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Limão – Quase tudo sobre esta fruta

Digo quase tudo, porque o limão é tão extraordinário que a cada dia é descoberta mais uma utilidade sobre, mais uma patologia que o limão ajuda a debelar.O limão está para as frutas como o Dente de Leão está para as ervas: É o que se deve dar para medicar alguém sem medo de errar,pois as indicações dos dois são amplas e atingem uma variedade imensa de doenças.

LIMÃO – ORIGEM E VARIEDADES

Nome Popular: Limão – Nome Científico: Citrus Limonium – Família Botânica: Rutáceas

Citrus, em latim, quer dizer limão. Daí todas as frutas cítricas serem parentes etimológicas do limão. Isso mesmo, o limão é a mais cítrica das frutas da sua família: é o pai de todas!!!

Milenar, a grande maioria dos frutos cítricos tem origem da Ásia, de regiões compreendidas entre a Índia e o sudeste do Himalaia. Lá ainda é possível encontrar variedades silvestres – primitivas – de limoeiros.

O limoeiro, no início, era um simples arbusto que se espalhava espontaneamente pelo sudeste asiático.

Existem diferentes versões sobre a forma como o limão tornou-se conhecido na Europa. Alguns dizem que foi levado pelos muçulmanos entre os séculos VII e IX, durante o período em que ocuparam grande parte do continente europeu. E, a partir daí, a difusão foi muito rápida.

No entanto, existem relatos de que os romanos já conheciam o limão, usando-o como medicamento, mesmo antes de o fruto ser trazido pelos árabes.

Outros afirmam que o limão só foi introduzido na Europa com as primeiras navegações dos romanos em direção às Índias Orientais.

De qualquer forma, nas Américas, o limão chegou junto com os primeiros conquistadores portugueses e espanhóis, no século XVI. Hoje, o Brasil é o segundo maior produtor mundial dessa fruta, especialmente do limão Tahiti, que é um fruto híbrido, resultante de uma enxertia da lima da Pérsia sobre o limão cravo (cavalo), motivo pelo qual não apresenta sementes. Por ser um híbrido, muitos não consideram o limão Tahiti um limão, mas uma "lima ácida", tanto que em inglês essa variedade chama-se "lime" enquanto o limão siciliano é chamado "lemon". Porém, na minha opinião, como estou focada nas propriedades terapêuticas deste fruto, o limão Tahiti é tão ou mais terapêutico que qualquer outra variedade de limão.

Privilegiados: em todo o Brasil, o limão é um fruto fácil de ser encontrado, já que é gerado durante todo o ano, nas suas diversas variedades, embora seja mais produtivo de dezembro a maio.

Em geral, todas as variedades do limão apresentam aspectos básicos semelhantes, ficando a diferenciação na cor, tamanho, forma e textura da casca, que pode ser desde lisa, como no limão galego, até muito enrugada, como no limão cravo.

Variam do verde-escuro do limão Tahiti, ao amarelo-claro dos limões siciliano e galego, passando pelo laranja do limão cravo.

Existem cerca de 70 variedades de limão em todo o mundo, porém as mais conhecidas por nós, brasileiros, são:

Limão Tahiti: trata-se de um híbrido da lima da Pérsia com o limão cravo, motivo pelo qual recebe também o nome de lima ácida. Fruto robusto, de formato arredondado, casca lisa ou ligeiramente rugosa, de coloração verde, polpa esbranquiçada, muito suculenta e de qualidade menos ácida. As sementes são ausentes nesta variedade, porque se propaga por enxertia, tendo como base (cavalo), no Brasil, o limão cravo.

Mais adaptado ao clima tropical, necessita de muito sol e umidade controlada para gerar frutos suculentos e graúdos. Devido à sua robustez, é uma variedade que praticamente não necessita do uso de agrotóxicos. Forte e saudável, mesmo cercado pela cultura da laranja, não se contamina, distribui ou dissemina pragas. Tal característica, juntamente com a ausência de sementes, o torna mais adequado economicamente e ao consumo "in natura".

É o limão de maior valor comercial no Brasil, tendo excelente potencial de exportação. O seu valor de mercado está relacionado à ausência de sementes, cor e aroma exóticos (na Europa) e à sua capacidade de produzir o ano inteiro, apesar de ser mais produtivo de dezembro a maio.

Limão Siciliano: trata-se do limão verdadeiro, digamos, o limão original. Seu cultivo é abundante, basicamente, em áreas de climas mais frios ou subtropicais, motivo pelo qual é bastante produzido e consumido na Europa, assim como nos países andinos da América Latina. Entretanto, não são facilmente encontrados no Brasil e nas regiões tropicais do mundo. Na falta de sol, apresentam menos suco e mais casca.

Maior e mais alongado, terminando com duas extremidades proeminentes, é de cor amarela, casca grossa, abundante e levemente rugosa, portanto menos suculento.

É uma variedade bem apropriada – pelo seu elevado percentual de casca – para a fabricação do óleo essencial (OE) de limão, de pectina e de farinha.

Seu consumo no Brasil é desaconselhável por sua inadequação ao nosso clima tropical, portanto, custo mais elevado e possível presença de agrotóxicos.

Limão Galego: trata-se de fruto redondo, pequeno e muito suculento. Apresenta casca fina e lisa, de cor verde ou amarela-clara. A polpa tem de cinco a seis sementes, é rica em suco de sabor ácido, porém agradável.

Bastante comum nos quintais do nordeste e centro-oeste brasileiros, onde a produtividade de frutos por pé é exuberante. A planta é de porte médio e produz muito o ano inteiro. Até recentemente era um limão muito popular, mas seu consumo foi substituído pelo limão Tahiti.

Limão Cravo: trata-se de uma variedade bem rústica, motivo pelo qual é conhecido por vários nomes regionais: limão rosa, limão capeta, limão vinagre, entre outros. Disseminado pelos passarinhos é comum de ser encontrado no campo e em quintais do interior brasileiro, porém difícil de ser encontrado nas grandes cidades. Parecido com uma tangerina, por ter a casca levemente solta da polpa, além de casca e polpa na cor laranja-avermelhado.

Tem sabor e aroma bem característicos, abundante em sementes e suco ácido, por ser a variedade com menor teor de frutose.

Tem sido usado com sucesso no Brasil como porte (cavalo) para o enxerto do limão Tahiti.

Cientistas começam a estudar o óleo essencial extraído da casca deste limão, que até o momento, apresenta propriedades terapêuticas acima da média, quando comparado às outras variedades.

