou histopatológico. A polissonografia pode apresentar alterações como a redução da quantidade do sono de ondas lentas ou a intrusão de ondas alfa nesses estágios do sono onde predominam as ondas delta e aumento no número de despertares.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de fibromialgia não exclui a presença de outras doenças, como a artrite crônica juvenil, hipermobilidade ou a associação com o hipotireoidismo, tendo sido descritos casos em zonas endêmicas para a doença de Lyme, que é causada pela mordedura de carrapatos.

HIPERMOBILIDADE E DORES MUSCULOESQUELÉTICAS

A hipermobilidade e as dores musculoesqueléticas são frequentes em pré-adolescentes, mas a primeira não parece ser um fator determinante para as manifestações dolorosas. Da mesma forma a associação entre fibromialgia e hipermobilidade é controversa, sendo necessários estudos a longo prazo.

DISTÚRBIOS EMOCIONAIS

Apesar de estar muitas vezes associada a distúrbios emocionais, a fibromialgia não é uma condição psicogênica. Crianças com fibromialgia orientadas quanto à forma de lidar com a sua sintomatologia não apresentam diferença significante no ajustamento psicológico e relacionamento familiar quando comparadas a outras crianças. Por outro lado, as dificuldades familiares e a vida estressante podem estar presentes na história de crianças com condições dolorosas crônicas sem que uma relação causa-efeito possa ser estabelecida.

TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA JUVENIL

Com o objetivo principal de motivar a volta às atividades e a promover a reintegração social, o tratamento da fibromialgia juvenil deve abranger o uso de medicamentos, reabilitação, abordagem psicossocial e orientação dos pais. A participação da criança ou adolescente é importante para o sucesso do tratamento.

TERAPIA COGNITIVA

Estratégias para lidar com os sintomas dolorosos têm se mostrado eficazes, como a terapia cognitiva , que promove relaxamento muscular, redução da dor, melhora do sono e do humor.

EXERCÍCIOS DE BAIXO IMPACTO

Com base nos estudos sobre fibromialgia no adulto, exercícios aeróbicos de baixo impacto apresentam efeito benéfico, independente das outras modalidades terapêuticas empregadas.

MEDICAMENTOS NA FIBROMIALGIA JUVENIL

Poucos são os estudos quanto ao uso de medicamentos na fibromialgia juvenil. Foi descrito o uso de ciclobenzaprina, eficaz em 73% dos casos e de amitriptilina, 0.5 mg/kg em casos esporádicos.

COMO SERÁ O FUTURO DA CRIANÇAS COM FIBROMIALGIA JUVENIL?

Em adultos as manifestações da fibromialgia se mantêm ao longo dos anos, no entanto, em crianças o futuro parece ser mais favorável. O acompanhamento de 15 crianças em idade escolar durante 30 meses mostrou que 73% melhoraram dos sintomas de dor, mesmo sem o uso de medicamentos. Outro estudo, de 37 crianças com dores musculoesqueléticas durante um período de 9 anos, mostrou que 40% não mais apresentavam as queixas dolorosas após um período médio de 2 anos. Os fatores determinantes para o tipo de evolução que a fibromialgia juvenil irá apresentar são a duração da história de dor, a freqüência de queixas difusas e o ambiente familiar.

INCAPACIDADE FUNCIONAL

A fibromialgia juvenil leva à incapacidade funcional da mesma forma que outras doenças reumatológicas da infância. A limitação causada pela fibromialgia é função do ajuste psicológico e condicionamento físico da criança ou adolescente, bem como da sua capacidade em lidar com os sintomas dolorosos.

ESTUDOS

O primeiro estudo controlado prospectivo sobre a fibromialgia juvenil foi realizado em 1985, quando foram acompanhadas 33 crianças por um período de três anos. A idade de início dos sintomas variou de 5 a 17 anos, com maior frequência no sexo feminino (84% dos casos), predominando em meninas adolescentes (entre 13 e 15 anos) com manifestações dolorosas, musculoesqueléticas difusas ou localizadas. A duração das queixas foi de 3 a 122 meses, em média de 30 meses, influenciadas por fatores moduladores, com piora das queixas, em especial, com o clima frio, úmido e com a sobrecarga física.

Os autores observaram grande frequência de dores musculoesqueléticas (97%), rigidez muscular (79%), sono não restaurador (100%), fadiga matinal (91%) e ansiedade (70%). Os tender points, ou seja, os pontos dolorosos, foram observados, mais frequentemente, na região cervical, seguindo-se a interlinha medial dos joelhos e o epicôndilo lateral. Em comparação com a população adulta previamente estudada pelos autores, foram mais comuns nas crianças a presença de sensação subjetiva de edema, dor em tornozelos e piora dos sintomas com esforço físico.

Queixas relacionadas com distúrbios do sono ocorrem em 62 a 75% dos pacientes com fibromialgia, em comparação com 9% dos indivíduos saudáveis e até 38% nos pacientes portadores de artrites crônicas. Na população pediátrica, 67 a 73% das crianças fibromiálgicas referem dormir mal e 100% referem fadiga ao despertar, indicando padrão de sono não restaurador. (Rev. Bras. Reumatol. 1997; 37: 271-273).

