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Dengue nas cidades: Precisamos tomar vergonha!

É. Precisamos realmente tomar vergonha. Em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 indivíduos. Qualquer pessoa medianamente sensata sabe que devido à dengue, não deve deixar que em sua casa e no quintal tenha água parada em qualquer recipiente, por menor que seja. Um copinho descartável de cafezinho, com água pela metade, jogado lá no quintal, serve de nascedouro para centenas de larvas do maldito mosquito. E em pneus? Garrafas? Bacias e baldes velhos? Quantas larvas cabem?
Então, por que ainda existe tanto mosquito botando ovos em todo lugar? É culpa do mosquito? Não!!! É sua, é minha, é nossa. Se acontecer de um de nossos entes queridos contrair a dengue e vier a falecer, quem é o responsável? É o mosquito? Não!!! Sou eu, você e todos os brasileiros mal educados e teimosos que insistem em não se responsabilizar por si e pelos outros.
Veja que nossas ruas são depósitos de lixo, sujas, mal cheirosas, e a culpa é de quem? Das ruas? Não!!! É de nossos avós que não ensinaram nossos pais a não jogarem lixo nas ruas, é nossa que não aprendemos com exemplos como dos habitantes de Tóquio, da China, da Suiça e de outros lugares onde o povo é educado. E o Brasil vive tempos de enchentes, de dengue, de sujeira e de miséria.
Brasileiro tem mania de jogar papel, cascas, cocô de cachorro e qualquer imundície na rua, cuspir, escarrar, urinar então… Nem se fala. Tudo que deveria fazer em suas casas fazem na rua. E a culpa é de quem? Dos garis que não limpam direito? Não!!! É de nossos antepassados todos, nossa, de nossos filhos, netos e bisnetos vivos ou vindouros. Somos culpados por sermos porcalhões e não nos educarmos. Somos merecedores das dengues, todas. Somos merecedores das enchentes. Somos merecedores das doenças da imundície que matam tanto em nosso país.
CICLO DE TRANSMISSÃO DA DENGUE
Então, a dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.
É bom lembrar que o ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.
Dados divulgados nesta segunda-feira (25 de fevereiro de 2013) pelo Ministério da Saúde mostram que o número de casos de dengue no início deste ano quase triplicou em relação ao mesmo período de 2012. Foram registrados, até o dia 16 de fevereiro, 204.650 mil casos, contra 70.489 notificados em 2012, o que representa um aumento de 190%. Acho que muitos brasileiros estão fazendo hora extra em emporcalhar o mundo.
O número de casos graves e de mortes, no entanto, apresentou redução. Trinta e três pessoas morreram em decorrência da doença até agora, contra 41 no ano passado. E foram 324 ocorrências graves da doença, contra 577 no ano passado.
O secretário de vigilância em saúde do ministério Jarbas Barbosa ressaltou que maioria das mortes por dengue é de pessoas com morbidades, ou seja, que possuem doenças como diabetes, cardiopatias e pneumopatias, entre outras.
A principal causa do aumento de casos, segundo Barbosa, é a circulação do vírus tipo 4 (DENV-4), que agora circula em municípios grandes, como Goiânia, Campo Grande e Uberaba, entre outros. A presença do novo subtipo aumenta o risco de infecção, já que a maioria dos brasileiros não desenvolveu imunidade contra ele. De acordo com o secretário, o DENV-4 corresponde a 52,6% das amostras analisadas no país.
O ministro da Saúde Alexandre Padilha mencionou, ainda, a ocorrência maior de chuvas em certos municípios. Ele também chamou a atenção para os prefeitos que acabaram de assumir seus cargos para a importância da continuidade das ações contra a doença. “É fundamental que os novos prefeitos assumam a responsabilidade de combater a dengue em seus municípios.”
E eu digo que, de quebra, os prefeitos novos deveriam fazer campanhas para educar a população. É preciso que o brasileiro saiba que lugar do lixo é na lata de lixo bem tampada.
Oito Estados concentraram quase 85% do total de casos: Mato Grosso do Sul (42.015 casos), Minas Gerais (35.334), Goiás (27.376), São Paulo (21.691), Rio de Janeiro (14.838), Paraná (12.040), Mato Grosso (10.765) e Espírito Santo (9.013).
EPIDEMIA
Considerando que o critério para se definir uma epidemia é a incidência de 300 casos para 100 mil habitantes, são cinco os Estados que se encontram nessa situação: Mato Grosso do Sul, Goiás, Acre, Mato Grosso, Tocantins e Espírito Santo. A incidência média do país é de 105,5 casos por 100 mil.
Segundo o Liraa (Levantamento de Índice de Infestação por Aedes aegypti), também divulgado hoje, 267 municípios estavam em situação de risco para dengue em janeiro, 487 em situação de alerta e 238 em situação satisfatória. O secretário de vigilância em saúde lembrou, no entanto, que a pesquisa é um retrato do momento e a situação pode se modificar rapidamente de satisfatória para de risco.
Por região, a maior concentração das larvas do mosquito em reservatórios de água ocorreu no Nordeste, com 76,2%. Por outro lado, foi na Região Sudeste onde se concentraram os maiores focos em depósitos domiciliares, com 63,6%. O levantamento contou com número de municípios 29% maior este ano.
É preciso ensinar o nordestino a reservar a água que lhe é tão cara e pouca de forma que o reservatório fique tampado, impedindo que o mosquito da dengue entre. Simples assim.
Quanto às capitais, o Liraa de janeiro apontou situação de risco em Palmas (TO) e Porto Velho (RO); de alerta em Belém (PA); Manaus (AM); Rio Branco (AC); Aracaju (SE); Fortaleza (CE); Maceió (AL); Recife (PE); Salvador (BA); São Luís (MA); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Já Boa Vista (RR); João Pessoa (JP) e Teresina (PI) apresentaram índice satisfatório.
PERÍODO DE CHUVAS
Segundo a Sespa, no período de chuvas, o risco de contrair dengue aumenta, por isso a secretaria alerta a população sobre os cuidados necessários para prevenir a doença, como a retirada de objetos que possam acumular água nos quintais, de folhas e outros materiais, além da limpeza de calhas, para evitar água parada e impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Ao longo do ano passado, equipes da Sespa trabalharam em conjunto com os municípios para manter a doença sob controle. As principais ações desenvolvidas são o bloqueio imediato da transmissão, nas localidades ou bairros que notificam casos; atividades de educação e comunicação, visando a sensibilização da população para o problema; articulação com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, para melhorar a coleta e destinação adequada do lixo, e manutenção das atividades de rotina no combate ao mosquito transmissor.
Mais informações sobre dengue são fornecidas pelas secretarias municipais de Saúde de Ananindeua, (91) 3073-2220; Marabá, (94) 3324-4904; Marituba, (91) 3256-8395; Santarém, (94) 3524-3555, e Tucuruí, (94) 3778-8378. Em Belém, além do telefone (91) 3277-2485, estão disponíveis os telefones dos distritos administrativos da Prefeitura: Daben (3297-3275), Daent (3276-6371), Dagua (3274-1691), Daico (3297-7059), Damos (3771-3344), Daout (3267-2859), Dasac (3244-0271) e Dabel
(3277-2485).
PREVENÇÃO DA DENGUE
A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.
A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.
Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
AÇÕES SIMPLES PARA COMBATER A PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO DA DENGUE
O Combate à Dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda população. O mosquito da dengue (aedes aegypti) se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). A conscientização da população e a tomada de medidas são de fundamental importância para a redução e, quem sabe, a erradicação desta doença do Brasil.
Medidas de Combate à dengue (para eliminar os criadouros e evitar a reprodução e proliferação do aedes aegypti)
– Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água;
– Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;
– Não deixar a água parada nas calhas da residência. Remover folhas, galhos ou qualquer material que impeça a circulação da água.
– A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;
– Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;
– Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar;
– As piscinas devem ter sugestão de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas;
– Garrafas ou outros recipientes semelhantes (latas, vasilhas, copos) devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Se não forem usados devem ser embrulhados em sacos e descartados no lixo (fechado).
– Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada;
– As bromélias costumam acumular água entre suas folhas. Para evitar a reprodução do mosquito, o ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.
– Sempre que observar alguma situação (que você não possa resolver), avisar imediatamente um agente público de saúde para que uma medida eficaz seja tomada.
COMO ELIMINAR LARVAS E O MOSQUITO DA DENGUE
Pesquisadoras da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto (SP) descobriram que a cafeína é fatal para o desenvolvimento da larva do Aedes aegypti. No estudo, elas verificaram que quanto maior a concentração de cafeína na água parada contida em vasos, ralos e plantas, menor o tempo de vida das larvas. De acordo com as cientistas, foi registrada uma taxa de mortalidade de 100%. Nenhuma das larvas conseguiu chegar ao último estágio de desenvolvimento.
Resultados semelhantes foram obtidos com a borra de café. Em laboratório, quatro colheres de sopa de borra de café bloquearam o desenvolvimento de larvas mergulhadas no equivalente a um copo de água.
Em situações de epidemia de dengue, o método de combate mais usado contra a reprodução do mosquito é a aplicação de inseticidas, mas a maioria desses produtos é tóxica. Além disso, com o tempo, os mosquitos podem adquirir resistência a essas substâncias. A borra de café funciona como um inseticida natural e não faz mal para seres humanos, animais e plantas.
Outros produtos, como o sal de cozinha e a água sanitária, têm sido recomendados contra o Aedes egypti. Mas há limitações: eles não podem ser aplicados em plantas, por exemplo. A borra é um resíduo produzido diariamente na maioria das residências. Ela pode ser jogada sobre o solo dos jardins e hortas, na terra dos vasos ou dentro das bromélias. Não se deve diluí-la em água antes de aplicar.
A larva se intoxica ao ingerir extratos de borra do café. A quantidade de borra a ser utilizada depende da quantidade de água acumulada. Se o local contém o equivalente a meio copo de água de chuva ou de rega, por exemplo, duas colheres de sopa de borra bastam. A mesma quantidade de borra nova deve ser colocada a cada sete dias.
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Atenção: Qualquer produto citado neste post não é um medicamento e não substitui o tratamento médico. Terapias citadas neste post não substituem a visita ao seu médico regularmente.

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