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Alcoolismo: É bom para quem?

Muito bom, na verdade um excelente negócio para os donos de bares, boates, botequins, casas de show, barracas de praia, etc… Somente eles e as indústrias de bebidas alcoólicas se beneficiam das desgraças que caem diretamente no seio das famílias onde há um alcoólico ou alcoólatra como eram chamados aqueles que bebem em excesso. São pais maltratados e envergonhados pelos excessos dos filhos e filhos, por sua vez, também maltratados e envergonhados pelos excessos dos pais. Ninguém sai lucrando nesta guerra, a não ser, volto a repetir: os donos de bares, boates, botequins, casas de show, barracas de praia, e as indústrias de bebidas alcoólicas. Os pais deveriam servir de espelhos para os filhos e os filhos deveriam ser fonte de orgulho para os pais.

Vejam só… e ainda há bebedores que dizem: Vou ali, no bar do meu amigo… Amigo?! Amigo coisa nenhuma, se fosse não venderia nada que fosse prejudicial para ele podendo infelicitar a própria vida e a dos próximos!

O alcoolismo é uma doença cujo consumo de bebidas alcoólicas se encontra em um nível que interfere com a saúde física ou mental do paciente, afetando negativamente seus relacionamentos e status social. Tal como outras dependências químicas, o alcoolismo é clinicamente definido como uma doença tratável. Os fatores de risco que contribuem para tal condição incluem o ambiente social, estresse, saúde mental, predisposição genética, etnia, sexo e idade. O abuso de álcool em longo prazo provoca alterações fisiológicas no cérebro, que se torna incapaz de controlar a compulsividade em ingerir álcool e sofre com a síndrome de abstinência alcoólica com a interrupção do consumo de álcool.

O alcoolismo na adolescência é fator preocupante. Segundo pesquisadores, adolescentes que começam a beber álcool antes dos 15 anos são quatro vezes mais predispostos a desenvolver o alcoolismo do que aqueles que bebem após os 21 anos de idade. Nos EUA, estima-se que cerca de 3 milhões de adolescentes sofrem de alcoolismo. A maioria dos adolescentes começa a beber para celebrar momentos ou em condições de excitação ou pressão. Outras causas podem incluir falta de apoio parental, problemas disciplinares ou sentimento de rejeição, ansiedade, depressão e influência do comportamento dos pais.

No estágio inicial do alcoolismo, a pessoa começa a ficar dependente do álcool para interferir em seu humor. As pessoas começam a beber com certa frequência para aliviar-se dos problemas cotidianos. Nesta fase ocorre um aumento gradual da tolerância, sendo o álcool cada vez mais o responsável por alterações no humor. Com o passar do tempo, o organismo começa a perder sua capacidade de lidar com níveis elevados de álcool. Logo após essa fase, o desejo de beber torna-se gradualmente mais intenso. Beber grandes quantidades com maior frequência se torna mais comum e a tolerância ao álcool diminui na medida em que a intoxicação chega com maior facilidade. Nesta fase, os sintomas da abstinência começam a se manifestar quando a quantidade de bebida é reduzida. Na pior fase, o paciente já se tornou obcecado pela bebida alcoólica, se tornando um grande problema para os familiares e amigos. A saúde física e mental do alcoólatra se deteriora e vários órgãos do corpo são afetados. O processo de digestão é afetado e diminui o número de nutrientes absorvidos pelo corpo, vez que a função hepática foi prejudicada. As células recebem menos nutrientes que o necessário e o corpo tende a apresentar uma série de deficiências de vitaminas e minerais no corpo. O alcoolismo prolongado pode ocasionar a cirrose, um dos efeitos mais graves do alcoolismo, com o aparecimento de uma cicatriz quase irreversível no fígado.