TRATAMENTO FITOTERÁPICO

As plantas medicinais do cerrado mais indicadas para o tratamento da fibromialgia, são Cipó de Junco; Santa Branca, Valeriana, Arnica, Calêndula, Erva Baleeira, Garra do diabo, Gengibre, Ginkgo biloba, Graviola, Cipó Mil Homens, Unha de Gato, Uxi Amarelo, Sucupira, Erva Andorinha.

TROFOTERAPIA:

Vitamina D: Em alguns casos observou-se que indivíduos com fibromialgia possuem carência de vitamina D que manifesta-se causando osteoporose, dor de cabeça e enxaquecas e por isso aconselha-se um aumento do consumo de alimentos que contém vitamina D como atum, gema de ovo, alimentos enriquecidos com vitamina D e sardinha enlatada.

Magnésio: A concentração de magnésio também encontra-se frequentemente diminuída nestes pacientes, mas ele é importante para a saúde pois é utilizado no transporte de energia pelo corpo e ajuda a controlar melhor a dor. Alguns alimentos ricos em magnésio são: banana, abacate, semente de girassol, leite, granola e aveia.

NOSODIOTERAPIA: Tratamento de 01 ano

Constitucional de Bach Nº ___ Adquira 01 frasco a cada 03 meses. O 1º é tomado em jejum 24 horas antes de iniciar o tratamento com os Nosódios. (envie-nos informações sobre a sua idade, peso e altura para que possamos determinar). Agende os outros e não esqueça de adquirir bem antes para que dê tempo de chegar.

05 frascos de Nosódio Muscular: 05 gotas manhã e noite. Iniciar o tratamento 24 horas depois que tiver tomado o Bach. Dê um espaço de 15 a 20 minutos entre um nosódio e outro.

05 frascos de Mio Nosódio: 05 gotas manhã e noite. Iniciar o tratamento 24 horas depois que tiver tomado o Bach. Dê um espaço de 15 a 20 minutos entre um nosódio e outro.

Parte superior do formulário

PRODUTOS NATURAIS:

02 Caixas de Dolomita – Modo de usar: 01 colher de chá sobre os alimentos em 01 refeição/dia. Pode ser na vitamina ou sobre o feijão ou no pão. É difícil de misturá-la em água, mas é fácil se for misturada no mel. Uma colhe de sopa de mel é o suficiente.

FITOTERAPIA:

Chás para fibromialgia: Ginkgo-biloba erva de São João, Cipó de Junco, Santa Branca, e também Valeriana, Arnica, Calêndula, Erva Baleeira, Garra do diabo, Gengibre, Ginkgo biloba, Graviola, Cipó Mil Homens, Unha de Gato, Uxi Amarelo, Sucupira, Erva Andorinha.

Use chás de forma complementar, lembrando de diversificar. Exemplo:

Chá de erva de São João, esta erva possui propriedades relaxantes, diminuindo assim as dores da fibromialgia, sendo por isso outro excelente remédio natural para fibromialgia.

Modo de usar: Coloque uma colher de sopa da erva em pó numa garrafa térmica de 01 litro. Complete com água fervente (bobulhante) e tampe. Só tome a primeira xícara depois de 15minutos. Pode tomar uma xícara de chá 03 X no dia ou ir tomando xícaras de cafezinho ao longo do dia. Beba morninho. Esta quantidade dá para tomar de 4 a 5 xícaras do chá da erva no dia em que estiver com muitas dores no intervalos de seis a oito horas, pois o chá irá agir como um relaxante muscular e aliviar as dores causadas pela fibromialgia. Doses menores ao longo do dia também previnem o aparecimento de dores musculares.

Suco de couve para fibromialgia

1 copo de suco puro de laranja + 2 folhas de couve: Não adoçar

Modo de Fazer:

Bater muito bem todos os ingredientes no liquidificador e tomar a seguir, sem coar. Recomenda-se tomar este suco 2 vezes ao dia, 1 em jejum e outra ao final da tarde. Varie o sabor do suco, batendo a couve com outras frutas como abacaxi, limão ou maçã… Ou outra de sua preferência. Consumir a couve sempre crua.

A couve é rica em cálcio, ferro e fósforo e nas vitaminas A, B e C que ajudam a tonificar os músculos, fortalecer os ossos, melhorar a circulação sanguínea, aumentar a energia e desintoxicar o organismo, sendo excelente para diminuir as dores provocadas pela fibromialgia. Este remédio caseiro deve ser tomado diariamente e em aproximadamente 1 mês, o indivíduo já se sentirá melhor. Mantenha o suco em sua vida, pois há outros benefícios como melhora da qualidade do sangue, da anemia, da imunidade.

Se trabalhar fora, leve a couve do suco da tarde picadinha e numa lanchonete peça para baterem com o suco de laranja.

Tratamento de 03 a 06 meses – Medicação abaixo para 40 dias

05 Frascos de Floral Essencial Canela de velho – Modo de Usar: 30 gotas em 200 ml de água 03 X dia: 07 – 14 e 21 horas.

05 Frascos de Floral Essencial Fibromin – Modo de Usar: 30 gotas em 200 ml de água 03 X dia: 07:30 – 14:30 e 21:30 horas.

05 Frascos de Floral Essencial Ginkgo-biloba: Modo de Usar: 30 gotas em 200 ml de água 02 X dia: 06 – 18 horas. Melhora a circulação e retira metabólitos, trazendo sensação de alívio das dores da fibromialgia.

03 Frascos de Floral Essencial Revitalorg S/E: Modo de Usar: 30 gotas em 200 ml de água 01 X dia: 08 horas

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Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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