Publicado em

Aborto

Recebemos inúmeros e-mails de pessoas que desejam abortar. O mesmo ocorre no balcão da A Loja do Chá de Aracaju. É um momento difícil, pois são mulheres que estão passando por uma gravidez indesejável, em outros casos são os pais que não desejam deixar nascer os filhos que ajudaram a gerar. Mais triste ainda é quando vem a que seria a avó do bebê indesejado.

Resolvemos publicar parte de um estudo para verificar a associação entre o uso de abortivos durante o primeiro trimestre de gestação e a ocorrência de defeitos congênitos em recém-nascidos. Quem sabe se as grávidas lendo possam repensar e deixar a natureza seguir seu curso.

O aborto é um método muito antigo de controle de natalidade, praticado em todas as civilizações. Embora seja reconhecido em diversos países, é proibido em quase toda a América Latina, o que não impede a sua prática no Brasil, com número que ultrapassa e muito a meio milhão por ano, dos quais apenas 5% são permitidos pela lei, quando houve estupro ou perigo devida para a gestante.

Entretanto é difícil reconhecer a real incidência desta prática. Estimativas feitas com dados do INSS sobre abortos incompletos e com estatísticas de clínicas particulares no Sul e Nordeste brasileiros mostram que a prática do aborto apresentou um extraordinário aumento, de menos de 1 milhão em 1970 para dezenas de milhões em 2012. Entre os recursos abortifacientes mais comumente utilizados estão os chás e infusões de plantas medicinais e medicamentos alopatas.

Os principais agentes usados como abortifacientes foram os chás medicinais: Recuso-me terminantemente a citar os nomes. Sou a favor da vida, quer ela seja intra ou pós uterina. Foram plantas utilizadas inadequadamente, pois se tomadas da forma correta não apresentam propriedades abortivas, justificando assim a sua ineficácia.

O estudo evidencia que tentativas de abortamento são práticas usuais em populações de baixa renda. Revela ainda que o uso de abortivos provoca um percentual significativo de malformações congênitas em bebês nativivos. Muitas vezes a puérpera não consegue realizar o aborto e acaba tendo nas mãos um bebê com malformação que a deixará em situação bem pior do teria se não tivesse tentado abortar, e deixado vir ao mundo um bebê sadio e normal.

Estudos em maternidades do Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza indicam que percentual significativo (34-72%) dos abortos incompletos atendidos são induzidos por comprimidos alopatas. A suscetibilidade individual é variável, e em cerca de 7% dos casos o medicamento mostra-se ineficaz na indução da interrupção da gravidez. Outras complicações têm sido ainda destacadas em recém-nascidos expostos intra-útero. Além de abortos incompletos pode ocorrer efeito teratogênico da droga, devido à sua potente ação uterotônica, promovendo um déficit transitório na circulação fetal que, a depender da intensidade do fenômeno vascular, do seu tempo de atuação e do momento de ocorrência, pode ocasionar um grande espectro de anomalias congênitas. Existem também controvérsias sobre o efeito abortofaciente e teratogênico das ervas medicinais, não apenas pela falta de comprovação científica, mas também pelas interações com outros remédios e a procedência dessas ervas.

Neste estudo, Nos casos de bebês portadores de defeitos congênitos, eram consultados prontuários e feitas entrevistas com as puérperas com o preenchimento de questionário, após a obtenção de consentimento informado. Por meio deste procedimento eram coletadas informações referentes ao estado geral de saúde, grupo racial, escolaridade, moradia, renda, planejamento familiar, tentativas de abortamento, uso de abortifacientes e história de distúrbios genéticos.

Paralelamente à investigação na maternidade, foram coletadas nos diversos erveiros da cidade amostras das ervas indicadas pelas puérperas terem sido utilizadas nas tentativas infrutíferas de abortamento. A partir destas amostras foi realizada classificação sistemática com finalidade de verificar se a denominação popular e a utilização terapêutica correspondiam às referidas na literatura.

Entre as mães entrevistadas, 52,3% referiram gravidez não-planejada e 16% destas realizaram tentativas de abortamento no primeiro trimestre da gravidez. 78 puérperas usaram chás ou infusões e 38, alopatas, geralmente na dosagem de vários comprimidos. Outros medicamentos e meios não-especificados foram utilizados por 12 puérperas.

Defeitos congênitos ocorreram em 38 dos recém-nascidos (4,7%) e em 14 desses casos foi registrado uso gestacional de abortivos, evidenciando a associação entre malformações congênitas em recém-nascidos e uso de abortivos no primeiro trimestre da gestação.

As plantas utilizadas como chás e infusões abortivas não são aqui apresentadas, pois nós da A Loja do Chá de Aracaju somos a favor da vida intra e pós uterina. Os abortifacientes utilizados com a ocorrência e natureza de anomalias congênitas observadas nos recém-nascidos não podem ser esquecidos pelo mal que fazem. Os defeitos de membros/extremidades verificados em crianças com história de exposição gestacional de chás e/ou alopatas podem ser considerados como associação significativa.

Desde a década de 1960, com a caracterização da focomelia em crianças nascidas de mães que fizeram uso gestacional da talidomida, medicação não mais vendida, foi considerada um fator de risco para o desenvolvimento de defeitos congênitos. Vale salientar que a utilização de fármacos e análogos durante a gravidez é uma prática frequente que pode trazer consequências adversas à saúde do feto, do recém-nascido e uma carga imensa de problemas emocionais e também físicos à puérpera.

De acordo com o Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia, entre as plantas que as puérperas indicaram terem utilizado como abortivos, apenas três delas apresentam esta propriedade, justificando a ineficácia do uso da maioria dos chás relacionados. Observamos que o seu uso mais frequente e popular é como emenargoga, provocando a menstruação e aumentando o fluxo.

Grávidas não devem tomar chás indiscriminadamente, a não ser de erva doce (que aumenta a produção de leite materno) ou camomila que ajudarão a mantê-las serenas e a levar a bom termo uma gravidez bem-vinda.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

2 comentários sobre “Aborto

  1. como consigo

    1. Abortar? Não é nosso objetivo ensinar a tirar uma vida. Somos à favor da vida, peça auxílio à Deus que Ele mostrará o caminho para criar a criança.

Deixe um comentário ou resposta...