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Hortaliças: Grão-de-bico e Inhame

Indicações terapêuticas: O Grão-de-bico remove impurezas do sangue;- equilibra o sistema imunológico; – previne: – malária, dengue e febre amarela;- aumenta a fertilidade nas mulheres (contém fitoestrogênios);- auxilia possíveis distúrbios da menopausa;- na forma de emplastro: é excelente coadjuvante no tratamento de furúnculos, abscessos, tumores, quistos sebáceos, verrugas, queimaduras (evita inchaço e dor), hemorróidas, para baixar a febre, etc.

GRÃO-DE-BICO

Origem: é cultivado na região do mar mediterrâneo, desde que se começou a plantar naquela região, portanto, há muitos séculos e, de lá, espalhou-se pelo mundo.

Modo de preparo: idêntico ao utilizado para os feijões em geral, inclusive e principalmente, deixando de molho, cerca de 12 horas – algumas pessoas adicionam bicarbonato de sódio.

Dicas:

1 – colocar sal na água onde o grão-de-bico ficará de molho, com as seguintes vantagens: o produto fica mais saboroso; usa-se menor quantidade de sal no preparo posterior. Desvantagem, embora pequena: – aumento do tempo de cozimento.
2 – deve-se ter o cuidado de não jogar fora a casca que recobre o grão, pois nela há grande concentração de sais minerais e fibras.

Modo de consumir: é considerado um alimento quase perfeito, sendo servido de inúmeras maneiras, principalmente na culinária do oriente médio, podendo-se citar:

Pasta com gergelim (tahine), chamada de hommus bi tahine ;
Cuscuz (usando também tahine);
Bolinhos fritos (prato de origem israelense);
Sopa;- ensopado;- salada;- torta;- com bacalhau (principalmente, em portugal);
Com vegetais (culinária indiana, vegetariana ou vega);
Croquetes e, como temos dito sempre, tudo o mais que a criatividade culinária permitir.

Composição: rico em proteínas, fibras e bom teor de carboidratos, ferro, cálcio, potássio e vitaminas do complexo b. Misturado aos cereais, fornece todos os aminoácidos essenciais.

Indicações terapêuticas: – bem indicado para diabéticos, devido às fibras solúveis contidas em sua composição, que controla as taxas de açúcar no sangue; diminui a taxa de mau colesterol sangüíneo; – ajuda muitíssimo no combate à anemia, devido à sua boa concentração de ferro;- evita a hipertensão arterial; – melhora o funcionamento dos intestinos, graças também às suas fibras.

Valor calórico : 100 gramas de grão-de-bico cozido fornecem 115 calorias.

INHAME

Origem: sudeste da ásia, áfrica, é cultivado desde a antigüidade

Outros nomes: a variedade de inhame mais consumida é o inhame-cigarra, mas também podemos encontrar outras espécies, como o inhame-da-índia, que não serve para o consumo, pois é nociva à saúde. Esta variedade era usada pelos índios para envenenar suas flechas. Em latim: colocasia esculenta. Na áfrica e na américa do norte se chama taro, na américa central é ñame ou otoe, na frança é igname, na índia albi, no japão sato-imo, no caribe malanga ou yautia. E cará, em inglês, é yam.

Tipos: há vários: inhame vermelho, inhame gigante ou inhame açu, inhame branco, inhame chinês ou inhame japonês, inhame taioba, inhame de porco ou mangarito.

Obs.: é preciso cuidado na escolha: alguns tipos são comestíveis (inhame branco – comum – e o chinês, por exemplo) e outros, não, pois são usados apenas em ornamentações).

Modo de comprar:

– deve ser firme, quando apertado;
– não pode ceder à pressão dos dedos, mas também não deve ser muito duro;
– não deve ter danos na casca;
– que tenha raízes pequenas longas e abundantes;
– calcule 1/2 kg de inhame para 4 pessoas.

Modo de preparar: cozinhar com ou sem casca, mas o ideal, é manter a casca, pois, nutrientes como vitaminas e minerais hidrossolúveis não se perdem. Após tirar a casca, deixar imerso em água com vinagre, para não escurecer. Ao cozinhar, apenas cubra com água fervente salgada. Cortado em cubos de, aproximadamente, 2 por 2 centímetros, cozinhar por cerca de 5 minutos, portanto, em sopas, não misture com cenoura, por exemplo, que demora mais para cozinhar. Ao cozinhar inteiro, verifique com o garfo se já está macio. Após esfriar, puxe a casca com faca. Cozido, pode ser fritado, refogado ou passado em manteiga ou azeite e servido polvilhado com ervas.

Modo de consumir: como sempre lembramos, as maneiras de consumir são sempre variadas, em função da criatividade culinária de cada pessoa, porém, o inhame é muito utilizado na alimentação de crianças e idosos, por ser bastante energético e para dar mais consistência a sopas em geral, e as formas mais comuns de consumo são:

– ensopado;
– bolo (salgado ou doce);
– bolinhos fritos (embora fritura não seja uma forma recomendável de consumo, pelo que já discorremos);
– torta (salgada ou doce);
– salada;
– massa de pizza;
– vitamina;
– no vapor;
– pão; – purê; – pasta;- inhoque;
– cozinhado (simples ou com feijão);
– sopa;- biscoito;- mousse;
– com mel ou melado
– principalmente nas festas juninas, quando são cozidos ou assados na fogueira.

Obs.: deve ser bem cozido, pois, caso contrário, é indigesto, tem um sabor desagradável e irritante. Não é aconselhável para pessoas diabéticas nem para as que fazem regime/dieta para emagrecer, devido à grande concentração de carboidrato.

Composição: pobre em gorduras, mas riquíssimo em amido (carboidrato); tem também: – cálcio; – fósforo; – ferro; – vitaminas B1, B2, B5, C; – fibras solúveis.

Valor calórico: 100 gramas fornecem 102 calorias.

Indicações terapêuticas: Remove impurezas do sangue;- equilibra o sistema imunológico; – previne: – malária, dengue e febre amarela;- aumenta a fertilidade nas mulheres (contém fitoestrogênios);- auxilia possíveis distúrbios da menopausa;- na forma de emplastro: é excelente coadjuvante no tratamento de furúnculos, abscessos, tumores, quistos sebáceos, verrugas, queimaduras (evita inchaço e dor), hemorróidas, para baixar a febre, etc.

Observação: como preparar o emplastro: 1 – descascar o inhame; 2 – ralar (na parte mais fina do ralador); 3 – preparar uma porção que dê para cobrir a área a ser cuidada; 4 – é aconselhável ralar e acrescentar uma pequena quantidade de gengibre, com a casca; 5 – misturar com um pouco de farinha (mandioca, milho ou outra qualquer, apenas para formar uma liga uniforme); 6 – manter umedecida a pasta resultante, para que possa penetrar melhor na pele; 7 – aplicar o emplastro sobre a região; 8 – cobrir com gaze ou um pano fino (tipo linho) e nunca com roupa, qualquer material plástico ou sintético; 9 – observar se, em 2 a 3 horas, houve absorção pela pele, ficando o emplastro totalmente seco, quando deverá ser removido; 10 – se estiver colado à pele, use água bem morna; 11 – usar, pelo menos, 2 vezes ao dia, até observar melhora do distúrbio.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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