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Hortaliças: Ervilha, Escarola e Espinafre

Indicações terapêuticas: Crua: é ótimo tônico para o pâncreas; – suas fibras solúveis, além de ajudarem no bom funcionamento dos intestinos, melhoram as taxas do mau colesterol, retardam a absorção da glicose e ainda equilibram as taxas de açúcar no sangue.

Origem: surgiu no continente europeu e numa parte da ásia. No brasil, deu-se melhor na região sul, inicialmente, mas depois se estendeu para a região do cerrado, onde há, no momento, maior produção do que em outras regiões do país.

Características: a ervilha é o grão da vagem que tem o mesmo nome. Quando ainda verde (os seus pigmentos têm ação antioxidante – carotenóides), é considerada uma hortaliça. A vagem da ervilha é alongada, fibrosa, de cor verde clara, medindo aproximadamente 10 cm de comprimento.

Tipos: há dois tipos de ervilha fresca que podem ser consumidos: – a ervilha-torta, da qual são usados, tanto o grão como a vagem, e a ervilha para debulhar, da qual apenas o grão pode ser consumido.

Modo de comprar: dicas a serem observadas:

1- A vagem deve estar limpa e tenra; cor: verde-clara e transparente; – grãos: bem formados, cobertos por uma película brilhante;
2
– Vagens de ervilhas novas: não podem ter manchas escuras, partes secas, ou grãos duros e secos;
3– Em conserva: a lata não deve estar amassada, os grãos não podem estar moles nem com mau cheiro.

Modo de conservar: – consumo imediato: è aconselhável debulhar as vagens de ervilhas e colocá-las em saco plástico, na gaveta de verduras e legumes da geladeira; – consumo posterior: pré-cozinhar – 1 – ferver durante 3 (três) minutos; 2 – colocar numa vasilha que fique bem vedada, mantendo um pouco do líquido onde foram fervidas as ervilhas; 3 – completar o cozimento quando for consumir;

Em conserva:
1 – a lata deve ser guardada em lugar fresco e seco;
2 – se não consumir todas as ervilhas, é conveniente colocar a sobra numa vasilha bem fechada, na geladeira, mantendo o líquido que estava na lata.

Obs.: Quando enlatadas, as ervilhas têm menos nutrientes, a cor e o sabor são diferentes das que são consumidas frescas e/ou congeladas. Além disso, têm grande concentração de purinas, que podem causar distúrbios para quem sofre de gota

Modo de consumir
Na culinária,
a ervilha tem muitos usos: – ingrediente de saladas; – recheio de panquecas; – omeletes; – tortas; – empadas; – guarnição, como acompanhamento de outros pratos.

Obs.: Preparar com pouca água, para não perder vitaminas.

Composição: vitaminas: A, B e C; – sais minerais: – ferro; – cálcio; – fósforo; – selênio; – enxofre; – cobre; – potássio; – fibras; – proteínas (grande teor: em 100 gramas = 8 gramas);

Valor calórico: 100 gramas de ervilhas frescas cozidas fornecem 80 calorias.

Indicações terapêuticas: Crua: é ótimo tônico para o pâncreas; – suas fibras solúveis, além de ajudarem no bom funcionamento dos intestinos, melhoram as taxas do mau colesterol, retardam a absorção da glicose e ainda equilibram as taxas de açúcar no sangue.


ESCAROLA

Origem: surgiu na índia e, desde a antigüidade, já era muito conhecida pelos gregos, romanos e egípcios.

Características: é uma hortaliça que se parece muito com a alface, mas as folhas da escarola são mais escuras e o sabor é bem mais amargo.

Obs.: escarola, chicória e almeirão, são parecidas, mas há diferenças, tendo em comum, apenas, o sabor amargo.

Modo de comprar

1-Escolha as de folhas firmes e viçosas rejeite as que estejam murchas ou muito queimadas pelo sol;
2-Cor verde bastante acentuada;
3-Prefira as sem manchas e sem marcas de insetos;
4-As menos amargas têm folhas de cor mais clara.

Modo de conservar:

1-Separe as folhas melhores;
2-Lave-as bem, coloque em saco plástico e guarde;
3-Na gaveta inferior da geladeira, dura cerca de uma semana.