As plantas medicinais são utilizadas popularmente na medicina alternativa para o tratamento do alcoolismo, vez que fármacos tradicionais podem causar fortes efeitos colaterais sobre o fígado dos pacientes alcoólatras, já sobrecarregado pelo problema do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. As ervas, fitoterápicos e demais remédios naturais não podem ser consideradas como milagrosos, mas podem ajudar no processo de reabilitação e cura de forma a fortalecer a parte física e emocional do paciente e ajudar a minimizar os efeitos colaterais decorrentes da abstinência.

Várias pesquisas sugerem que o Kudzu (Pueraria lobata), planta medicinal nativa do Japão e China e muito pouco conhecida no Brasil, pode ajudar a diminuir o desejo por bebidas alcoólicas. Várias evidências sugerem que o Kudzu funciona como um tônico para o fígado, aumentando sua capacidade de combater as toxinas. Mas convém lembrar que estamos no Brasil, onde a diversidade de plantas medicinais é invejável e entre as hepatoprotetoras temos:

Dente-de-leão

Abutua

Acariçoba

Agrião

Alcaçuz

Alfazema

Artemísia

Bardana

Beldroega

Borragem

Caapeba

Carqueja

Erva-tostão

Fedegoso

Jurubeba

Losna

Mulungu

Carqueja

Pariparoba

Picão preto

E muitas outras.

O que tem que ser feito é passar a usá-las de maneira criteriosa. Chás diários alternando as ervas, que devem ser secas e trituradas, observando a seriedade de quem vende as plantas medicinais.

Em um estudo antigo, hamsters podiam escolher entre beber água e álcool. Quando o Kudzu foi ministrado aos mesmos, a preferência dos mesmos foi por água. No entanto, sem o uso da planta, as cobaias escolheram beber álcool. Na Ásia, o Kudzu é usado tradicionalmente como um remédio para o alcoolismo.

Outra erva muito conhecida para proteger o fígado é o Cardo-Mariano (Silybum marianum), também conhecido como Cardo-Leiteiro, que infelizmente abunda na Europa e não existe no Brasil, não confundir com Cardo Santo, pois não se trata da mesma erva. A silimarina presente no Cardo Mariano, especificamente em suas sementes, fortalece o fígado e ajuda o mesmo a eliminar toxinas.

Entre as plantas brasileiras, temos o Pega pinto (Erva tostão ) e a Caapeva que tem efeito semelhante ao do Cardo Mariano, senão igual. Nosso bom e eterno Deus é assim, dá a todos os povos os ingredientes necessários para que possa ser promovida a saúde de forma natural.

Na medicina tradicional chinesa, o Cogumelo-Reishi é apontado como uma planta preventiva para o aparecimento de cirrose decorrente do abuso de álcool. Já o Maracujá e a Centella asiática podem ser úteis para pessoas que enfrentam duros períodos de abstinência do álcool.

Alguns hábitos simples no dia a dia podem ajudar a melhorar a condição do paciente, dependendo do nível de alcoolismo presente no corpo. O consumo diário de frutas pode ajudar a reduzir os efeitos negativos do alcoolismo. Sucos de frutas cítricas são bons para aliviar os efeitos da ressaca. Maçãs e bananas podem ajudar a eliminar toxinas do sangue. O consumo regular de uvas in natura ou suco natural pode, em algumas pessoas, diminuir a vontade de beber álcool. A prática de esportes também pode ajudar a melhorar as condições emocionais dos pacientes e diminuir a vontade de consumir álcool. Apoio de amigos e familiares, bem como a participação em reuniões de Alcoólicos Anônimos (AA) e em casos extremos a internação em clínicas para dependentes do álcool, também integram, o que é um passo importante para a cura do vício do alcoolismo.

Antes de rir do ser humano alcoólico, desequilibrado, fazendo uma triste figura, lembre-se de que ele é um ser doente, frágil e incapaz de mudar deste estado de doença para saudável sem que lhe seja dado apoio, físico, mental, psicológico e espiritual.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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