Publicado em

Hortaliças: Mandióca (aipim, macaxeira)

Indicações terapêuticas: Farinha de Mandióca com ela, preparam-se cataplasmas para debelar abscessos, inflamações superficiais e até mesmo queimaduras leves; Raiz cozida: Eficiente coadjuvante no combate a diarréias (torna as fezes mais rijas); Mingau: Recomendado para crianças, convalescentes em geral, e também para pessoas idosas.

MANDIOCA (aipim / macaxeira)

Origem: a mandioca já fazia parte da alimentação de várias tribos indígenas na época do descobrimento; é chamada de "pão dos índios".

Lenda indígena: conta uma lenda, que a filha de um chefe guerreiro apareceu grávida, sem ter mantido nenhum contato com um homem. Dessa índia virgem, nasceu uma criança totalmente diferente das demais: muito branca e também muito precoce, que tinha o nome de mani. Depois de um ano, essa criança morreu e foi enterrada no terreno da própria casa, sendo a sua sepultura regada diariamente, conforme mandava a tradição daquele povo. Após algum tempo, na sepultura nasceu uma planta, que cresceu rápido. Na seqüência, a terra rompeu-se, mostrando o fruto, que muitos acreditaram ser a própria mani. Então comeram esse fruto, chamando-o de mani-oca, querendo dizer "a casa de mani" – gostaram tanto, que passou a ser um alimento bastante consumido pelas demais tribos, daí estendendo-se para outras regiões.

Outros nomes: dependendo da região, esta hortaliça recebe os seguintes outros nomes: -macaxeira (região nordeste); – aipim (cariocas e parte da região sudeste); – manduba ou mandubimana ( região norte)

Grupos: há dois grandes grupos de mandioca: 1 – mandioca-mansa ou mandioca-doce; 2 – mandioca-amarga ou mandioca-brava, conforme a quantidade de ácido cianídrico – substância tóxica – que cada uma delas contenha. Dos 2 grupos, a mandioca-doce, também conhecida como aipim ou macaxeira, é comestível, portanto, não tóxica. A outra, a mandioca-brava, é muito tóxica e, sem o tratamento para eliminar o veneno (ver adiante como fazer isso), pode ser fatal.

Tipos: há, ainda, a considerar os seguintes tipos: – vassourinha – pequena e fina, com miolo bastante branco – cozinha rápido e por igual; amarela ou gema: com casca carnosa e miolo amarelado, que fica mais escuro quando cozida.; também cozinha rápido; cuvelinha – fácil de ser cultivada, é uma das variedades mais apreciadas; manteiga – pequena e bastante tenra, também tem um sabor muito agradável.

Modo de comprar embora quase nenhum vendedor aceite esta tática, é aconselhável, ao escolher a peça que vai comprar, cortar um pedaço da mandioca, a fim de ver o estado interno, o miolo. O ideal é que este tenha cor uniforme, isto é, completamente branco ou todo amarelo, dependendo da variedade. Não deve ter manchas escuras, seja na extremidade ou na parte interna. Além disso, esta parte interna, deve estar ligeiramente úmida, e a casca deverá soltar-se facilmente.

Quantidade: é recomendável comprar meio quilo para 4 pessoas.

Tóxica – para saber se a mandioca é tóxica ou não, use o seguinte artifício: – como os dois tipos são muito parecidos, morda um pequeno pedaço cru, porém, sem engolir; e, se estiver muito amargo, significa que tem uma quantidade maior do ácido (veneno).

Como tirar a toxidez – descascar a mandioca; – cozinhar (mas não tampe a panela); – jogar fora a água onde foi cozida, que nunca deve ser reutilizada para preparar algum prato.

Modo de conservar o ideal mesmo é consumir logo após comprá-la, lembrando ainda que não se deve guardar por mais de dois dias, pois é uma hortaliça muito frágil; se precisar guardar por um tempo superior, convém conservar numa vasilha com água, na geladeira.

umidade: é preciso ter muito cuidado quando for guardar, porque a tendência é a peça escurecer muito rapidamente. Para evitar isso, é aconselhável, ao contrário da maioria das hortaliças, mantê-la num ambiente com boa umidade, porém, evitando-se as temperaturas muito baixas, pois ocorrerá uma grande desidratação, o que levará a uma deterioração, principalmente se passar de uma semana;

congelamento: deve-se remover a casca, cortar em pequenos pedaços e guardar num saco plástico, podendo ficar assim durante meses no congelador ou freezer; é fácil encontrar nos supermercados e mercearias o produto já congelado;

manter em imersão na água: é uma boa alternativa, remover a casca e deixar numa vasilha com água, cobrindo-a totalmente, até que prepare para o consumo, que deve ser logo em seguida, como já foi dito;

parafina líquida: outra tática válida, embora mais complicada para algumas pessoas, é manter a mandioca imersa em parafina líquida, antes de guardá-la.

