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Alcoolismo – O mal de sempre

É muito difícil definir corretamente alcoolismo; Podemos dizer que é simplesmente a necessidade irreprimível de consumir álcool, mas é também definido com doença, e doença incapacitante para o trabalho, para a família e para a sociedade. Afeta o organismo, trazendo várias doenças citadas abaixo. Veja antes os tipos de alcoolismo:

Tipos de alcoolismo

A OMS distingue:
• Intoxicação aguda
• Consumo repetido
• Abuso ou utilização nociva
Tipos de dependência
Dependência física – síndrome de privação
Tolerância – necessidade de aumentar a dose para sentir os mesmos efeitos
Dependência psíquica – impossibilidade de passar sem o seu consumo

Alcoolismo e as doenças

Cirrose
O tempo de consumo para desenvolver uma cirrose é de 10 anos para a mulher e 15 para o homem para ingestões diárias médias de 30 g para a mulher e 50 para o homem 40 a 80% morre dentro de 5 anos

Pancreatite
Cerca de 30% são induzidas pelo álcool – Complicações psiquiátricas e neurológicas – Alterações do comportamento
Variam conforme a quantidade de álcool ingerida Até uma concentração de álcool de 0,5 g/l há um efeito psicoestimulante acompanhado de uma desinibição que leva a comportamentos de risco, como na condução. Para lá desta concentração há sedação. O alcoolismo crônico pode afetar o julgamento dos atos e os processos afetivos levando a problemas sociais, laborais e familiares.

Alterações cognitivas
A longo prazo mais de 50% dos alcoólicos mostra alterações cognitivas:
• Alterações da memória
• Alteração das capacidades visuais e motoras
Síndrome de Wernicke
Síndrome confusional associado à ataxia, paralisias oculomotoras e por vezes a alterações da consciência. Está associado a uma carência em vitamina B1 devida à má alimentação frequente no alcoólico crônico e por vezes a má absorção

Síndrome de Korsakof
Associação de alterações da memória a uma desorientação temporal e a confabulações Delirium tremens. Doença muito grave devida à supressão brutal do álcool caracterizada por:
• Confusão mental
• Alucinações
• Insônia
• Sonolência diurna
• Aumento ou diminuição da atividade psicomotora
• Desorientação espacial
• Não reconhecimento de pessoas
• Alterações da memória
• Epilepsia
• Convulsões

Epilepsia
É a causa mais importante das epilepsias tardias 20 a 40% dos casos estão ligados à privação

Demência alcoólica
Surge em consumos superiores a 60g/dia, provocando alterações em:
• memória e da aprendizagem
• atividade psicomotora
• apreciação do espaço
• capacidade de raciocínios complexos

Ilusões e alucinações
Os alcoólicos podem ter ilusões (sensações deformadas) ou alucinações (sensações irreais)
Os alcoólicos têm consciência das ilusões
As alucinações podem levar a atos delituosos

Coma
O consumo de uma grande quantidade de álcool pode levar ao coma alcoólico

Cardiomiopatia
Surge quando o consumo de álcool foi pelo menos de 5 anos Pode levar a falha cardíaca

Hipertensão
Ingestões superiores a 20 g/dia podem produzir hipertensão. Diminui ou normaliza-se com a supressão do álcool

Cancros
Os cancros da boca, faringe, esôfago e laringe são mais frequentes em alcoólicos

Síndrome álcool-fetal
O álcool atravessa facilmente a barreira placentária passando para o feto. Um consumo de álcool superior a 100 g de álcool durante toda a gravidez pode afetar o feto provocando o síndrome álcool-fetal que se manifesta por:
• Malformações do crânio e face
• Atraso do crescimento
• Anomalias do sistema nervoso
• Malformação de órgãos

Conseqüências do comportamento do alcoólico
Sociais
• Acidentes de viação
• Delinqüência

Laborais
• Baixo rendimento
• Incapacidade
• Faltas
• Acidentes

Familiares
• Maus tratos
• Abandono do lar
• Separação ou divórcio
• Filhos alcoólicos

Recomendações da OMS

Não tomar álcool nas seguintes situações
• Gravidez
• Infância
• Condução de automóveis ou de máquinas perigosas
• Profissões que exijam vigilância
• Uso de certos medicamentos
• Algumas doenças como a epilepsia e pancreatite
• Antigo álcool dependente

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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