Concluindo

Uma vez que todas essas variedades de limão contêm entre 5 a 7% de ácido cítrico em seu suco fresco, todas podem perfeitamente ser consumidas ou usadas no preparo de alimentos e produtos terapêuticos.

O mais importante é que o fruto esteja maduro, ou seja, da estação, e tenha sido colhido na região onde a pessoa vive. Ou seja, não recomendo o consumo de nenhum alimento importado, pois, além de mais caro, costuma conter quantidades elevadas de aditivos químicos e não apresentar a "alquimia" de cura adequada. A planta colhida na sua região é a mais terapêutica de todas.

O PODER DE CURA DO LIMÃO

Nenhuma fruta tem valor medicinal igual ao do limão, e, suas propriedades merecem estar sendo compartilhadas com todos. Entretanto, recomendo às pessoas que têm problemas graves de saúde, só fazerem uso do limão após conversarem com seus médicos e estudarem mais sobre o assunto.

O consumo diário e regular do limão, é profilático e um verdadeiro elixir da longa vida.

Com indicações e emprego em moléstias diversas, com possibilidades de numerosas formas de aplicações internas e externas, o limão nem sempre é valorizado devidamente pelos profissionais contemporâneos.

Particularmente no Brasil, cuja média de consumo per capta ainda é bastante baixa (2,4 kg/pessoa/ano), sua intensiva utilização pode contribuir decisivamente para o incremento da saúde de nossa população.

Geralmente conhecido pela sabedoria popular, que segue tradições e ensino que vêm de nossas avós, o limão aguarda, tranqüilo e sereno, o julgamento da posteridade por uma humanidade mais esclarecida, para desprender-se das "facilidades" do modernismo tecnológico.

A leitura deste tema nos motiva procurar, no seio das forças naturais e vivas, a terapêutica e o tratamento salutar, que previne e cura sem fazer mal, sem arriscar a padecer da própria cura com os fatais efeitos colaterais.

O processo do metabolismo catabólico (quebra dos alimentos até suas unidades básicas de nutrição e posterior eliminação dos excretos) da alimentação repetidamente inadequada é responsável por muitas enfermidades e suas manifestações, entre elas, a acidez sangüínea e o artritismo.

O homem moderno, com sua vida estressante e sedentária, extremamente intoxicado, padece com as enfermidades orgânicas ou funcionais típicas do século. Para impedir ou prevenir que o organismo chegue à doença, necessita alcalinizar seu sangue com sais alcalinos, transformando os restos ou resíduos do metabolismo, e poder finalmente e mais facilmente expeli-los.

Quando isso não acontece, estes resíduos tóxicos e ácidos permanecem no organismo, ocasionando milhares de agravos patológicos, pelos quais têm que pagar caro os seres humanos chamados civilizados.

O limão, com seus ácidos facilmente transformados em elementos alcalinizantes e com suas bases, fermentos, vitaminas, fibras e monoterpenos, contribui poderosamente para eliminar resíduos que, como agora sabemos, são os responsáveis diretos e indiretos pelas doenças. Estes resíduos tóxicos funcionam como verdadeiros escudos, dificultando o sucesso das sugestões de cura e das terapias alternativas.

Assim, através de estudos prolongados, constatou-se que o uso do limão estimula a produção de carbonatos e bicarbonatos salinos no organismo, promovendo a neutralização da acidez dos líquidos corporais.

Efetivamente, apesar de no estado livre ter como princípio ativo o poderoso ácido cítrico, este, em contato com o meio celular no interior do nosso organismo, é oxidado e complexado durante a digestão e comporta-se como um alcalinizante suave, ou seja, um neutralizante da acidez interna.

Em síntese: os seus diversos sais convertem-se em carbonatos e bicarbonatos de cálcio, potássio, etc., elementos que concorrem para acentuar positivamente a adequada alcalinidade do sangue.

Perceba como este alimento é mágico: ao mesmo tempo em que contribui eficazmente para o funcionamento normal do metabolismo de eliminação (mobilização = depuração = purificação), também é fundamental no processo assimilativo de todos os órgãos do corpo, como por exemplo, na fixação do cálcio e do ferro. Enfim, com uma sábia orientação terapêutica e o consumo diário do limão, podemos amenizar e até, possivelmente, curar doenças classificadas como incuráveis.

A TERAPIA INTENSIVA

No livro O poder de cura do limão, enumero muitos das desarmonias de saúde que se beneficiam com o consumo regular do limão. No entanto, o uso intensivo é especialmente indicado nos reumatismos e doenças afins, na asma, no enfisema, nas doenças agudas e no fortalecimento do sistema imunológico.

Para este sugestão, deve ser usado fruto pequeno/médio e suculento, macio e perfeitamente maduro, da variedade que mais convier, preferentemente orgânico ou isento de agrotóxicos.

O sugestão está baseado no consumo do suco puro e fresco dos limões, sendo totalmente incompatível a presença do açúcar que, é um alimento que acidifica e intoxica o sangue. Veja este link.

O sugestão mais conhecido e divulgado na literatura sobre o limão é a Terapia Intensiva de 19 dias, que começa pela ingestão do suco de um limão no primeiro dia e vai aumentando-se a dose diária com 1 limão, ao longo de dez dias sucessivos, até perfazer o total de 10 limões no décimo dia.

No décimo primeiro dia decrescem as doses em igual proporção, reduzindo 1 limão a cada dia, até que no décimo nono dia a ingestão é o suco de apenas 1 limão.

Observe na tabela o esquema dia-a-dia de como deve ser praticado este sugestão.

Naqueles dias quando são muitos os limões, e o volume de suco é elevado, a ingestão pode ser feita em apenas uma toma em jejum, ou, mais factivelmente, em 2-3 tomas distribuídas ao longo do dia:

Primeira toma em jejum, 20 minutos antes do desjejum;

Uma ou duas tomas 10-20 minutos antes das refeições principais.

Dias

Limões

Primeiro

Segundo

Terceiro

Quarto

Quinto

Sexto

Sétimo

Oitavo

Nono

Décimo

Décimo Primeiro

Décimo Segundo

Décimo Terceiro

Décimo Quarto

Décimo Quinto

Décimo Sexto

Décimo Sétimo

Décimo Oitavo

Décimo Nono

Vigésimo

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

09

08

07

06

05

04

03

02

01

Fim

Um exemplo: No décimo dia serão 10 limões. Assim, tomar o suco de 4 limões, em jejum, cerca de 20 minutos antes do desjejum; de mais 3 limões, 10-20 minutos antes do almoço; e dos últimos 3 limões, igualmente antes do jantar.