Modo de preparar – a forma mais usual é cozinhar em água e sal; – colocar a mandioca somente quando a água estiver fervendo; – não tampar a panela, para que o ácido cianídrico desapareça. Tempo de cozimento: quando a mandioca é de boa qualidade, bastarão, apenas, 15 ou 20 minutos.

Modo de consumir: é um alimento bastante versátil, podendo ser usado também das seguintes maneiras:

– em forma de farinha;- frita (embora nunca se deva consumir frituras);- pão;- cuscuz;- polvilho;- tapioca;- xinxim de galinha;- virado à paulista;- bolos e bolinhos;- torta;- pudim;- ensopado;- salada;- farofa;- purê;- sopa;- nhoque;- bobó de camarão (é um dos ingredientes mais importantes);- pirão;- paçoca;- polvilho doce ou azedo (com este, prepare-se o famoso pão-de-queijo mineiro);- tucupi (prato típico da amazônia: água da mandioca + sal + pimenta + alho);- maniçoba (prato típico da bahia, norte e nordeste;- vaca ou galinha atolada (oriundo de são paulo, tem este nome, porque o alimento fica "atolado", isto é, todo imerso na mandioca.

Obs.: por ser muito calórica, deve ser evitada por pessoas: – que estejam fazendo regime para emagrecer; – que não queiram engordar, porque tem grande concentração de carboidratos (cerca de 80%); – que sejam diabéticas. Pelo mesmo motivo, sendo ótima fonte energética, deve ser consumida pelos desportistas em geral.

Composição: – vitaminas: – do complexo b; – c; – sais minerais: – cálcio; – fósforo; – ferro; – potássio; – tem poucas proteínas; – quase nenhuma gordura; – é rica em fibras solúveis .

Folhas: proteínas bastante digestíveis, quando desidratadas; – ricas em vitaminas: – a; – b1; – b2; – sais minerais: – cálcio; – zinco; – magnésio; – cobre; – ferro.

Valor calórico: 100 gramas de mandioca cozida fornecem 119 calorias.

Indicações terapêuticas:
Farinha: com ela, preparam-se cataplasmas para debelar abscessos, inflamações superficiais e até mesmo queimaduras leves;
Raiz cozida: – eficiente coadjuvante no combate a diarréias (torna as fezes mais rijas);
Mingau: – recomendado para crianças, convalescentes em geral, e também para pessoas idosas.

MAXIXE

Origem o maxixe é uma hortaliça originária da áfrica que, ao chegar no brasil em tempos coloniais, trazida pelos escravos, acabou tornando-se um ingrediente típico da culinária do nordeste. O nome maxixe é originário da língua africana banto. É da mesma família da abóbora, pepino, melão e melancia.

Como comprar os frutos têm uma forma ovalada, com casca espinhosa ou lisa, de consistência fina e delicada, de cor verde clara.

Escolha: – frutos firmes, com cor uniforme e com os espinhos inteiros.- mas rejeite frutos amarelados, pois mostram que são mais velhos, apresentando sabor ruim e sementes duras;- sem usar a unha ou apertar muito, caso contrário, murcharão rapidamente e escurecerão nos locais magoados;

– os já lavados, raspados e embalados, mas lembre-se de que duram menos quando assim são oferecidos.

Como conservar murcham e amarelam com muita facilidade e rapidamente, não podem ser guardados na temperatura ambiente, por mais de 3 dias. Na geladeira, desde que bem acondicionados em sacos plásticos e colocados na gaveta inferior, aguentam por cerca de uma semana.

Como consumir:

cozido: fica delicioso, quando colocado na panela do feijão que está cozinhando;

refogado: nesses dois casos, convém colocar o maxixe no final, evitando excesso de cozimento;

cru: em rodelas, com sal e limão – ideal, porque todos os nutrientes são mantidos intactos;

maxixada": prato típico nordestino, em que o maxixe é cozido junto com outros alimentos, tais como carne, abóbora (jerimum), quiabo, tudo devidamente temperado;

salada: usando-se frutos mais verdes.

moqueca: usando-se os frutos em receitas de moqueca de camarão, um dos pratos da cozinha sergipana.

Composição – sais minerais: – cálcio; – fósforo; – ferro; – sódio; – magnésio; – zinco; – vitaminas: – c; – do complexo b e beta- caroteno (provitamina a).

Indicações terapêuticas:

– auxilia no combate e prevenção dos distúrbios da próstata;- diminui o depósito do mau colesterol;- acaba com aquelas manchas brancas das unhas;- é bom coadjuvante de cicatrização de ferimentos diversos.

Valor calórico: 100 gramas de maxixe fornecem 5,1 calorias.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *