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Andropausa? O que é e como tratar

Andropausa é na verdade um Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino, (DAEM), conhecida como menopausa masculina, mas na verdade não há nada para pausar, como a menstruação na menopausa. Ocorre geralmente entre as idades de 40 a 55 anos, quando os homens podem percebem sintomas semelhantes à menopausa embora não apresentem um ponto tão característico como a interrupção da menstruação para definir essa etapa. Ocorre nessa fase uma queda no nível da testosterona (hormônio) e com isso as mudanças ocorrem muito gradualmente nos homens. O homem experimenta um declínio gradual de suas funções gonadais, caracterizada pela diminuição da taxa de testosterona e da produção de espermatozóides.

Para passar pela andropausa, é fundamental conhecer as mudanças físicas e emocionais do envelhecimento masculino, há perguntas que ajudam a começar a pensar no assunto:

01 – Você anda mais cansado que de costume?
02 – Está menos disposto para o sexo?
03 – Tem se irritado com muita facilidade?
04 – Você perdeu peso?
05 – Você perdeu a alegria de viver?
06 – Você vive triste e desanimado?
07 – Sua ereção está menos consistente?
08 – Tem sido mais difícil manter a ereção durante o ato sexual?
09 – Você adormece depois do jantar?
10 – Sua performance no trabalho deteriorou recentemente?

Resposta positiva nos itens 1 ou 7, ou três respostas positivas nos demais itens, sugere hipogonadismo (embora não obrigatoriamente).

A causa para algumas mudanças físicas e emocionais após os 40 anos pode ser a andropausa. Mas a confirmação do diagnóstico requer a presença de níveis sanguíneos de testosterona abaixo do intervalo normal. Saiba que resultados abaixo de 200 mg/dL são considerados confirmatórios. Mas, há casos de homens com níveis normais apesar de terem sintomas de hipogonadismo (termo médico para um defeito no sistema reprodutor que resulta na diminuição da função das gônadas (ovários ou testículos)). Nessas situações, há necessidade de exames laboratoriais mais detalhados.

Os níveis sanguíneos de testosterona devem ser determinados mensalmente, porque a disfunção sexual costuma ser corrigida assim que eles atingem a metade inferior da faixa da normalidade, mas os efeitos positivos sobre as massas óssea e muscular podem exigir níveis mais elevados para se fazerem sentir.

Nem todos os homens apresentam níveis tão baixos de testosterona que podem causar problemas e, em alguns casos, os sintomas podem ser confundidos e atribuídos ao envelhecimento. Cerca de 20% dos homens entre 50 e 60 anos apresentam a andropausa. Este número aumenta para mais de 80% após os 80 anos. Apesar de às vezes encontrarmos opiniões diferenciadas, é preciso ficar atento e conhecer os tratamentos adequados para passar por essa fase da melhor maneira.

Não há evidência de que níveis baixos de testosterona interfiram com a mortalidade masculina, mas certamente pioram a qualidade de vida.

Possíveis sintomas:

Diminuição da qualidade das ereções – Ejaculação precoce – Perda de memória – Nervosismo – Insônia – Queda da libido (apetite sexual) – Perda de cabelo – Diminuição da massa muscular – Alterações no humor – Doenças cardiovasculares – Osteoporose e o famigerado aumento da gordura abdominal.

Não há maneira de prever quem vai ter sintomas de andropausa que tornem necessários procurar ajuda, nem a idade exata em que os sintomas irão ocorrer.

Alguns exames auxiliam a verificação da andropausa tais como:

1 – Exame de sangue para verificar o índice de testosterona. Ele é o melhor jeito para diagnosticar a andropausa e calcular a dosagem de testosterona no sangue. Isso porque, são os níveis baixos deste hormônio que caracterizam esta fase. Também é importante realizar outros exames para anular possíveis causas de testosterona baixa, como dosagem da prolactina e gonadotrofinas (hormônios que estimulam os testículos) e hormônios relacionados à função da tireoide. A redução progressiva dos níveis de testosterona se inicia em torno dos 30 anos, a uma taxa de diminuição de 1% ao ano. Por isso, é preciso ficar atento ao diagnóstico após os 50 anos.

2 – Espermograma para verificar a produção dos espermatozoides.
3 – Exame de toque (estado da próstata)
4 – Densitometria óssea
5 – Ecografia da próstata e abdômen.

Na alopatia a reposição hormonal somente deve ser feita com um acompanhamento médico e pode ser feita através de comprimidos via oral, adesivos para pele ou injeção intramuscular. Com isso o homem terá um retardo na osteoporose, um melhor desempenho sexual, melhora dos distúrbios neurológicos.

Atenção: A reposição é contra indicada para pacientes portadores ou com suspeita de carcinoma na próstata, câncer de mama, hiperplasia benigna da próstata e problemas hepáticos. Outras condições que contraindicam a reposição hormonal são a apneia do sono, a poliglobulia (excesso de glóbulos vermelhos), a epilepsia e a insuficiência cardíaca descompensada. Estas, entretanto, são contraindicações relativas que, quando tratadas, não impedem a reposição. Os níveis sanguíneos da testosterona devem ser mantidos dentro dos limites da normalidade.

Sociedade Brasileira de Urologia publicou há alguns anos um consenso estabelecendo parâmetros para o diagnóstico e tratamento da deficiência hormonal masculina, que foi denominada, então Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM). O texto do documento admite que a reposição hormonal masculina ainda está sujeita a controvérsias. Questiona-se desde a real existência do problema e até a necessidade concreta da reposição hormonal. O melhor caminho é ainda a fitoterapia, a trofoterapia e a nosodioterapia, pois são eficientes e seguras. O efeito é ainda melhor quando utilizadas em conjunto.