Não pense que este sugestão deve ser praticado igualmente por todas as pessoas. Ao contrário, existe a possibilidade de serem feitas adaptações, conforme as condições e sensações corporais de cada um. Existem pessoas que estão por demais, ou por muito tempo, intoxicadas e o processo de limpeza pode ser difícil e possivelmente doloroso.

Observar que podem ocorrer as situações a seguir descritas.

A pessoa está por demais intoxicada e logo no começo do tratamento sente muito mal-estar, como acidez, náuseas, dor de cabeça, diarréia ou indisposição geral. Neste caso, o indicado é respeitar o corpo; e repetir a quantidade de limões do dia anterior e observar. Caso os sintomas aliviem um pouco, seguir em frente na seqüência prescrita pela Terapia Intensiva. Caso permaneçam os fortes sintomas, repetir por mais 1 dia a mesma dosagem de limões e observar as reações do corpo.

Se ainda assim permanecer uma sintomatologia de elevado incomodo, interromper o tratamento e recomeçar na semana seguinte do ponto zero, ou seja, com 1 limão.

Aproveitar esta semana de intervalo para alimentar-se de forma mais leve e natural, ingerindo mais frutas, brotos, folhas, sementes e cereais integrais.

A TERAPIA LEVE

Indico este procedimento para as pessoas que nunca praticaram a Terapia Intensiva do Limão e têm medo de não conseguir levá-la até o final.

Trata-se de uma terapia de adaptação ao tratamento intensivo, que pode também ser planejada sempre que necessária uma limpeza mais rápida e superficial do organismo.

Esta Terapia Leve pode ser de 3, 5 (como no exemplo a seguir), 7, 9 ou 11 dias.

Um exemplo – Terapia Leve de 5 dias: Iniciar com o consumo de 1 limão, no segundo dia são 2 limões, e no terceiro dia são 3 limões. No quarto dia reduzir para 2 limões e, finalmente, 1 limão no quinto dia.

Posso diluir o suco?

O correto e indicado é o suco puro e fresco do limão. Entretanto, pode acontecer da pessoa não aceitar o suco puro de jeito algum. Neste caso, há que respeitar a sua genética e usar este mesmo recurso através de um outro alimento desintoxicante e alcalinizante como a uva ou a laranja.

Outra opção é o consumo diário de 1-2 limões diluídos com frutas e folhas verdes, que são os chamados sucos desintoxicantes, fartamente receitados no meu livro Alimentação Desintoxicante – Para ativar o sistema imunológico.

Diferente do tratamento intensivo, o uso diário dos sucos desintoxicantes em jejum é uma dinâmica mais sutil e suave, porém de elevado poder terapêutico e preventivo.

Com que freqüência praticar a Terapia Intensiva do Limão?

Isso é muito relativo, porque depende de que doença(s) a pessoa está querendo combater, da sua receptividade ao tratamento ou se é um trabalho de prevenção e fortalecimento da saúde.

De qualquer forma, quando falamos da Terapia Intensiva de 19 dias, considero prudente um intervalo de 2 meses no mínimo.

Mas recomendo que neste intervalo, torne-se um hábito o consumo diário de 1-2 limões no preparo dos sucos desintoxicantes, seja ele somente em jejum, ou em várias tomas diárias.

Como preparar o suco fresco do limão?

Dificilmente recomendo o preparo do suco dos limões num espremedor manual.

Isto porque o preparo na centrífuga ou no liquidificador apresenta 2 vantagens:

– O suco irá conter pectina, que é aquela parte branca presente na sua entrecasca, uma fibra de excelência para a saúde.

– O primeiro limão sempre passará inteiro, ou seja, com a sua casca para o suco conter traços do OE de limão, rico em d-limoneno, substância já descrita como de elevado valor terapêutico.

Na centrífuga o suco já sai filtrado, enquanto no preparo com o liquidificador será necessário o uso da peneira para coar o suco.

Finalizado o preparo, ele deve ser ingerido imediatamente. Jamais consumir um suco com mais de 5 minutos de preparo. Ele terá sabor, porém reduzido valor terapêutico.

CUIDADOS IMPORTANTES

Existem casos de enfermos, por longo tempo artríticos, cheios de resíduos protéicos, portanto, com poucas reservas alcalinizantes. A quebra destes resíduos protéicos gera muitas substâncias ácidas e, conseqüente falta de bases, carência esta que vai acumulando-se até provocarem sérias acidoses ou acidemias protéicas. Em tais casos, a Terapia Intensiva do limão pode ser contra-indicada.

Todavia, em tais circunstâncias especiais, experimentamos aplicar limão juntamente com um caldo alcalinizante, acrescentando ao suco do limão elementos basificantes… O caldo basificante pode preparar-se mediante a decocção de aipo, cebola, alface, etc., sendo que o uso de várias hortaliças juntas dá ainda melhores resultados. Toda vez que se toma esse caldo quente, adiciona-se suco de limão na quantidade que o caso requeira e a tolerância orgânica permita, tendo-se em mente que, ao aumentar a dose de limão, deve-se aumentar também a quantidade e concentração deste caldo. Desse modo, não há sobrecarga de acidose no sangue. Dr. José Castro

Ao manusear o limão ou qualquer fruta cítrica, deve-se lavar muito bem as mãos e o local onde foi realizado o uso externo, antes de expor-se ao sol. O suco e casca destas frutas cítricas contém substâncias foto-sensíveis, ou seja, a presença de resíduos do limão na pele em contato com raios solares irão provocar manchas escuras na pele, e até mesmo queimaduras mais sérias. E, mesmo com a pele muito bem lavada, evitar tomar sol diretamente. Não esquecer do filtro solar.

Convém, em seguida a cada ingestão do suco puro, bochechar a boca com água, pois a acidez ativa do limão poderá atacar o esmalte dos dentes. Uma dica – ingerir o suco com canudo para evitar o contato com os dentes e também o sabor acentuado que permaneceria na boca.

A RIQUEZA DA COMPOSIÇÃO DO LIMÃO

O limoeiro é um arbusto que pertence à família das rutáceas, com ramos cheios de espinhos, chegando a atingir de 4 a 5 metros de altura. Os frutos costumam conter farto suco com grande quantidade de ácido cítrico, vitamina C e sais minerais, além de pectina na entrecasca, e óleos monoterpênicos na casca.

Entre todos os frutos conhecidos e disponíveis na natureza, é o que apresenta o mais elevado índice de radioatividade natural e benéfica (85%), sendo seguido pela uva-moscatel-ácida e pelo ananás (74%).

Na verdade, todas as frutas podem ser consideradas como fantásticos reservatórios de energia solar, devido ao tempo que levam em exposição ao sol durante o seu amadurecimento; ou seja, a melhor fruta é aquela colhida no seu momento certo de maturação.

Existem, entre rústicos e híbridos, cerca de 70 variedades de limão. Todas portadoras de elevadas concentrações de ácido cítrico, vitamina C e outras substâncias importantes no trabalho de mobilizar o metabolismo interno humano de diversas formas.

Hoje em dia, fala-se e consome-se muitos complementos contendo sais e vitaminas, para suprir as deficiências alimentares. São fórmulas industrializadas, obtidas por misturas sintéticas de vários dos componentes importantes ao metabolismo humano, em proporções sugeridas por cientistas e profissionais da saúde.

Entretanto, existe enorme diferença de absorção e resultados entre o consumo do alimento fresco e natural e estes suplementos. É fato que um comprimido efervescente de 500 mg de vitamina C não substitui jamais o consumo de 2 limões diários, pois junto à vitamina C totalmente ativa (viva) do limão, existem os demais componentes (também ativos), que funcionam de forma integrada (em sinergia) no seu aproveitamento e benefícios.

A composição química e as propriedades do limão costumam ser abordadas pela literatura de forma bem simplificada. No entanto, no livro O poder de cura do limão (Conceição Trucom – Editora Alaúde), há uma apreciação mais profunda e informativa de cada um de seus principais componentes. Neste texto são apresentados alguns deles como o:

ÁCIDO CÍTRICO

Produzido normalmente pelo organismo humano, não necessita ser obtido do exterior. Entretanto, é ele o principal agente de alcalinização do metabolismo orgânico de homens e animais, cumprindo inclusive papel importante no sistema de formação e manutenção óssea. É um anti-séptico seguro e natural contra fermentações no estômago e intestinos, motivo pelo qual é recomendado pela milenar medicina Ayurvédica para cuidar todo o sistema digestivo. Destrói microorganismos, criando um ambiente inconveniente aos germes. É antídoto natural nas intoxicações em geral, inclusive nas causadas por ingestão de soda e potassa cáustica.

Todas as frutas cítricas, como a própria designação indica, são ricas neste ácido; mas o limão é uma das únicas que consegue alcançar níveis de 6 a 7%, na forma de sais de potássio e de sódio.

VITAMINA C

Um antioxidante poderoso que exerce papel inestimável nos fenômenos óxido-redutores, portanto, um protetor aos danos do envelhecimento (oxidação) de todas as células e tecidos, beneficiando o rejuvenescimento e o desempenho das glândulas endócrinas. A riqueza do limão em vitamina C lhe confere papel importante no metabolismo dos aminoácidos e aumento da fixação de cálcio e ferro pelos intestinos, em casos normais ou de deficiências; por isso é fundamental no tratamento e prevenção de problemas ósseos e de anemia. A vitamina C é necessária na formação dos tecidos fibrosos, dos dentes, dos ossos, das cartilagens, da pele e até dos cabelos.

O consumo diário do limão pelas crianças desde a amamentação até a adolescência, pelas gestantes e pelos adultos da terceira idade é particularmente importante. É eficaz contra o escorbuto, anemia, reconstituição de tecidos, fortalecimento do sistema imunológico e um grande auxiliar na cura de estomatites e piorréia.

Cada 100 gramas de limão contêm em média:

Pró-Vitamina A

Encontra-se, principalmente, na casca e na polpa fresca do limão. É derivada de um pigmento vegetal, o caroteno, que confere cor à abóbora e cenoura. O caroteno é uma pró-vitamina que se transforma no fígado em vitamina A. Ela ajuda a manter o bom funcionamento das células epiteliais da pele e das mucosas que revestem o sistema digestivo e respiratório.

Fósforo

O conteúdo de potássio do limão nutre o cérebro, tecido conjuntivo e as células nervosas. O potássio trabalha em dupla com o cálcio, ajudando a construir o esqueleto. Portanto, sua principal função é proteger contra a osteoporose.

Magnésio

É um bom agente laxante. O magnésio, juntamente com o cálcio, desempenha importante papel na formação da albumina do sangue. Seu grande trunfo é combater a osteoporose, porque sem o magnésio o cálcio não se fixa nos ossos.

O magnésio, por ser um tônico das articulações e músculos – inclusive do músculo cardíaco, protege de doenças cardiovasculares, pressão alta e arritmias. As mulheres podem ver nesse mineral um forte aliado contra a TPM.

Manganês

Mineral que faz a glicose do sangue ser melhor aproveitada, podendo ajudar no tratamento da diabetes. O manganês ajuda o organismo na absorção do cálcio, prevenindo a osteoporose. Faz parte de enzimas antioxidantes, sendo, portanto, um inimigo do envelhecimento precoce, dos tumores, do infarto e do derrame. Ele também colabora para o bom funcionamento do cérebro e sistema de reprodução.

D-Limoneno e os monoterpenos

Um dos grandes segredos das propriedades terapêuticas dos óleos cítricos, extraídos de suas cascas, está no alto teor de monoterpenos que estes possuem.

Monoterpenos são as menores moléculas que compõem os óleos cítricos; motivo pelo qual penetram com extrema facilidade em todos os tecidos e células do corpo humano, com uma poderosa ação solvente de lipídios (gorduras). O monoterpeno presente em maior teor nestes óleos é o d-limoneno. Várias pesquisas revelaram que estes monoterpenos possuem propriedades anticancerígenas, solvente de cálculos e de entupimentos nas artérias.

O óleo essencial (OE) de limão possui, dentre os cítricos, uma composição mais complexa de monoterpenos, que faz com que, em alguns tipos de sugestão, ele tenha uma ação ainda melhor que os OEs de laranja ou grapefruit. Pesquisas japonesas revelaram uma ação antioxidante capaz de inibir a oxidação do LDL (mau colesterol), impedindo assim que este acabe causando a arteriosclerose ou levando a pessoa a um infarto.

O d-limoneno age também descongestionando o fígado, especialmente após a ingestão de grande quantidade de álcool e alimentos altamente gordurosos. A ação sinérgica destes vários terpenos do limão cria uma ação muito poderosa na desobstrução de vasos sanguíneos.

Flavonas PMF

Pesquisadores dos EUA e Canadá descobriram que a casca das frutas cítricas contém uma “família” de substâncias que reduz o colesterol ruim, que são mais eficazes do que os remédios alopáticos convencionais.

Identificada como Flavonas PMF, são similares a outros pigmentos vegetais benéficos para a saúde, como na proteção contra o câncer, doenças cardíacas e inflamações.

O estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, foi realizado por pesquisadores do Departamento de Agricultura dos EUA e a KGK Synergize, uma empresa farmacêutica do Canadá, e determinou que essa substância não tem efeitos colaterais, como as doenças hepáticas e a debilidade muscular.

Nosso estudo demonstrou que os PMF são mais potentes para reduzir o colesterol que qualquer outro tipo de flavonóide, diz no relatório Elzbieta Kurowska, principal pesquisador e vice-presidente de pesquisas da KGK Synergize, Canadá.

O FLORAL DO LIMÃO

Este é outro tratamento alternativo no qual aparece o nosso famoso limão, sendo que os efeitos curativos são proporcionados agora pelas propriedades sutis que contêm as flores do limoeiro.

Os remédios florais são infusões naturais ou essências florais extraídas de flores imersas em água pura deixada por várias horas sob a irradiação da energia solar. O interessante é que a flor é a parte mais sutil de uma planta, e a proposta desta terapia alternativa e integrativa é que a essência floral trate exatamente a parte mais sutil do Ser humano, que é a sua Alma.

Os florais não atuam por obra de um princípio ativo – como nos remédios alopáticos – e sim por intermédio da energia vital específica de cada flor e a planta que a gerou. O remédio floral atua sobre os estados emocionais, fazendo com que o indivíduo desbloqueie alguns padrões de comportamento cristalizados (conscientes ou não), facilitando que passe a agir em ressonância com uma vibração mais positiva e construtiva.

Os efeitos poderão ser notados rapidamente, dependendo do acerto das essências florais selecionadas para interferir nos sintomas percebidos.

Os primeiros florais foram os criados pelo Dr. Bach, entre 1926 a 1934, que esperava que cada Ser humano pudesse finalmente descobrir dentro de si a verdadeira origem dos males que o afligiam, indo buscar antes a causa e não o efeito, procurando nas emoções e na mente – na Alma – as desarmonias que o bloqueiam em sua evolução.

A Terapia Floral é suave e não invasiva, e afirma que não existem doenças e sim doentes, e a remoção consciente das emoções desarmoniosas, dos preconceitos e dos traumas é o verdadeiro método de cura. A doença é evitável quando a Alma se encontra desempenhando sua missão.

Segundo o Dr. Bach, as doenças básicas do Ser humano são o orgulho, ódio, crueldade, egoísmo, ignorância, instabilidade e ambição. A persistência nestes desvios, após ciência de sua natureza nociva, ocasiona no corpo o que convencionou-se chamar de doença.

É fundamental procurar cuidar primeiramente os sintomas mais graves e intensos, pois, no decorrer do tratamento, os aspectos secundários serão também harmonizados.

Aprecio as receitas florais preparadas a partir de métodos não convencionais de diagnóstico, como a radiestesia, que pode mostrar aspectos da personalidade não conscientes. Isso é normal, visto que a maioria das nossas desarmonias encontram-se em sua essência no nível subconsciente, e é justamente aí que as essências florais irão atuar.

ONDE SE APLICA O FLORAL DO LIMÃO

Veja o que fala a autora Neide Margonari, famosa por seus cursos e atendimentos com florais:

Indicado para a personalidade amarga, de índole destrutiva, o Floral do Limão trabalha o despertar da consciência com relação ao sofrimento que provocamos em nós e nos outros com essas atitudes negativas.

Útil também para a personalidade que se encontra na polaridade oposta, que carrega a tristeza, a mágoa e o sentimento da amargura gerado pelo outro.

O valor terapêutico do Floral do Limão é enorme, por ser um poderoso depurativo do sangue, com ação rápida na cura das gripes, resfriados e problemas de baixa resistência imunológica.

Sem dúvida, ele interfere e trata desequilíbrios emocionais já cristalizados no corpo físico. Desta forma, ele ajuda na dissolução de cristais de ácido úrico, como também na de cálculos biliares ou vesicais.

Com ação bactericida, colabora com o extermínio de bactérias, realizando um sugestão preventivo em pessoas propensas a quadros infecciosos.

Como ele trabalha o positivismo e o bom astral, apresenta bons resultados em processos de convalescença.

O Floral do Limão atua beneficamente em mais de cento e cinqüenta doenças. Para se ter uma idéia, basta observar a relação que algumas enfermidades têm com desequilíbrios emocionais, como aqueles que nos causam amargura e mágoa, que são: problemas de pele, hemorragias, acidez em geral, envenenamentos, distúrbios nervosos, insônia, epilepsia, esterilidade, astenia, bócio, caspa, vermes intestinais, varíola, úlceras gástricas, mau hálito, gengivite, adenite, afonia, afta, amenorréia, amidalite, anemia, angina do peito, apoplexia, arteriosclerose, artritismo, cãibras, dor ciática, congestão geral, diabetes, difteria, estomatite, faringite, febre, flebite, frieiras, furunculose, gota, etc.

A diferença neste tipo de sugestão é que ele acontece de forma muito sutil, através do uso de formulações com essências florais, e logicamente, integrado com outras técnicas terapêuticas.

A desintoxicação do corpo físico e dos bloqueios emocionais e mentais pode ser acelerada pelo uso do Floral do Limão, principalmente se associado com a Aromaterapia e a Cromoterapia.

Recomendo que solicite um Floral pelo e-mail: [email protected] que contenha em sua fórmula o Floral do Limão.

LIMÃO X VINAGRE – QUAL É A DIFERENÇA?

Por ser química, é muito comum que as pessoas me perguntem se o hábito de usar vinagre no preparo de temperos ou cozimento dos alimentos substitui o uso do limão.

O que posso garantir é que são substâncias muito diferentes, apesar de ambas conferirem o sabor ácido ao nosso palato.

O limão é um alimento 100% natural e fresco, com todos aqueles poderes terapêuticos já relatados neste livro.

Associado ao seu sabor ácido, que é proveniente do ácido cítrico e do ácido ascórbico (vitamina C), substâncias muito valorizadas pelo metabolismo humano, o limão apresenta ainda uma grande gama de nutrientes e micronutrientes.

No caso específico do seu uso no preparo de carnes e proteínas em geral, o suco do limão acrescenta uma qualidade muito positiva, que é a de, com seu pH ácido associado a um trabalho enzimático, quebrar parcialmente as cadeias protéicas (os polipeptídeos). Desta forma, ele auxilia o trabalho dos órgãos digestores, tornando tais alimentos mais leves e fáceis de digerir.

O limão, principalmente o tahiti, por sua robustez, dificilmente está contaminado com agrotóxicos, tem custo baixo e oferta durante todo o ano.