Modo de consumir: A escarola é mais recomendada nas saladas, quando os nutrientes são melhor aproveitados, mas é também muito adequada para usar em sopas, cozidos, recheio de tortas e pizzas. Por ser de fácil digestão, é muito utilizada em vários tipos de dietas, além de ser oferecida cozida para bebês e crianças.

Composição: É muito rica em vitaminas (A, B2, B5) e sais minerais (cálcio, fósforo, ferro, sódio, potássio). Além disso, contém muita celulose (fibras), sendo recomendada para pessoas que têm problemas intestinais.

Valor calórico: cem gramas de escarola fornecem 20 calorias

Indicações terapêuticas: Neutraliza a ação dos ácidos do organismo; – depura o sangue;- leve ação laxativa;- estimulante do apetite;- evita o ressecamento da pele;- previne a formação de cálculos nos rins e na vesícula biliar;- estimula o fígado e a vesícula biliar.

ESPINAFRE

Origem e tipos na Ásia, surgiu o espinafre do tipo chamado verdadeiro, de folhas pequenas e redondas; da nova Zelândia, veio o outro tipo, com folhas triangulares, folhas verde-escura, mais comumente usado. Na idade média o espinafre era tão popular na Europa que em épocas de escassez se utilizava as folhas de beterraba e de nabo como substitutos. Os espanhóis desenvolveram a colheita do espinafre, durante o século viii e provavelmente o trouxeram para o resto do mundo. Durante o século xvii, o espinafre demonstrou sua popularidade sendo cozido com açúcar e usado em sobremesas.

Modo de comprar:

1- Escolha os de folhas frescas, cor verde-escura, sem marcas de insetos;
2- Maços de espinafre – cerca de 1 quilo – dá para 4 pessoas;
3- Por se deteriorar rapidamente, é conveniente consumir logo após a compra;
3-A melhor época para comprar é de julho a novembro

Modo de conservar:

Fora da geladeira: só deve ser mantido na temperatura ambiente de um dia para o outro, desde que fique numa vasilha com água, num local arejado;

Na geladeira: antes, lave bem, em água corrente, escorra o excesso de água, coloque num saco plástico individualmente, isto é, não misturado com outras hortaliças ou frutas, e guarde na gaveta inferior. Assim, o espinafre suporta por 2 ou 3 dias, no máximo, 5 dias.

Para congelar: após lavar bem, como já foi dito, seque bastante, escorrendo toda a água. Em seguida, acondicione-o em saco plástico, retirando totalmente o ar interno. Desta maneira, pode ser conservado durante 30 dias, pelo menos.

Modo de consumir: é aconselhável utilizar todas as partes do espinafre: – flores, – folhas, – talos, na preparação de pratos variados, conforme a criatividade culinária de cada um, tais como refogados, sopas, cremes, suflês, recheios diversos (pizza, lasanha, panqueca, etc.).

Também convém aproveitar o caldo, quando for cozinhar a hortaliça, em virtude da grande concentração de nutrientes ali contida. Uma boa medida é cozinhar no vapor, usando panela própria, ou improvisar, através da colocação de uma vasilha (peneira, por exemplo) sobre uma panela maior, com água fervente.

Composição: é rico em vários sais minerais: – ferro, – sódio, – potássio, – cálcio, – cloro, – fósforo, – magnésio; – vitaminas: – C, – A, – betacaroteno; – tem boa fonte de fibras e a maior concentração vegetariana de proteínas.

Valor calórico: 100 gramas de espinafre cru fornecem 22 calorias.

Indicações terapêuticas: ótima indicação para pessoas desnutridas e anêmicas, combate a alta pressão do sangue, arteriosclerose e artrites, bom estimulante dos intestinos, principalmente quando ingerido acompanhado de maçã com a casca.

Contra-indicação: as pessoas com gastrite e/ou úlcera do estômago (devido à estimulação das secreções gástricas), não devem consumir espinafre. Além disso, como tem grande concentração de ácido oxálico, este interfere na absorção do ferro e do cálcio, além de contribuir para a formação de cálculos (pedras) nos rins e na bexiga, portanto, deve ser consumido com moderação pelas pessoas que têm tendência a esses distúrbios ou que já apresentem os sintomas.

Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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