Falta de Desejo (Libido)

A falta de libido é mais comum nas mulheres do que no homem, porém ocorre com certa frequência e também é queixa comum tanto do próprio homem como da companheira que se sente deixada de lado e não desejada Esse tipo de problema é bem menos comum que a disfunção erétil em si o que se pode observar que homens que têm o desejo normal, mas que não conseguem uma boa ereção.

Algumas causas físicas podem ser citadas: alcoolismo, drogas, obesidade, hiperprolactina (Hiperprolactinemia é o excesso de produção de prolactina (hormônio responsável pela produção do leite)), efeito colateral de medicamentos, baixo índice de testosterona e doenças como diabetes.

No lado psicológico podemos relatar casos associados à depressão, estresse, traumas de infância, homossexualidade latente e até mesmo problemas de relacionamento.

Não há até hoje um medicamento alopata específico para melhora da libido a não ser quando há queda comprovada da testosterona. É importante lembrar que medicações para Disfunção Erétil não melhoram a libido, interferindo apenas na parte de ereção.

Mas afinal o que é libido?

Na visão da Terapia Sexual, libido é uma energia provinda do instinto de vida, que promove o interesse, a preservação, a condução para o desenvolvimento, ou seja, o que proporciona a busca do prazer de realização da construção sadia e positiva para o desenvolvimento do ser humano. Libido é uma energia vital, presente no homem nas suas diferentes fases do desenvolvimento.

Na atualidade é a mola principal que desencadeia o interesse, o desejo, a busca do prazer de preservação da espécie. Fatores orgânicos e medicamentos podem afetar a libido.

A exemplo, as frustrações vividas pelas dificuldades no trabalho ou na vida sentimental ou na realização da vida sexual e mesmo eventos fortes, como perdas, morte, incapacidade podem desencadear uma baixa no desejo, agravando cada vez mais o quadro psicossexual do indivíduo. Drogas, medicações específicas também afetam a libido, trazendo consequências graves no desempenho sexual. Compete investigar e definir o motivo da causa de perda de libido.

Outros Sintomas

Como já dissemos, a andropausa não tem características tão marcantes quanto a menopausa, que é diagnosticada com o fim da menstruação e fortes ondas de calor. Segundo especialistas, os homens também podem sofrer perda de massa muscular com a redução dos níveis de hormônio masculino. Além disso, podem ocorrer anemia e perda de massa óssea, com osteoporose.

Prazer sexual

Especialistas explicam que a disfunção erétil pode ocorrer em alguns casos de andropausa, mas existem inúmeros outras alterações associadas a este sintoma, como problemas vasculares, neurológicos e de outros hormônios, que não a testosterona.

Vale lembrar ainda que não são todos os homens que entram na andropausa e sentem diminuição do prazer, mesmo nessa fase, o prazer continua igual, o que altera é a necessidade de buscar o prazer. As relações sexuais podem ficar mais espaçadas sem que isso possa interferir na vida a dois, a não ser que haja cobrança e desconhecimento sobre o assunto.

Tratamento

O tratamento alopático da andropausa consiste em aplicar testosterona ou medicamentos que aumentem a produção deste hormônio pelos testículos. A testosterona pode ser administrada por via injetável, em gel ou adesivos transdérmico. Todos os homens que apresentem níveis baixos de testosterona e sintomas compatíveis com a andropausa devem ser tratados, exceto se houver contraindicações, como câncer de próstata ou de mama masculina.

Mudanças de hábitos

Como os homens podem sofrer perda de massa muscular e acúmulo de gordura na região abdominal, o ideal é manter a alimentação sempre saudável. A dieta preventiva para a andropausa deve restringir colesterol e açúcar e comer alimentos com maior teor de sais minerais e vitaminas como as hortaliças em geral e as frutas. Segundo os médicos alopatas, não há um alimento específico para ser indicado, mas o excesso de peso pode agravar a deficiência do hormônio masculino. Já o emagrecimento, ajuda a normalizar os níveis de testosterona.

Informações adicionais

Para passar pela andropausa da melhor maneira, é preciso ser paciente e ter uma parceira compreensiva. As mulheres começam a cobrar muito o desempenho masculino, o que faz com que o homem fique emocionalmente afetado e cada vez mais ansioso em relação à sua performance sexual, e infelizmente a cobrança não para por aí, é um número enorme delas que recaem sobre os ombros já fragilizados do marido e entre elas estão as cobranças de resultados financeiros, maior ajuda nas tarefas domésticas, maior controle sobre os filhos… E por aí vai. O cidadão acaba tendo que matar um leão e meio a cada dia.
Por isso, de acordo com a terapeuta sexual, é fundamental conhecer as mudanças físicas e emocionais do envelhecimento masculino e prevenir possíveis disfunções com a ajuda do companheirismo familiar. Apoio certo na hora exata é um dos maiores medicamentos que existe, eleva a moral, a libido e o nível de respeito e felicidade. Há que se apostar nisso.

O casal deve se lembrar que em relação ao relacionamento sexual, o importante é não ter a expectativa de eterna juventude e lembrar que um bom relacionamento se consegue com novidades, individualidade, namoro sem sexo, para a manutenção do erotismo e consequentemente da atividade sexual. A quantidade de relações poderá cair, mas em contrapartida deve aumentar a qualidade e o amor.

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