Embalagem natural, aroma extremamente agradável, de fácil conservação e estocagem, não deve faltar nas despensas de todas as casas que valorizam a saúde.

Composição ácida – teor médio

Em contrapartida, o vinagre não é um produto natural, por ser resultante de uma fermentação do açúcar de frutas (uva, maçã, etc.) ou álcool etílico, no qual predomina a presença do ácido acético.

Tal fermentação, realizada em escala caseira ou industrial, sempre terá riscos de contaminações, fermentações inadequadas, erros de processamento, batismos, embalagens inadequadas, estocagem inadequada, validade, etc.

Ademais, na minha concepção, o ácido acético tem pobre utilidade metabólica para o organismo humano, causando, ao contrário do ácido cítrico do limão, acidez no meio humoral, devendo necessariamente ser excretado, mas, deixando na sua trilha, sítios mais ácidos do que o ideal.

A seguir faço uma comparação das propriedades terapêuticas do limão versus as do vinagre, nas suas várias opções de uso e preparo.

Quando comparamos o poder de cura do limão em uso interno, ele é inegavelmente superior, dadas as propriedades alcalinizantes e depurativas do ácido cítrico, antioxidantes da vitamina C e demais propriedades de todos os seus componentes ativos, descritos no Poder de cura do limão 2.

O vinagre de maçã, por conter a pectina e sais da maçã, ainda contém algumas propriedades de cura. Os demais vinagres não apresentam poder de cura, ao contrário, eu diria, que podem até ser prejudiciais à saúde se consumidos regularmente.

Quando comparamos o poder de cura do limão em uso externo ele continua sendo superior, apesar dos vinagres também terem o seu efeito, principalmente nas formulações onde o que mais importa é somente o pH ácido.

Quando comparamos o poder nutricional do limão, a composição do seu suco é de uma riqueza incomparável. Some-se o fato de que trata-se de um alimento vivo, fresco e natural, portanto um alimento que ativa a vida.

Enfim, por que comprar vinagres se sempre temos o limão, em embalagem natural, barato e à nossa disposição durante todo o ano?

DESEMPENHO TERAPÊUTICO E CULINÁRIO: LIMÃO X VINAGRE

Marinando carnes: Marinar significa deixar o alimento, que pode ser carne ou legume, absorvendo o tempero por um tempo, variando de 15 minutos até algumas horas, antes do seu cozimento. É o processo de amaciar e acentuar o sabor do alimento por meio da sua imersão num líquido ácido (sumo de limão, vinagre, vinho, etc.) acrescido de temperos e ervas. Conforme já colocado no item anterior, neste processo, o uso do suco fresco do limão irá conferir maior digestabilidade e suavidade aos alimentos do que o vinagre. Somado a este fenômeno, o uso do limão, com suas propriedades de alcalinizar e desintoxicar, irá minimizar o efeito negativo que as proteínas de origem animal causam no organismo humano, quando na sua digestão, acidificam natural e fortemente o sangue. Assim, para as pessoas que ainda consomem carnes, recomendo a escolha de cortes mais magros e o hábito de os marinar antes do seu cozimento.

Para que a marinada faça efeito é necessário que ela esteja em contato direto com a carne, mas quanto menor o corte, menor o tempo de marinagem, evitando assim que o sabor fique muito acentuado. Carnes muito delicadas devem ficar no máximo meia hora, porque a exposição muito longa pode cozinhar a carne e até mesmo dissolvê-la. Usar recipientes de vidro ou cerâmica. Marinagens por mais de 30 minutos devem ser feitas na geladeira, num recipiente com tampa.

Marinada de limão e ervas – especial para aves, peixes, suínos e vegetais.

Ingredientes: 8 colheres de sopa de suco fresco de limão, 1 limão cortado em rodelas, 2 dentes de alho amassados, 4 colheres de sopa de azeite, ½ colher de chá de pimenta do reino, 1 colher de sopa de cada uma destas ervas frescas picadas: salsa, manjericão, alecrim e sálvia.

Preparo: Misturar tudo e envolver os alimentos. Deixar marinando por 1 a 2 horas (depende do tamanho e tipo de carne) na geladeira, virando a cada 20 minutos. Assar em forno baixo.

Temperando saladas e legumes

A grande maioria das pessoas, principalmente aquelas com problemas de saúde e, que mais precisam ingerir alimentos naturais, têm dificuldades para consumir saladas verdes, raízes e legumes crus ou cozidos no vapor. Acredito que o principal motivo é por não saberem temperá-los. Alimentar-se é nutrir-se, mas sem abrir mão do prazer; portanto, temperos saborosos devem ser usados no preparo dos alimentos saudáveis.

Aliás, segundo a medicina Ayurvédica, o tempero é fundamental para tornar o alimento mais digestivo, além de ajudar na absorção dos seus sais minerais. Assim, associe ao limão temperos naturais e frescos como alecrim, salsa, cebolinha, cebola, alho, alho-poró, gengibre, funcho, manjericão, tomilho, coentro, pimentas, louro, páprica, cardamomo, noz moscada, etc.

Ser criativo na escolha dos ingredientes de preparo dos temperos irá desencadear novos hábitos alimentares, sem abdicar do prazer.

Gengibre: ½ copo de água, 1 colher de chá de azeite de oliva, suco de 1 limão, gengibre ralado e sal marinho. Misturar tudo e servir gelado.

Caipira: suco de 1 limão, 1 colher de sopa de mostarda, 1 colher de sopa de mel (pode ser substituído por estévia), 1 colher de sobremesa de azeite de oliva, pimenta e sal marinho a gosto. Bater bem até que estejam bem misturados.

Falsa maionese: 1 xícara de batatas, 1 xícara de cenouras cozidas e escorridas, ½ xícara de leite desnatado, 1 cebola pequena, 1 colher de sopa de azeite de oliva, suco de ½ limão e sal marinho a gosto. Bater todos os ingredientes no liquidificador. Opcional: azeitonas.

No preparo dos cereais e vegetais

No preparo do arroz, ensopados, sopas, sucos ou chás, sempre será possível fazer uso do suco fresco do limão. Ele vai fazer com que o alimento fique mais digestivo e saboroso, além de beneficiar a saúde como um todo. Seus ácidos irão fixar os sais contidos nos demais ingredientes da receita, reduzindo perdas pelo manuseio e preparo. No preparo do arroz, adicionar o suco de 1 limão durante a fase inicial de cozimento. Ele fica mais solto, saboroso e leve.

No preparo dos feijões, alimento que costuma causar gases, o suco de 1 limão, durante o seu cozimento, irá torná-lo mais digestivo, reduzindo futuros problemas de flatulência.

No preparo de ensopados ou sopas, usar também o suco de 1 limão no início ou final do cozimento. Tal procedimento irá “abrir” o sabor dos alimentos.

No preparo dos sucos desintoxicantes

O limão se faz muito necessário também no preparo dos sucos desintoxicantes, porque a presença do ácido cítrico e da vitamina C irá ajudar na fixação do ferro e de outros sais minerais existentes nas folhas, brotos, frutas, sementes e legumes da receita.

No livro Alimentação Desintoxicante – Para ativar o sistema imunológico, leitura recomendada e que se integra ao livro O poder de cura do limão – Um guia de medicina caseira, pode ser acessada toda a filosofia, princípios, receitas e dinâmicas de uma desintoxicação intensiva e diária. Aqui são apresentadas apenas algumas dicas de receitas onde o limão, polpa e casca, é presença constante.

Saiba que o horário perfeito para "beber mastigando" estes sucos é em jejum, justo no momento em que o organismo está pronto para mobilizar e eliminar seus excretos.

É recomendável que, pelo menos o primeiro limão da receita deve ser usado com a casca, para poder conter traços do seu OE (casca), e de pectina (polpa, casca e entrecasca).

Coquetel contra obesidade: passar pela centrífuga 2 limões (1 inteiro – polpa e casca) e 2 talos inteiros de aipo. Diluir com um pouco de água e servir imediatamente. Tomar em jejum, diariamente, por 7 dias. Pular uma semana e repetir sugestão.

Hortelã e uvas: bater no liquidificador 1 limão (polpa e casca), 1 xícara de folhas e talos de hortelã, 1 xícara de uvas sem as sementes e água suficiente para processar. Coar e acrescentar 1 colher de chá de farelo de aveia. Servir imediatamente. O farelo de aveia é fantástico para dar volume e fluidez fecal, além de ajudar na eliminação de gorduras nocivas como o colesterol e o triglicérides.

Laranja e couve: bater no liquidificador 1 limão (polpa e casca) com o suco de 3 laranjas, 2 folhas grandes de couve, 2-3 rodelas de gengibre e 1 colher de chá de sementes de linhaça. Servir imediatamente. A semente de linhaça é um alimento fantástico que, junto com o limão, ajuda na prevenção e cura de muitas dificuldades de saúde.

O LIMÃO NA AROMATERAPIA

Há mais de 6 mil anos os egípcios já conheciam o poder das substâncias aromáticas e suas influências sobre a saúde do corpo, mente e espírito. Eles faziam maceração de plantas, obtendo óleos para massagens e cuidados com a saúde.

Foram os egípcios que compilaram a primeira farmacopéia que se conhece e, apesar de sua medicina ser impregnada de religiosidade e magia, eles possuíam um pensamento empírico, ou seja, usavam as essências a partir de experiências e do acúmulo de resultados práticos.

No início do século XVI, Paracelso, um médico suíço, considerado o pai da Farmaquímica, estudou a extração do que chamou "alma dos vegetais", recebendo posteriormente o nome de óleo essencial (OE).

Entretanto, os OEs, mais que a alma dos vegetais, são também impregnados de aromas que penetram no Ser via olfato, chegando em milésimos de segundos diretamente ao sistema nervoso central.

Aromaterapia é, portanto, a arte e a ciência de usar estes OEs naturais – extraídos de plantas, raízes, frutos, sementes e cascas – em sugestãos terapêuticos de cunho integrativo; ou seja, tais aromas tratam o corpo físico, mas também o emocional, o mental e o espírito.

Por tudo o que lemos até aqui, é absolutamente previsível que o OE de limão, faça parte importante do kit pronto-socorro da Aromaterapia.

Ele é tonificante, diurético, carminativo, digestivo e imuno-estimulante. Adstringente, desodorizante, anti-séptico, antibiótico e cicatrizante. Estimulante e antidepressivo, ao mesmo tempo calmante, sedativo, antiespasmódico e antiesclerótico.

Na Aromaterapia ele é útil para aliviar a dor de cabeça, quer se tenha um resfriado ou a mente exausta. Traz energia, ativa a circulação sangüínea e linfática, trata a celulite e aquece mãos e pés. Tônico geral; trata infecções (bactericida e anti-séptico), intoxicações (tanto renal quanto intestinal), digestão (tônico e depurativo), obesidade, problemas de pele, cansaços, depressão, câncer, sistema imunológico (estimula a produção de leucócitos), reumatismo, resfriado, gripe e juntas inflamadas.

O OE de limão atua no emocional estimulando o resgate da alegria de viver, pois ativa a consciência e válvulas de escape dos estados de ansiedade, depressão e desânimo; dispersa e refresca confusões emocionais e dúvidas.

Melhora o foco da consciência e da busca do autoconhecimento, clareando e elevando o intelecto.

Acalma, deixa o emocional mais leve. É um promotor eficaz do positivismo e do bom humor, ao interromper situações e pensamentos de má-vontade, negativismo e desistência. Ativa as atitudes mentais de persistência e determinação.

Encoraja, dá confiança e segurança. Ajuda a abrir o coração, aliviando medos e envolvimentos emocionais. Trabalha, em paralelo, a mágoa oculta ou reprimida.

Para a obtenção de 1 kg de OE de limão são necessárias as cascas de cerca de 2.500 limões. Trata-se de um líquido oleoso de cor amarela esverdeada pálida, que apresenta o inconfundível cheiro de limões frescos.

O componente químico que predomina (65%) é um aldeído chamado d-limoneno. Mas, na verdade, trata-se de uma mistura natural de diversos monoterpenos, entre eles, cerca de 10-20%, de pinenos e, aproximadamente, 10% de gama-terpineno.

COMO FUNCIONAM OS OEs?

Seu efeito pode ser observado simplesmente por inalação ou na aplicação de poucas gotas dissolvidas em óleo vegetal (jamais mineral) aplicados à pele. O nervo responsável pelo olfato tem uma ligação direta com os centros nervosos que controlam a emoção. Por essa razão é que seu efeito pode ser percebido rapidamente no físico, no mental e no emocional.

Aliás, o efeito terapêutico dos OEs via sistema nervoso central (SNC) costuma ser mais poderoso do que via metabolismo digestivo, motivo pelo qual sua aplicação é, principalmente, pelo olfato e/ou absorção cutânea e, raramente, pela ingestão.

O VERDE LIMÃO – NA CROMOTERAPIA

A Cromoterapia é uma técnica terapêutica que trabalha com bases científicas e empíricas, sobre como os estímulos visuais com as diferentes cores do espectro visível vão interferir nos diversos mecanismos de harmonização e cura.

O mais impressionante deste trabalho é que, de todas as cores usadas pela Cromoterapia, somente uma delas se repete. O verde, como tal e na sua variedade verde-limão.

Isto porque o verde-limão oferece propriedades especiais e além do simplesmente verde. Não é fantástico?

Para obtermos a sensação que cada cor transmite é necessário estabelecer um contato óptico com ela. Somente a partir da visualização da cor é que conseguiremos sentir o que ela nos diz. Umo tratamento externa agindo sutilmente em nosso mundo interno.

Isso ocorre porque lentamente vamos entrando em ressonância com a freqüência vibratória daquela cor, adotando uma postura interna adequada ao seu estímulo.

Para obtermos esse necessário contato com as cores, podemos empregá-las na vida prática como na decoração, através de pinturas, iluminação e objetos, colocados numa posição estratégica, em local que olhamos com freqüência.

A cor dos ambientes, do vestuário e dos alimentos também faz parte de uma estratégia terapêutica.

Além do contato óptico com as cores, outra maneira muito eficaz de fazer uso da Cromoterapia é através da mente, usando nossa imaginação para visualizações coloridas, como imaginar-se em meio a paisagens verdes, vales, montanhas, florestas, gramados e canteiros plenos de flores, etc.

O verde é a cor média do espectro da luz visível, sendo, portanto, a cor do equilíbrio, da serenidade e da harmonia. Possui efeito calmante, refrescante e suavizante em todo o organismo, agindo como regenerador e harmonizador dos órgãos e sistemas.

A cor verde tem a propriedade de ativar a normalização das funções endócrinas, estimulando a glândula pituitária, que é a responsável pelo bom funcionamento das demais glândulas.

O verde, por ser de natureza tônica, exerce influência no bom desempenho do coração e circulação do sangue. Reduz a tensão dos vasos sangüíneos e regula a pressão arterial.

É um calmante do sistema nervoso, principalmente do simpático. Por agir como sedativo desse sistema, ajuda nos casos de irritação, insônia e esgotamento.

Favorece na formação e construção dos ossos, dos músculos e dos tecidos, inclusive o muscular.

Age como dilatador dos vasos capilares, que são as ramificações finais das artérias e arteríolas. E, é justo na parede destes capilares que se efetuam as trocas gasosas e nutritivas entre o sangue e os demais tecidos.

O estímulo visual com a cor verde tem propriedade anti-séptica, bactericida, germicida e desinfetante.

O pesquisador Theo Gimbel constatou que: A luz verde pode influenciar as células das criaturas vivas. Assim, pela capacidade que a cor verde tem de alterar a estrutura bioquímica e facilitar a decomposição molecular, ela é bastante útil no tratamento do câncer, como também facilita a digestão por ajudar na decomposição dos alimentos.

Como cor predominante da natureza, ela é fundamental no tratamento do estresse, quando causa sensações de bem-estar durante e após contato com imagens harmoniosas de campos, montanhas e vales ricos em vegetação.

O verde traz uma sensação de nutrição e sintonia com a natureza.

É uma cor que permite o mínimo de atividade, facilitando a fixação no lugar. É o perfeito equilíbrio entre a atividade e a passividade.

O verde é a cor do chacra cardíaco, onde são cuidadas as doenças do coração, sangue e sistema circulatório. Ele trata não apenas esta parte do físico, como também o emocional. É importante observarmos que as doenças cardíacas originam-se em desequilíbrios emocionais e são causadas por alguma repressão ou inversão dos sentimentos.

No psicológico a visualização da cor verde cria uma sintonia com a energia da juventude, crescimento, fertilidade e esperança de vida nova; desperta a necessidade de uma diretriz sólida, que leva à segurança. O verde intui renovação, frescor e brilho, algo como um início de primavera.

Permite a serenidade psíquica e equilibra os pensamentos. Ativa um campo neutro para fazer as avaliações mentais de circunstâncias, eventos e até julgamentos com mais equilíbrio e serenidade.

A cor verde é um grande estabilizador emocional. Age como calmante, amenizando as perturbações dessa origem e ajuda a remover medos.

Permite uma compreensão maior da vida e do mundo. É a cor que estabelece o elo de ligação espiritual com o mundo físico, trazendo equilíbrio emocional e serenidade.

ALIMENTOS DE COR VERDE

Todas as hortaliças e frutas de casca ou pele verde, entre elas o nosso famoso limão, principalmente o limão-tahiti.

Para ajudar na conquista de mais equilíbrio e serenidade, é importante aumentar o consumo de folhas, brotos e alimentos de cor verde. São os sucos verdes e clorofilados frescos (nada de congelados) e das saladas.

A cor Verde-limão: É uma tonalidade muito usada na Cromoterapia. É a mistura do amarelo-claro com o verde-claro, ambos agentes purificadores que potencializam a mistura.

Seu uso é importante para facilitar ao organismo expelir células mortas e resíduos mórbidos como o catarro, sendo portanto reconhecida pelo seu efeito laxante.

Possui efeito rejuvenescedor, traz leveza e bom humor.

É também um estimulante cerebral, muito útil nos casos de memória ruim e emburrecimento causado pela intoxicação corporal.

O verde-limão é uma cor que ativa a glândula timo, exercendo, assim, controle sobre o crescimento, como também é o maior fortificante ósseo entre todas as cores.

É um excelente complemento no tratamento do câncer.

O uso da cor verde-limão é imprescindível em quaisquer dificuldades crônicas, pois tem efeito antiácido sobre o metabolismo.

* Conceição Trucom – falando sobre si mesma: " Sou Bacharel em Química pela UFRJ, formação onde encontrei as melhores oportunidades para decodificar a bioquímica (parte física da vida) e aprofundar meus estudos no campo da alimentação e neurociência, porém, sempre cruzando com estudos de ciências mais ‘ocultas’ como a metafísica, a física quântica, a meditação, a yoga, a alimentação vegana, as medicinas e terapias holísticas.Meu foco é sempre integrar o técnico e científico com o metafísico, as medicinas Ayurvédica e MTC, e toda a visão oriental do Ser.

** Este texto faz parte do livro O poder de cura do limão – Um guia de medicina caseira – Conceição Trucom – Editora Alaúde, onde você vai encontrar muitas receitas de como usar o OE de limão para combater celulite, obesidade, baixa imunidade e diversos desequilíbrios emocionais.

Reprodução permitida desde que citada a fonte.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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